51 de 51 trabalho(s) aceito(s)
A LITERATURA INFANTIL AFRO-BRASILEIRA COMO UM CAMINHO PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
TALITA SABINO DE SOUSA ; Juvana Silva de Alencar; Tainá da Silva Esmeraldo
O presente trabalho é fruto das nossas experiências no PIBID Alfabetização, a partir de práticas de contação e socialização de narrativas afrorreferenciadas, com as crianças do infantil III e V, na creche Ailza Gonçalves Felício em Crato-Ce. Teve como objetivo relatar a importância da literatura afrorreferênciada para a construção de uma educação antirracista, que se inicia pela construção da nossa identidade, reconhecendo nossa cultura, ancestralidade e história. Em conformidade com Sousa e Lima (2008), a literatura infantil brasileira foi marcada pela predominância de referências da cultura europeia, o que contribuiu para a invisibilização de outras culturas, outros povos e outras histórias. Diante disso, acreditamos que a literatura seja um caminho para inserir e valorizar as diferentes referências no contexto educacional, possibilitando às crianças o contato com narrativas que tragam a diversidade cultural, a ancestralidade e as diferentes identidades étnico-raciais. Nessa direção, esta pesquisa de abordagem qualitativa, caracteriza-se como um estudo de caso interventivo, haja vista que realizamos contações de histórias e rodas de conversas com as crianças com vistas a instigá-las a pensar sobre o racismo e as possibilidades de combatê-lo. Selecionamos as seguintes obras literárias: Antônia e os Cabelos que Carregavam os Segredos do Universo, de Alan Alves Brito (2022); Iori Descobre o Sol e O Sol Descobre Iori, de Oswaldo Faustino (2015); Bruna e a Galinha d`Angola, de Gercilga de Almeida (2009) e Bucala - a Pequena Princesa do Quilombo do Cabula, de Davi Nunes (2019). As obras trabalhadas trazem principalmente a visibilidade de personagens negros, a ancestralidade e cultura afro-brasileira, como também apresentam uma abordagem histórica. Nas vivências, buscamos criar momentos de escuta, participação, reconhecimento e as percepções das crianças sobre as histórias, os personagens, suas características, pertencimento e movimentos culturais. As crianças demonstraram curiosidade e interesse pelas narrativas, participando das conversas, compartilhando suas impressões: “tia, na minha casa todo mundo é pretinho”; “eu pareço com minha avó, nosso cabelo é igualzinho”. Assim, essas vivências, nos permitiram perceber a importância da nossa atuação como docente na escolha de obras que apresentem diferentes referências culturais e o quanto é necessário trabalhar com a literatura afro-brasileira desde a Educação Infantil gerando pertencimento, reconhecimento e valorização.
A NATUREZA COMO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAS NO PIBID ALFABETIZAÇÃO
EMILY PEREIRA LIMA; Roseane da Silva Campos; Stéfany Fernandes Alcântara; Tainá da Silva Esmeraldo
Em sintonia com Tiriba (2020), é desde a primeira infância que a educação precisa religar o ser humano e a natureza, educando as crianças para o cuidado, o respeito às diversas culturas e a valorização da biodiversidade. Nessa perspectiva, a natureza não é apenas um cenário ou recurso a ser explorado, cabendo às creches e pré-escolas desemparedar as crianças, proporcionando o brincar livre e o contato com elementos naturais, como água e plantas, e com os ciclos da vida. Considerando que as crianças aprendem com o corpo inteiro, são necessárias propostas pedagógicas que integrem corpo, emoção e cognição. Nesse sentido, o presente trabalho, desenvolvido na Creche Ailza Gonçalves Felício, em Crato–CE, no âmbito do PIBID Alfabetização, apresenta vivências significativas de interação entre crianças e natureza. As práticas pedagógicas tiveram como objetivo proporcionar experiências de contato direto com o meio natural, por meio de atividades lúdicas que favorecessem a exploração e a construção de conhecimentos para além da sala de referência. Entre as práticas realizadas, destaca-se o cultivo de uma horta, com o plantio de sementes de alface, coentro e milho, permitindo acompanhar o desenvolvimento das plantas. Também foram exploradas folhas e flores naturais, valorizando a flora regional e observando suas características, diferenças e usos. As crianças coletaram elementos naturais para confeccionar quadros artesanais com materiais recicláveis, como papelão, palitos de picolé e fitas adesivas transparentes, podendo expressar sua criatividade, além de participarem de atividades de reconhecimento e associação de folhas e flores. Outra vivência significativa envolveu o estudo, a exploração, a degustação e a produção de chás com ervas coletadas nos quintais, ampliando os conhecimentos infantis sobre seus usos. A experiência foi enriquecida por uma roda de conversa com Zulene Galdino, Mestra da cultura popular, rezadeira e guardiã de saberes ancestrais sobre o cultivo e o uso de ervas. Essa aproximação articulou as descobertas infantis aos conhecimentos culturais da comunidade e da região caririense, valorizando os saberes tradicionais. As experiências também envolveram a literatura infantil, especialmente a obra A Árvore Generosa, de Shel Silverstein, publicada em 1964 e traduzida no Brasil por Fernando Sabino, promovendo reflexões sobre o cuidado e a preservação da natureza. Assim, as práticas buscaram aproximar as crianças do meio natural por meio da interação e da ludicidade, favorecendo aprendizagens significativas na Educação Infantil. Conclui-se que essas vivências permitem às crianças conhecer e valorizar os espaços em que convivem e brincam, reconhecendo a presença da natureza no cotidiano e desenvolvendo atitudes de cuidado e respeito ao ambiente.
ARGILA, CULTURA E IDENTIDADE: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA COM PANELAS DE BARRO NO PIBID DE HISTÓRIA/URCA
THALITA SANTANA DA SILVA; Clara Dantas Diniz; Francisco Egberto de Melo; Jorge William Falcão Junior
A cultura e as expressões culturais regionais constituem saberes fundamentais para a formação docente em História, pois ampliam a compreensão sobre o modo de vida, do trabalho e da identidade sociocultural de um povo. Nesse sentido, a "Oficina Panela de Barro" configura-se como proposta pedagógica relevante ao articular o patrimônio cultural nordestino às práticas educativas, especialmente em uma região como o Cariri, marcada pela riqueza cultural e artesanal. O objetivo geral deste trabalho é relatar a experiência de uma oficina temática voltada à valorização da argila na cultura nordestina, refletindo sobre esse elemento como símbolo de resistência e identidade cultural e promovendo o desenvolvimento criativo e reflexivo dos estudantes. Como objetivos específicos, buscou-se incentivar a livre expressão artística, reconhecer os saberes populares no ambiente escolar e compreender o trabalho artesanal como meio de sobrevivência de um grupo social. Essa oficina é um relato de experiência de uma intervenção pedagógica desenvolvida na EEEP Professor Moreira de Sousa, em Juazeiro do Norte (CE). A oficina ocorreu em uma tarde, durante evento organizado pelo núcleo de bolsistas do PIBID, que reuniu oficinas simultâneas sobre culturas e costumes nordestinos, e aproveitou o período das festividades juninas para contextualizar o tema. Conduzida pelas duas bolsistas autoras deste resumo, contou com cerca de 23 estudantes do 1º ao 3º ano, inscritos previamente em razão do número limitado de vagas. Os procedimentos envolveram exposição dialogada sobre a importância da argila e, em seguida, a produção prática da panela de barro, na qual os estudantes utilizaram livremente a imaginação, com o apoio das bolsistas durante a confecção. Como resultados, observou-se grande interesse pela atividade: houve disputa por vagas, e durante a oficina, empenho coletivo, atenção às explicações e ausência de conversas paralelas. Esses indícios apontam apropriação dos conteúdos e valorização da cultura por meio do manuseio da argila. A vivência permitiu conectar a prática docente à realidade escolar ao abordar a argila não apenas como matéria-prima, mas como meio de resistência e manifestação cultural do povo nordestino, enriquecendo o diálogo entre saberes tradicionais e currículo escolar. Com isso, destaca-se que a ação contribuiu para a formação inicial docente ao propiciar o exercício da mediação pedagógica, fortaleceu a escola com propostas didáticas e reafirmou o papel do PIBID na articulação entre universidade e educação básica. Experiências como esta abrem espaço para novas oficinas, parcerias com artesãos locais e projetos interdisciplinares.
PODCAST EDUCACIONAL COMO ESTRATÉGIA DE DIVULGAÇÃO DO CURSO DE QUÍMICA E FORTALECIMENTO DO PIBID/URCA
JOANA IONARA HENRIQUE; Daniel Izaias de Lima; José Carlos da Silva
A necessidade de aproximar a universidade da escola básica e de dar maior visibilidade ao curso de Química e às ações do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência motivou a criação de uma mídia acessível e de fácil alcance entre os jovens. O podcast surge como ferramenta de comunicação científica e de orientação vocacional, no contexto da Semana da Química da URCA, evento que reúne docentes, discentes, comunidade escolar e que se configura como espaço estratégico de divulgação. Diante disso, o presente trabalho consistiu na criação de um podcast educacionl vinculado ao subprojeto de Química do PIBID da URCA que utiliza plataformas sociais: instagram, tiktok e youtube como meio de divulgação. O objetivo geral do trabalho foi descrever a implementação do podcast como instrumento de divulgação científica e de fortalecimento do PIBID Química da URCA. Como objetivos específicos, buscou-se registrar entrevistas com professores palestrantes da Semana da Química, com alunos da graduação, em especial ingressantes do primeiro semestre sobre suas primeiras experiências acadêmicas e vivência universitária, além de entrevistar alunos do ensino médio do Colégio Militar de Juazeiro do Norte para conhecer suas perspectivas sobre vestibular, escolha profissional e interesse pela docência em Química. Este trabalho trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa, desenvolvido durante a Semana da Química da URCA, ocorrida em junho de 2026. A metodologia seguiu três etapas: planejamento de roteiros e entrevistas semiestruturadas pelos bolsistas, gravação em formato de diálogo e edição simples com ferramentas gratuitas. Participaram dessa ação bolsistas do PIBID Química, professores da URCA, alunos da graduação e alunos do ensino médio do Colégio Militar de Juazeiro do Norte. As ações consistiram na realização de entrevistas voltadas à importância do PIBID para a formação docente, à vivência universitária e à divulgação de informações sobre o curso de Química da URCA. Os principais achados apontam que:; a) houve protagonismo dos bolsistas licenciandos como mediadores do conhecimento e na produção de mídia, através da criação dos roteiros, condução das entrevistas e edição de vídeos para publicaçõesa; b) papel essencial da articulação entre universidade e escola-campo para despertar interesse pela licenciatura em Química; c) uso de tecnologia simples, barata e replicável como estratégia de divulgação; d) o podcast se mostrou efetivo para divulgar o curso, o programa e as ações formativas do PIBID. O projeto demonstra que o podcast é uma estratégia inovadora, de baixo custo e eficaz para fortalecer a divulgaçã do PIBID, contribuir para a formação inicial docente dos pibidianos e para o fortalecimento do vínculo entre a URCA e a educação básica. Como desdobramento, pretende-se ampliar a série de episódios com egressos do curso e dar continuidade à parceria com o Colégio Militar, deixando um acervo que pode ser usado por outros pibidianos.
A DOAÇÃO DE SANGUE COMO ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE: UMA EXPERIÊNCIA FORMATIVA NO PIBID
ROSIANE RAMOS SILVA ; Carlos Eduardo Silva Rosário; Haleteia Figueiredo de Oliveira Brito
A doação voluntária de sangue constitui um ato de solidariedade fundamental para a manutenção dos estoques dos hemocentros e para o atendimento às necessidades transfusionais dos pacientes. No contexto escolar, essa temática promove a educação em saúde, a cidadania e a relação entre ciência e sociedade. Nessa perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo geral relatar e refletir sobre uma experiência desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), envolvendo estudantes do Ensino Médio em uma visita educativa ao Hemocentro Regional do Crato (HEMOCE), com ênfase na conscientização sobre a importância da doação voluntária de sangue e na articulação entre os conteúdos de Biologia e as práticas de educação em saúde. Metodologicamente, trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, referente a uma atividade realizada em 6 de outubro de 2026, com estudantes das turmas de 3º ano da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (E.E.M.T.I.) Prefeito Raimundo Coelho Bezerra de Farias, localizada em Crato, Ceará. A atividade consistiu em uma visita ao HEMOCE, que permitiu conhecer sua estrutura, o processo de doação de sangue e os cuidados necessários antes e após o procedimento. Em seguida, os estudantes foram orientados sobre os procedimentos institucionais, incluindo o preenchimento de formulários, apresentação da documentação exigida e a realização da pré-triagem, etapa destinada à avaliação inicial das condições dos candidatos à doação. A visita foi articulada aos conteúdos de Biologia trabalhados em sala de aula, especialmente ao sistema sanguíneo ABO e às patologias relacionadas ao sangue, favorecendo a contextualização dos conhecimentos científicos. Como resultado, a atividade permitiu compreender as etapas da doação de sangue e a importância dos hemocentros para a saúde e ampliou a percepção sobre a dimensão social desse ato solidário. Observou-se, ainda, que alguns estudantes realizaram a doação pela primeira vez, motivados pelo incentivo da professora de Biologia, evidenciando o potencial da escola no estímulo à atitudes de responsabilidade social e participação cidadã. A vivência também proporcionou reflexões sobre as possibilidades pedagógicas dos espaços não formais e sobre a importância de aproximar os conteúdos curriculares de situações concretas da realidade social. No âmbito da formação docente, a experiência evidenciou a importância de práticas pedagógicas contextualizadas e interdisciplinares na abordagem da saúde pública. Conclui-se que a visita ao HEMOCE constituiu uma experiência educativa significativa, ao favorecer a articulação entre os conhecimentos científicos e a formação cidadã dos estudantes. No contexto do PIBID, a atividade também evidenciou o potencial das experiências em espaços não formais para a formação inicial de professores de Biologia, promovendo reflexões sobre práticas pedagógicas voltadas à conscientização e à contribuição social.
Palavras-chave: Contação de histórias,Educação antirracista,Literatura Infantil afrorreferenciada
Oral
Abrir o trabalhoALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
GENECIA MARCELINO DE SOUSA ; Carlos Eduardo Macêdo Souza; Cibele da Silva Lima; Juliana Mayane Sobreira Xavier
Desde muito cedo, muitas crianças têm contato com histórias através dos seus pais, parentes e amigos. Simões (2002), no artigo intitulado Histórias Infantis e Aquisição de Escrita, defende que a literatura infantil tem implicações importantes na aquisição e ampliação da linguagem. Assim sendo, a literatura não só diverte, mas proporciona aprendizagens sobre estruturas e sequencias textuais, amplia vocabulário, promove a assimilação de papéis sociais e formas de ser e estar no mundo diferenciadas, numa perspectiva intercultural. Diante desse contexto, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver e explorar estratégias pedagógicas voltadas ao incentivo à leitura com vistas à alfabetização e letramento das crianças, proporcionando às crianças experiências significativas mediante distintas formas de se contar histórias. Buscou-se, assim, despertar o interesse e o prazer pela leitura, estimular a imaginação, a criatividade e a oralidade, bem como ampliar as experiências leitoras das crianças, a partir das vivências desenvolvidas no projeto “Diversas maneiras de contar histórias: uma viagem ao mundo da imaginação”. Trata-se de um relato de experiência de caráter qualitativo, realizado por três bolsistas e desenvolvido no âmbito do programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, realizado na Escola de Ensino Fundamental São Francisco, no Município de Crato, com uma turma do 2° ano do Ensino Fundamental, no período de abril a junho de 2026. Compreende-se a importância de diversificar as formas de se contar histórias no processo de alfabetização. Logo, foram desenvolvidas atividades que envolveram distintas formas de narração, utilizando metodologias diversificadas como: i) histórias cantadas, com auxílio de avental; ii) histórias desenhadas, com sequência temporal de cenas; iii) histórias contadas, com auxílio de fantoches de palitos confeccionados para facilitar seu uso ; uso de uma televisão feita com papelão para o desenrolar da história; em conjunto, com auxílio de pequenos fantoches que vestem os dedos de quem conta uma história e; histórias coreografadas. Todas essas formas de contar histórias geraram a produção de reescritas em grupo, bem como a atividades de escritas associadas a ilustrações, para a composição de um livro coletivo ao final de cada contação, o que colocou as crianças como autoras e protagonistas de seu processo de construção da escrita. Foram trabalhadas, como eixo orientador da prática, os seguintes títulos literários: Atrás da Porta, de Ruth Rocha (1977); O Menino que Aprendeu a Ver, de Ruth Rocha (1982); Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque de Holanda (1970); João e Maria, dos Irmãos Grimm (1912); e A Escola do Marcelo, de Ruth Rocha (2001). Os resultados apontam que a diversificação das estratégias de contação de histórias ampliou a atenção, a participação e a oralidade das crianças, além de favorecer a compreensão leitora, a produção textual e o trabalho em equipe no contexto escolar.
Palavras-chave: Contação de Histórias; Produção Textual; Alfabetização; Letramento.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoCOISA DE MENINO, COISA DE MENINA: PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E IGUALDADE DE GÊNERO NO PIBID
PRISCILA MARIA DE SOUZA CAMILO; Cibele da Silva Lima; Juliana Mayane Sobreira Xavier; Edivone Meire Oliveira
Meninos e meninas, independentemente de cor, raça ou gênero, possuem os mesmos direitos garantidos por lei. Contudo, a realidade revela que esses direitos não são efetivados de forma igualitária no cotidiano social e escolar. Nesse sentido, a escola se configura como um espaço fundamental para debater essas desigualdades, por meio de práticas pedagógicas que incentivem a reflexão crítica e a desconstrução de estereótipos de gênero desde os primeiros anos de escolarização. Diante disso, este trabalho tem como objetivo descrever e analisar as práticas de alfabetização e letramento desenvolvidas no projeto “Coisa de Menino e Coisa de Menina: Direitos Iguais”, identificando de que modo as atividades contribuíram para a percepção das crianças sobre a igualdade entre meninos e meninas. Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa, realizado na Escola de Ensino Fundamental São Francisco, localizada no município de Crato, no estado do Ceará, com uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental. As ações desenvolvidas articularam a alfabetização e o letramento ao debate de gênero, envolvendo, acolhida com musicalização e instrumentos musicais não estruturados, roda de conversa sobre os direitos de meninas e meninos, contação de histórias com uso de fantoches confeccionados com auxílio de palitos, produção coletiva de histórias em quadrinhos sobre os direitos das crianças, jogos de associação de ideias “coisa de menino e coisa de menina”, atividades de cruzadinha, sete erros e caça-palavras sobre os direitos das crianças, e oficinas de pintura em retalhos de tecido. Foram trabalhadas, como eixo norteador, quatro obras literárias infantis: Turma da Mônica em: O Estatuto da Criança e do Adolescente, de Maurício de Sousa (1993); Malala e seu Lápis Mágico, de Malala Yousafzai (2018); Faca sem Ponta, Galinha sem Pé, de Ruth Rocha (1996); e Coisa de Menina ou Coisa de Menino?, de Pri Ferrari (2018). Os resultados mostram que as práticas desenvolvidas contribuíram para a ampliação da percepção das crianças sobre a igualdade de direitos, permitindo a identificação e o questionamento de padrões e rótulos de gênero presentes no dia a dia escolar e familiar. Ressalta-se, ainda, que, para que os direitos de ambos sejam de fato garantidos, práticas como estas devem acontecer de modo contínuo no espaço escolar, e não apenas de forma esporádica. Portanto, conclui-se, que a experiência desenvolvida contribuiu significativamente tanto para a aprendizagem das crianças quanto para a formação inicial das futuras professoras, destacando a importância da construção de uma educação comprometida com o respeito, a igualdade e a superação de estereótipos de gênero no âmbito escolar. Além disso, a experiência contribuiu para o Pibid, ao aproximar as pibidianas da realidade escolar e possibilitar novas aprendizagens a partir da prática em sala.
Palavras-chave: Direitos da criança, Igualdade de gênero, Alfabetização, Pibid.
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Abrir o trabalhoFAUNA E FLORA DO CARIRI E LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ROSEANE DA SILVA CAMPOS
O projeto aqui apresentado foi desenvolvido pelo PIBID Alfabetização, efetivado no Centro de Educação Infantil Ailza Gonçalves, no Crato, Ceará, que objetivou oportunizar às crianças a vivenciarem e observarem o local em que moram, especificamente sua fauna e flora, fortalecendo o letramento e a leitura de mundo, assim como é descrito por Freire (2001), no livro Pedagogia dos Sonhos Possíveis, quando leitura de mundo antecede a leitura da palavra. Esse trabalho tem como objetivo destacar a importância do conhecimento da fauna e da flora do Cariri para a construção de significados sobre a região pelas crianças, buscando a representatividade da terra em que moram, propiciando letramento e alfabetização contextualizados, fazendo com que se sentissem parte e reconhecessem a diversidade de flora e fauna local. Para tanto, levamos fotografias dos animais mamíferos, aves e répteis que vivem na Chapada do Araripe e espécies de plantas que existem tanto na chapada como em todo o Cariri. Propomos à turma do Infantil II, com 16 crianças, vivências em que foram apresentados imagens e vídeos, seguido de roda de apreciação, ocasião em que conseguiram olhar os animais de perto e saber mais sobre eles. Ao tempo em que alguns animais da chapada eram apresentados – soldadinho do Araripe, jaguatirica, gato do mato e a cutia –, as crianças eram chamadas a colocar seus preciosos conhecimentos prévios: “o passarinho, tia!”; “ele come o que?” “eu tenho um na minha casa, ele vivi na gaiola”; mesmo sendo crianças menores e estando desenvolvendo a fala, elas interagiram bastante, segurando as gravuras dos animais, imitando o som que faziam. Já nas foto da chapada do Araripe, destacaram a beleza e a familiaridade com o lugar: “montanha!”; “meu pai me leva.”; “é bem ali”; “óh, lá na frente, tá vendo aquele morrão!”. As crianças registraram através da arte os animais que mais gostaram, usando tinta guache e esponja. Ainda receberam a visita do boneco do soldadinho do Araripe em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Crato SAAEC, e relacionaram com os aprendizados construídos. Conseguimos fazer a ligação com o letramento, pois de maneira autônoma e espontânea, as crianças escreveram a primeira letra do nome do animal sombreado, com a ajuda das bolsistas como escribas. As crianças se empolgaram. Percebemos o interesse das crianças em participar, descobrir, criar e vivenciar tanto os conhecimentos sobre a fauna e a flora da região quanto participando efetivamente de atividades relacionadas à temática, como o recorte das letras que constavam nos nomes dos bichos para comparar com as dos nomes delas, de maneira leve e autônoma. Todas essas vivências nos mostra a importância de se trabalhar o local em que vivemos e reconhecer seu lugar e suas raízes, como orientado no Documento Curricular Referencial do Ceará (2019).
Palavras-chave: Fauna e Flora do Cariri. Letramento Infantil. Pertencimento.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoGÊNEROS TEXTUAIS EM SALA DE AULA: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NO CONTEXTO DO PIBID
GISELE PATRIENE MOURA DA COSTA ; Yany Sheley de Sousa Lima
No contexto escolar, o trabalho com os gêneros textuais constitui uma importante possibilidade de aproximar o ensino da língua das práticas sociais vivenciadas pelos estudantes. Bakhtin (2011) compreende os gêneros do discurso como formas relativamente estáveis de enunciados, enquanto Marcuschi (2008) ressalta seu caráter social, comunicativo e situado. Nessa perspectiva, este trabalho objetiva apresentar experiências desenvolvidas em uma escola da zona rural do município do Crato, Ceará, por meio do projeto “Leitura e escrita como saberes necessários”, realizado por discentes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto Pedagogia, da Universidade Regional do Cariri (URCA). Como objetivos específicos buscou-se: apresentar as atividades desenvolvidas a partir de diferentes gêneros textuais; analisar suas possibilidades para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita dos estudantes; e refletir sobre as contribuições das propostas para o processo de ensino e aprendizagem. Por meio de regências supervisionadas, foram desenvolvidas, com turmas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, práticas envolvendo tirinhas, receitas, poemas, bilhetes, contos, fábulas, notícias, cartas e listas. As ações envolveram aulas dialogadas, dinâmicas, jogos e atividades escritas, favorecendo interação e expressão. As propostas foram adaptadas às faixas etárias e especificidades de cada turma, considerando as necessidades de crianças neurodivergentes. Durante as regências, observou-se o envolvimento dos estudantes, especialmente quando os gêneros eram apresentados de forma contextualizada. Em diálogo com Kleiman (2007), compreende-se que as práticas de leitura e escrita assumem maior significado quando articuladas aos usos sociais da linguagem e às experiências dos sujeitos. Nesse sentido, a diversidade de gêneros possibilitou explorar diferentes formas de comunicação, ampliar o repertório, estimular a imaginação e favorecer habilidades de leitura, interpretação e produção textual. Além disso, a mediação docente pautada no acolhimento, na escuta e no respeito às especificidades das crianças contribuiu para ampliar a participação e o interesse pelas propostas. Para as discentes do PIBID, as experiências constituíram espaços de aprendizagem e reflexão sobre a docência, possibilitando articular conhecimentos teóricos e práticas pedagógicas no cotidiano escolar. Conclui-se que o trabalho com diferentes gêneros textuais favorece práticas de leitura e escrita mais significativas, contextualizadas e inclusivas, ampliando a participação, a criatividade e as possibilidades de expressão dos estudantes. As experiências evidenciaram a importância de uma prática docente pautada na escuta, na mediação e no respeito às singularidades das crianças. Nesse processo, o PIBID contribuiu para a formação inicial das futuras pedagogas, ao aproximar os conhecimentos construídos na universidade das vivências e desafios do cotidiano escolar.
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Abrir o trabalhoImpacto da Literatura Infantil na Prevenção a Violência Sexual: Um Relato de Experiência no Pibid Alfabetização
STÉFANY FERNANDES ALCÂNTARA ; Roseane da Silva Campos; Emily Pereira Lima; Tainá da Silva Esmeraldo
O presente trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvidas pelo PIBID Alfabetização junto as crianças do CEI Ailza Gonçalves Felício na turma do infantil V, onde promovemos vivencias literárias que desenvolveram a interação e a conscientização das crianças sobre situações reais do dia a dia e o cuidado que devemos ter com nosso corpo. Tendo a literatura infantil como suporte no processo de construção de saberes e identidade. Escolhemos a literatura “O segredo da flor laranja” e “A menina de todas as cores”, de Cristiane Emerson Paloschi, que nos proporcionou a aproximação entre as crianças o mundo letrado e as situações reais, assim facilitando a participação, compreensão de mundo e tornando as experiências cotidianas mais atrativas, divertidas e envolventes. A história explora a importância de conscientizarmos as crianças sobre o cuidado com o nosso corpo, onde, quando e quem pode nos tocar. De maneira lúdica e envolvente fortalecendo os conhecimentos prévios das crianças e desenvolvendo a consciência de prevenção e proteção do seu corpo. Desta forma, observou-se que as crianças já tinham uma bagagem de conhecimento acerca da temática, suscitando reflexões importantíssimas, como: “só quem pode tocar é Minha mamãe, pra limpar rapidinho”, “ não pode fazer carinho nem brincar com nosso pipi, nem bumbum”, e assim observamos o entusiasmo e envolvimento das crianças durante a leitura da história e roda de conversa, onde destacamos a importância de usarmos os nomes das partes íntimas (pênis, vagina, anus), não termos segredos com nossos responsáveis e sempre falar quando alguma coisa nos incomodar. Juntas desenvolveram a brincadeira “semáforo do toque”, demonstrando todo seu conhecimento dos cuidados e prevenção contra o abuso infantil. Usando as cores de um semáforo para demonstrar onde podiam ser tocadas (cor verde), onde se é necessário ter cuidado (cor amarelo) e onde não é permitido o toque (cor vermelha). E reforçando que em casos de desrespeitos dessas regras um responsável ou adulto de sua confiança deve ser informado. Foi muito bacana escutar os relatos da família “professora ele sempre diz que a ajuda no banho é rápida só pra limpar, que ninguém pode brincar ou tocar seu corpo sem sua permissão, porque ele pode até chamar a polícia”. Diante disso concluímos que experiências práticas que oportunizam a participação das crianças são fundamentais durante processo de construção de conhecimentos na primeira infância, e que a literatura infantil é um forte aliado do processo de ensino e aprendizagem, facilitando a compreensão, participação, reconhecimento e identificação com as diferentes temáticas.
Oral
Abrir o trabalhoLETRAS QUE FALAM: PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO RACIAL NO PIBID
PRISCILA MARIA DE SOUZA CAMILO; Anna Nicy Pereira Romeu; Juliana Mayane Sobreira Xavier; Edivone Meire Oliveira
A Lei nº 10.639/2003 determina o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira como conteúdo obrigatório no currículo da educação básica. Contudo, a implementação dessa legislação no cotidiano escolar ainda enfrenta inúmeros desafios para sua efetivação, especialmente no que se refere à elaboração e à aplicação de práticas pedagógicas que promovam, de fato, a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Resolução CNE/CP nº 1/2004). Na falta de uma fundamentação adequada e iniciativas efetivas para este fim, ao invés de valorizar a diversidade, corremos o risco de reforçar estereótipos e reproduzir desigualdades. Diante disso, este trabalho tem como objetivo relatar as experiências pedagógicas vivenciadas no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvidas por meio do projeto “Letras que Falam: compreendendo nossas raízes, diferenças e sentimentos”, bem como refletir os aprendizados construídos pelas pibidianas e pelas crianças durante o processo. Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa, realizado na Escola de Ensino Fundamental São Francisco, localizada no município de Crato, no estado do Ceará, com uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental. As ações desenvolvidas envolveram atividades lúdicas articuladas ao processo de alfabetização e letramento racial, integrando diferentes linguagens ao debate étnico-racial, como, acolhidas com dinâmicas de formação de palavras africanas utilizando letras móveis, exploração do continente africano no mapa-múndi, roda de conversa sobre ancestralidade e diversidade, contação de histórias com uso de fantoches confeccionados com auxílio de palitos e fantasias, jogos de onomatopeias, produção coletiva de textos e histórias, oficina de criação de personagens e confecção de pulseiras e colares de miçangas com letras do alfabeto, sempre em alinhamento com os princípios das referidas Diretrizes Curriculares. Foram trabalhadas, como eixo norteador, três obras literárias infantis: Esconde-Esconde das Palavras, de Franciélia Alves (2018); O colar de Kitu, de Michel Ocelot (2016); e Chapeuzinho e o Leão Faminto, de Alex T. Smith (2019). Os resultados mostram que as práticas desenvolvidas contribuíram tanto para o desenvolvimento da aprendizagem nos campos da leitura e da escrita quanto para a ampliação da percepção das crianças sobre o reconhecimento e a valorização da história e da cultura africana e afro-brasileira, promovendo, desse modo, a construção de uma identidade antirracista desde os primeiros anos de escolarização.
Palavras-chave: Alfabetização, Letramento racial, Lei 10.639/2003, Diretrizes Curriculares Nacionais, Pibid
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Abrir o trabalhoO ENSINO DO ALFABETO SOB UMA PERSPECTIVA LÚDICA: JOGOS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NO 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
CICERA ENMILLY MARINS DE SOUSA ; Juliana Mayane Sobreira Xavier; Edivone Meire Oliveira
O processo de alfabetização no 1º ano do Ensino Fundamental exige estratégias que dialoguem com o universo infantil, considerando suas formas próprias de aprender, interagir e significar o mundo. A ludicidade favorece o envolvimento, a curiosidade e a construção significativa do conhecimento, tornando o aprendizado mais prazeroso e participativo, Kishimoto et al. (2011). Conectar alfabeto e ludicidade possibilita que as crianças associem sons, grafias e significados de maneira contextualizada, ampliando suas hipóteses sobre o sistema de escrita alfabética, segundo Kishimoto et al. (2011). O projeto teve como objetivo desenvolver o ensino e a apropriação do alfabeto dos estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental, por meio de práticas pedagógicas lúdicas, como jogos, brincadeiras e contação de histórias, favorecendo o reconhecimento das letras do alfabeto, a compreensão da relação entre fonema e grafema e o desenvolvimento da leitura e da escrita de forma significativa, crítica e prazerosa. A proposta fundamentou-se na compreensão de que a alfabetização deve ultrapassar o domínio técnico da leitura e da escrita, contemplando o uso da linguagem de maneira crítica e reflexiva (Soares, 2004). Caracterizado como um relato de experiência de intervenção pedagógica, o projeto foi desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), na Escola São Francisco, com a participação das bolsistas do programa e de uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental. As atividades foram realizadas semanalmente, entre os meses de fevereiro e junho, com duração média de quatro horas por encontro. A cada semana, foi explorada uma letra do alfabeto, estratégia que possibilitou maior foco e aprofundamento, além de diferentes formas de interação com a linguagem. As ações envolveram atividades lúdicas como dinâmicas divertidas com tintas, caça palavras, bingos temáticos com as letras e sílabas estudadas, musicas, contacão de histórias no qual o livro escolhido sempre tinha ligação com a letra estudada e era explorado ao decorrer da aula como a formação de palavras e produções artísticas no qual e muito apreciadas pelas crianças, exibição da história por multimidia, além de exibição de filme com tema interligado a letra estudada. Ao longo do desenvolvimento do projeto, observou-se um avanço no processo de apropriação do sistema de escrita alfabética. Algumas delas avançaram para a leitura de suas primeiras palavras, utilizando a associação entre fonemas e grafemas como apoio para a compreensão e formação das palavras. A experiência possibilitou observar maior participação e interesse dos estudantes no processo de alfabetização durante as propostas lúdicas. Além disso, contribuiu para a formação inicial das bolsistas. Para a Escola São Francisco e o PIBID, o projeto fortaleceu o desenvolvimento de práticas lúdicas voltadas à alfabetização e apresentou possibilidades para a continuidade e ampliação dessas ações no contexto escolar.
Palavras-chave: Alfabetização; Contação de Histórias; Ludicidade; Interações e Brincadeiras
Oral
Abrir o trabalhoO PAPEL DO PROFESSOR NO COMBATE À DESIGUALDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PIBID ALFABETIZAÇÃO
ROSEANE DA SILVA CAMPOS
As pesquisadoras Iara Maria de Araújo e Joana D’arc, no artigo intitulado Educação de meninas e meninos: pensando conceitos, repensando práticas (2014), corroboradas por Bordini e Sperb, (2012), afirmam que gênero é uma construção que ocorre nas relações sociais. Em termos sociológicos e antropológicos, gênero ultrapassa o fato biológico, constituindo-se pelas sociedades e pelas culturas. Então, não podemos dizer que as pessoas nascem com desigualdade de gênero na medida em que a identidade de gênero se desenvolve nas interações, nas expectativas sociais, na linguagem e nas normas sociais. Logo, é fundante uma educação conscientizadora que valorize o lugar de todos os sujeitos, entendendo-os como diferentes, mas com direitos civis garantidos igualmente. É nessa perspectiva que como docentes devemos implementar em nossas práticas posicionamentos claros diante das situações cotidianas referentes a desigualdade de gênero, para não naturalizar essa distinção. Foi com esta visão que durante todo o percurso no PIBID Alfabetização, adotamos algumas condutas para fomentar os direitos à igualdade de gênero e o respeito às diversidades, desde os momentos mais simples como contar as crianças, quando meninas e meninos são contabilizados em sua totalidade. Nas nossas atividades, as crianças têm direitos e papeis iguais: i) todas podem dançar na hora da musicalização e escolher as músicas; ii) é função de todas as crianças ajudar a organizar os brinquedos, recolher as massinhas, pois as atividades são coletivas; iii) na roda de história, os meninos não recebem a função de levarem as cadeiras, mas todas juntas organizam esse momento. Diante dos conflitos como: “menino não brinca de boneca”; “menina não brinca de carrinho”; “meu pai não deixa eu brincar com as meninas”, adotamos a pedagogia da escuta, ouvindo e apontando razões para que todos usem e explorem os diferentes espaços e materiais, fazendo ligações com o cotidiano, levando as crianças a refletirem. Aproveitamos muito dos momentos de brincadeira do faz de conta para explorar e desmistificar o papel social do homem e da mulher, sempre destacando situações reais, como cozinheiros homens, mulheres motoristas. Na hora do intervalo, os brinquedos são livres para as crianças brincarem de maneira plena, sem escolher se as meninas brincam com boneca e os meninos com o carrinho. Na hora de escolher a literatura, não contamos para as crianças histórias em que as meninas precisam ser salvas ou que o príncipe pode dar beijos sem autorização da princesa para salvá-la, colocando os meninos como mais fortes que as meninas e afirmando o domínio do homem sobre a mulher. Estratégias simples têm levado a grandes aprendizados e lindos depoimentos familiares, a exemplo desse. As crianças têm demonstrado mais paciência, diálogo, compreendendo seus sentidos nas interações e trocas, dividindo de forma natural tarefares e papais, além de respeito e o valor por todas.
Palavras-chave: Questões de gênero; Ser menina e ser menino; Direitos Humanos.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoO QUE AS CRIANÇAS PENSAM SOBRE INCLUSÃO?
ANA CAROLINY LIMA DA SILVA; Maria de Fátima Patrício Dantas; Ana Paula Santos Santana
A inclusão e o respeito às diferenças são temas fundamentais para a formação das crianças e para a construção de uma escola que reconheça cada sujeito em sua singularidade, segundo Mantoan (2003) e Freire (1996). Nesse sentido, o PIBID Alfabetização da Universidade Regional do Cariri (URCA) desenvolveu, com crianças do ciclo de alfabetização da Escola Tabelião Expedito Pereira, em Juazeiro do Norte, Ceará, um projeto pedagógico voltado à interpretação de texto, à escrita e à reflexão sobre inclusão. O objetivo da ação foi possibilitar que as crianças expressassem suas ideias e compreensões sobre o tema, participando ativamente da construção de um livro e reconhecendo-se como autoras e protagonistas de suas aprendizagens. Trata-se de um relato de experiência de caráter qualitativo, desenvolvido ao longo de quatro semanas, com a participação das crianças e a mediação das bolsistas do PIBID e do corpo docente da instituição. As ações envolveram a contação da história O silêncio de Júlia, rodas de conversa, interpretação de texto e produção escrita. Após a contação da história e as conversas, as crianças foram convidadas a registrar o que pensavam sobre inclusão. Esses registros foram reunidos e organizados para compor o livro coletivo intitulado O que penso sobre inclusão. Durante o processo, as crianças das turmas do 2º A, 2º B e 2º C do Ensino Fundamental foram incentivadas a compartilhar conhecimentos, opiniões e experiências sobre inclusão, valorizando a participação dos alunos, o reconhecimento e o acolhimento das especificidades de cada pessoa. A experiência pedagógica favoreceu a expressão de ideias, a oralidade, a criatividade, a cooperação e a valorização das diferenças, além de fortalecer o sentimento de pertencimento e autoria, permitindo que as crianças percebessem a importância de suas vozes e de seus pensamentos. Como culminância, foi realizado o lançamento do livro produzido pelas crianças, acompanhado de apresentações musicais e de dança realizadas pelos próprios estudantes. Na ocasião, as crianças conheceram as autoras Soderlânia Oliveira e Paula Perin, que compartilharam seu amor pela escrita e pelos livros. O momento contou, ainda, com a participação e o apoio de bolsistas do PIBID Educação Bilíngue de Surdos da Universidade Federal do Cariri (UFCA), que realizaram a tradução e a interpretação da contação da história O silêncio de Júlia e da culminância do evento. Esse trabalho colaborativo garantiu acessibilidade para a participação de uma estudante surda matriculada na turma, fortalecendo o compromisso da ação com a inclusão. Conclui-se que articular a alfabetização a temas sociais pode ampliar as possibilidades de aprendizagem, contribuindo para a formação de crianças participativas, sensíveis às diferenças e comprometidas com o respeito e a inclusão. A experiência também contribuiu para a formação das bolsistas, para a prática pedagógica da escola e para o fortalecimento das ações do PIBID.
Palavras-chave: ALFABETIZAÇÃO,INCLUSÃO,LEITURA E ESCRITA,FORMAÇÃO DOCENTE,PIBID
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO PALAVREANDO: GÊNEROS TEXTUAIS COMO INSTRUMENTO PARA A ALFABETIZAÇÃO E O LETRAMENTO NOS ANOS INICIAIS
MARIA LUIZA LIBERALINO DE SOUZA ; JARLANE LIMA GONÇALVES
O presente trabalho aborda o Projeto Palavreando, desenvolvido por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na Escola Tabelião Expedito Pereira, no município de Juazeiro do Norte (CE), com crianças do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. A proposta surgiu a partir da compreensão de que o processo de alfabetização deve ultrapassar o ensino mecânico de letras, sílabas e palavras, possibilitando o contato com diferentes práticas de leitura e escrita presentes no cotidiano. Nesse sentido, a ação teve como objetivo apresentar diversos gêneros textuais aos estudantes, viabilizando o reconhecimento de suas características, finalidades e formas de utilização, de modo a contribuir para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da compreensão textual. Trata-se de um relato de experiência de intervenção pedagógica, desenvolvida ao longo de aproximadamente um mês e meio. Foram trabalhados, de maneira sequencial, os gêneros textuais: fábula, receita, propaganda, poema e histórias em quadrinhos/tirinhas. As ações envolveram leitura e exploração dos textos, apresentação das especificidades de cada gênero, uso de imagens, atividades escritas, produções textuais autorais e rodas de conversa para a socialização das produções. Durante as atividades, observou-se que o contato sistemático com diferentes gêneros favoreceu a participação das crianças, ampliou o vocabulário e despertou maior interesse pela leitura. Também foi possível perceber avanços na capacidade de reconhecer tipologias textuais, compreender suas finalidades e produzir pequenos textos a partir das experiências vivenciadas. A proposta evidencia a importância de inserir os gêneros textuais no processo de alfabetização desde os anos iniciais, uma vez que os discentes passam a compreender que a escrita possui funções sociais distintas. O projeto contribuiu tanto para as aprendizagens das crianças quanto para a formação das bolsistas, ao possibilitar a articulação entre a teoria do curso de Pedagogia e a prática docente. Como desdobramento, o trabalho viabilizou a continuidade das ações por meio do projeto Biblioteca sem Muros, no qual os conhecimentos sobre os gêneros textuais foram retomados em novas práticas de leitura. Conclui-se que o Projeto Palavreando constituiu uma experiência significativa de alfabetização e letramento, fortalecendo a relação entre a escrita e suas práticas sociais, além de contribuir para a formação inicial docente no âmbito do PIBID.
Palavras-chave: Alfabetização, Letramento, Gêneros textuais, Anos iniciais, PIBID
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoTRÂNSITO SEM RACISMO: METODOLOGIAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E TRANSGRESSORA NO PIBID ALFABETIZAÇÃO
INGRYD LAÍS SILVA GORGONHA; Maria Rayane da Silva Martins; Ana Paula Santos Santana; Edivone Meire Oliveira
A escola consolida-se como um espaço central na luta antirracista, posto que a educação atua como um vetor determinante na construção da identidade dos sujeitos (Munanga, 2005, p.15). Nesse sentido, o presente projeto foi idealizado para atender às diretrizes da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas redes de ensino. Ademais, a proposta alinha-se ao ordenamento jurídico brasileiro, respaldada pela Lei nº 7.716/1989, a qual estabelece que o racismo é crime. Considerando a relevância das práticas escolares no desenvolvimento social e identitário dos estudantes, bolsistas e supervisora do PIBID Alfabetização da Escola Tabelião Expedito Pereira estruturaram o projeto intitulado “Trânsito sem Racismo”, que objetiva a promoção de uma educação efetivamente antirracista e condizente com os valores civilizatórios afro-brasileiros de Trindade (2005). Deste modo, constituíram um cronograma de atividades que tinha como centro norteador a culminância da entrega de panfletos antirracistas com a temática do trânsito no centro da cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, em que se localiza a instituição. A intervenção estruturou-se inicialmente por meio de rodas de conversa pautadas na escuta ativa com crianças dos anos iniciais do ensino fundamental da referida escola, sendo essa uma dimensão que pressupõe a "[...] disponibilidade para a escuta, que implica o respeito à leitura de mundo do educando" (Freire, 1996, p. 119). No interior de tal perspectiva, foram escolhidos livros infantis com protagonismo negro que abriram a temática para as turmas do ciclo de alfabetização. Logo após, como desdobramento das reflexões e do processo de conscientização, os alunos protagonizaram a confecção de panfletos educativos sobre o combate à discriminação racial ao longo de três semanas. Por fim, no dia da culminância, as duas turmas participantes foram conduzidas ao centro da cidade, onde distribuíram suas produções entre os veículos e pedestres que por ali passavam, dialogando com a comunidade sobre a necessidade de um olhar sensível para o debate proposto. Como resultado, configura-se o entendimento de que o processo descolonizador nasce no mesmo lugar em que a colonização se estrutura, na escola. Em sua inflexibilidade, a universidade tem capacitado os licenciandos para a manutenção de um status constituído no interior de uma perspectiva eurocêntrica e excludente (Ribeiro, 2019, p.304). Ao transgredir essas raízes, nascem possibilidades outras do fazer docente e, por consequência, do ensino-aprendizagem. Portanto, a experiência aqui descrita é um reforço concreto e palpável de que é possível estabelecer uma educação pautada em valores decoloniais e antirracistas. Ao se formarem como agentes de transformação, os professores proporcionam experiências transgressoras de reconhecimento de seus e suas estudantes. Ao se reconhecerem, as crianças dão significado à sua existência e constroem as próprias compreensões do saber.
Palavras-chave: Educação antirracista; Trânsito; Alfabetização.
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS LÚDICAS E PROTAGONISMO INFANTIL NO PIBID ALFABETIZAÇÃO
JUVANA SILVA DE ALENCAR; Talita Sabino de Sousa; Tainá da Silva Esmeraldo
O brincar desempenha papel fundamental na Educação Infantil, pois possibilita à criança explorar e vivenciar experiências sobre o mundo físico, social e cultural, essenciais ao seu desenvolvimento integral. O Manual de Orientação Pedagógica Brinquedos e Brincadeiras de Creche (2012), organizado por Tizuko Kishimoto e Adriana Freyberger, destaca essa importância. Rubem Alves (1995) relaciona o lúdico à alegria e às possibilidades de vivência, enquanto Almeida (1995) enfatiza sua contribuição para o desenvolvimento e a construção do conhecimento. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Brasil, 2009), em seu Art. 9º, estabelecem as interações e a brincadeira como eixos norteadores dessa etapa. Por conseguinte, o presente trabalho tem como objetivo relatar experiências desenvolvidas com crianças por meio dos jogos, brincadeiras que possibilitam a sua participação, exploração, alegria e prazer em aprender. As experiências aqui descritas foram desenvolvidas pelo PIBID Alfabetização com turmas do Infantil III e V, no CEI Ailza Gonçalves Felício, em Crato-CE. No Infantil III, destacamos a atividade “Caixa das Sombras”, realizada com uma caixa de papelão e uma lanterna para projetar sombras de animais. A proposta despertou a curiosidade e a participação das crianças, que reconheceram os animais e os relacionaram ao cotidiano, com falas como: “É um cachorro, tia, eu tenho um, ele chama Ralf”; “Gato! Na minha casa, tem um monte”; e “Parece um passarinho, é proibido prender soldadinho do Araripe na gaiola”. A atividade promoveu conversas, expressão de ideias e participação ativa. Em seguida, na prática “Descobrindo os sons”, as crianças ouviam sons de animais e caminhavam até a imagem correspondente, aprendendo de forma divertida por meio do movimento e da interação. No Infantil V, realizamos a “Batalha dos Números”, em que as crianças, em duplas, deveriam circular na lousa os números de 1 a 20 conforme fossem ditados. Durante a brincadeira, expressaram entusiasmo: “Eu vou achar os números mais rápido”; “Tia, agora é minha vez”; e “Esse eu sei, é muito fácil, parece um patinho”. Essa experiência estimulou o reconhecimento dos números, a concentração, a competitividade, a solidariedade e o respeito entre os colegas. As experiências demonstram que as brincadeiras favorecem a participação, a interação e a construção de conhecimentos por meio de propostas prazerosas e recursos lúdicos e simples. Para nossa formação inicial, o PIBID possibilita conhecer a realidade escolar, vivenciar os desafios da sala de aula, relacionar e colocar em prática os conhecimentos aprendidos durante a graduação. Para a escola, amplia as possibilidades de trabalhar conteúdos de forma atrativa, incentivando o envolvimento das crianças. Para o programa, fortalece a relação entre universidade e escola, promovendo a troca de conhecimentos e experiências e contribuindo para a formação de futuros professores e para a sua preparação a prática docente.
Palavras-chave: ludicidade, aprendizagem, educação infantil
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Educação Infantil, Natureza, Ludicidade, Interações, Aprendizagens significativas.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoA PRECARIZAÇÃO DA FORMAÇÃO DE CUIDADORES NAS ESCOLAS PÚBLICAS E SEUS IMPACTOS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
ANA CAROLINA COSTA BASTOS; Bruna de Queiroz Lima; Mayara Viviane Silva da Souza; Miguel Junior Zacarias Lima
Essa tema tem a pretensão de refletir sobre o cenário da realidade escolar dos cuidadores nas escolas públicas e os impactos da consequente desvalorização da classe na sociedade atual e o reflexo disso na educação inclusiva, visto que não há nenhum plano de educação inclusiva efetivo que realmente integre as crianças atípicas e se preocupe realmente em desenvolver tais alunos no processo pedágogico dentro da sala de aula juntamente com as outras crianças. O principal objetivo deste trabalho é examinar os conceitos sobre a função educativa, os possíveis desdobramentos para o desenvolvimento social pedagógico e produtivo dos cuidadores escolares devido a falta de políticas públicas que pensem realmente na educação inclusiva incluindo a contratação de profissionais com formação de nível superior. Esse estudo é um trabalho de nível teórico, descritivo e reflexivo de ordem qualitativa, na qual foram levantados artigos acadêmicos e bibliográficos. Diante desse estudo em percurso devido às transformações sociais sobre essa temática a pesquisa terá como base a tese da autora Leidy Jane Claudino de Lima, sobre sua tese "A precarização do Trabalho do Cuidador escolar: Entre os Aspectos Políticos Legais e o Contexto Real das Relações de Trabalho no Campo Escolar", e também a análise da Lei Brasileira de Inclusão, LBI (Lei nº 13.146/15) conceituando Lima que fala sobre a concretização do direito educacional das crianças com deficiência na escola pública mostrando o desenvolvimento das Políticas Públicas Educacionais no Brasil que enfrentam contextos mercadológicos de uma sociedade capitalista com influências ideológicas para benefício da sociedade. Os resultados serão claramente apresentados após a conclusão do trabalho que deverá de fato pensar sobre a realidade escolar dos estudantes com deficiência e os profissionais com baixa formação, mostrando de forma clara a falta de preocupação do governo para com o desenvolvimento social, político, cultural e pedagógico para melhor exercício da cidadania das crianças com deficiência. Revelando essa crítica social, as melhores políticas públicas que valorizam o aprendizado das crianças com deficiência é a implementação de políticas que institucionalizam a formação continuada desses profissionais como uma responsabilidade coletiva e permanente, indo além do suporte básico de higiene e locomoção (Farias e Andrade, 2024; Silva, 2018), buscando trazer suporte e estruturação para as crianças que necessitam também da emancipação dessa visão de inaptidão.
Palavras-chave: Precarização no trabalho dos cuidadores,formação,educação
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoBULLYING NOS ANOS INICIAIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO CONTEXTO DO PIBID
GEICIANE SILVA MASCARENHAS ; Maria Laryssa Moura Soares; Mayara Viviane Silva de Sousa
O bullying é uma problemática recorrente no contexto escolar, afetando as relações entre os estudantes e o desenvolvimento de um ambiente pautado no respeito e na convivência. Sob esse viés, a escola desempenha papel importante na promoção de ações educativas voltadas à prevenção de práticas violentas e ao fortalecimento da empatia e do respeito às diferenças. Diante dessa perspectiva, foi desenvolvido um projeto sobre bullying com alunos dos anos iniciais da escola EMEF Tabelião Expedito Pereira, localizada em Juazeiro do Norte (CE), com o objetivo de promover a reflexão sobre as relações interpessoais e incentivar atitudes de convivência saudável. Trata-se de um relato de experiência sobre uma intervenção pedagógica de caráter qualitativo, realizada em uma turma de 4º ano. A intervenção envolveu atividades lúdicas e reflexivas, discussões, situações-problemas e momentos voltados à empatia, ao respeito e à convivência escolar. Realizamos atividades que estimularam a construção de um ambiente favorável à convivência respeitosa entre os estudantes. Durante a intervenção pedagógica, foi possível perceber avanços na compreensão das crianças sobre o bullying. Os alunos passaram a perceber como essas ações prejudicam o ambiente da sala de aula e demonstraram maior atenção às formas de convivência e respeito entre os colegas. Destaca-se, ainda, que, após os diálogos propostos nas intervenções, foi observada maior participação de uma estudante com deficiência auditiva nas atividades da turma, com os colegas buscando estabelecer uma comunicação mais clara com ela e auxiliá-la na comunicação com as professoras. A experiência contribuiu para a formação docente ao aproximar a teoria da prática, possibilitando o desenvolvimento de estratégias de planejamento, mediação e intervenção pedagógica, importantes para a construção da identidade docente. Para a escola, a intervenção contribuiu para promover reflexões sobre o respeito às diferenças e a convivência entre os estudantes, favorecendo a construção de um ambiente propício ao aprendizado e à boa relação entre seus membros.
Palavras-chave: Bullying, educação, inclusão, empatia.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoCONHECER, VALORIZAR E PARTICIPAR: UMA EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO PIBID
MARIA LARYSSA MOURA SOARES ; Geiciane Silva Mascarenhas; Mayara Viviane Silva de Sousa
O patrimônio cultural constitui um importante elemento para a compreensão da história, da identidade e da memória de uma comunidade. Ele reúne diferentes manifestações e bens que possuem significado histórico, artístico, social e cultural, contribuindo para a construção e a preservação da memória coletiva. Nesse contexto, este trabalho caracteriza-se como um relato de experiência de uma intervenção pedagógica, desenvolvida no ambiente escolar com estudantes dos 40 e 50 anos da E.E.F.T.I. Tabelião Expedito Pereira, localizada em Juazeiro do Norte (CE), durante o mês de setembro de 2026. A experiência foi desenvolvida por meio do projeto intitulado "Conhecer, valorizar e participar: Educação Patrimonial e Democracia", que teve como objetivo principal promover o reconhecimento, a valoriz.ação e a preservação do patrimônio cultural, histórico e natural da reglão do Cariri cearense e da comunidade escolar. A proposta buscou possibilitar aos estudantes o reconhecimento da importância de sua história, de suas memórias, de seus costumes e dos espaços que fazem parte de sua identidade, favorecendo atitudes de respeito, valorização do patrimônio, fortalecimento da identidade cultural e participação na comunidade escolar. Durante a intervenção, desenvolvemos atividades voltadas à educação patrimonial, ao reconhecimento dos espaços e bens presentes no cotidiano dos estudantes e à reflexão sobre a importância da preservação do patrimônio. Assim, as atividades favoreceram a participação, o diálogo e o fortalecimento da identidade cultural, além de contribuir para o desenvolvimento de atitudes de valorização, respeito e preservação do patrimônio. Para nossa formação docente, a experiência evidenciou a importância de abordar os conteúdos de forma contextualizada, aproximando os conhecimentos escolares das vivências dos estudantes e possibilitando 0 desenvolvimento de estratégias de planejamento, mediação e intervenção pedagógica. Como desdobramento das ações, destaca-se a continuidade de ações de educação patrimonial que valorizem a história, a memória, a identidade e os espaços da comunidade.
Oral
Abrir o trabalhoDESAFIOS E RELEVÂNCIAS DA INCLUSÃO NO CONTEXTO ESCOLAR: REFLEXÕES A PARTIR DAS VIVÊNCIAS DO PIBID DE CIÊNCIAS SOCIAIS
GEIZA MARIA DIAS DE OLIVEIRA ; Ivanilde Gabrielly da Silva Braga; Danielle Soares Vasconcelos
O presente trabalho vincula-se ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e tem como objetivo refletir sobre os desafios e as possibilidades da inclusão no contexto escolar, a partir das experiências vivenciadas na Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra, localizada em Juazeiro do Norte/CE. Parte-se da compreensão de que a inclusão escolar ultrapassa a garantia de acesso e permanência dos estudantes, envolvendo também a construção de condições que possibilitem sua participação efetiva nos processos de ensino e aprendizagem e nas relações estabelecidas no cotidiano escolar. A pesquisa adotou abordagem qualitativa e pautou-se em observações realizadas em sala de aula, relatos de experiências e entrevistas com estudantes com deficiência, professores e profissionais que atuavam no acompanhamento e suporte desses estudantes, entre eles, intérpretes de Libras. A partir dos relatos e das vivências observadas, foram analisadas as formas pelas quais a inclusão era experienciada no ambiente escolar, identificando-se desafios relacionados à acessibilidade, à comunicação, às práticas pedagógicas, aos processos avaliativos e à formação docente. Os relatos evidenciaram, ainda, a relevância do uso de recursos audiovisuais, da adaptação de materiais e da diversificação das estratégias pedagógicas como possibilidades de ampliação das condições de aprendizagem e de participação dos estudantes. Ao mesmo tempo, apontaram para a necessidade de fortalecimento do diálogo entre professores, profissionais de apoio e estudantes na construção de práticas pedagógicas que considerem as especificidades presentes no contexto escolar. Dessa forma, as vivências proporcionadas pelo PIBID possibilitaram problematizar concepções de inclusão restritas à presença física dos estudantes na escola, favorecendo sua compreensão como um processo que envolve pertencimento, reconhecimento e participação nas diferentes dimensões da vida escolar. A partir das questões identificadas ao longo desse percurso, foi proposta a construção de uma intervenção pedagógica continuada voltada à discussão da inclusão, da acessibilidade e da diversidade no ambiente escolar, com o propósito de contribuir para a reflexão e para a construção coletiva de práticas educativas que reconheçam as diferenças como constitutivas do processo educativo. As experiências desenvolvidas evidenciaram a importância da aproximação entre formação inicial docente e realidade escolar, contribuindo para que os bolsistas do PIBID ampliassem sua compreensão sobre os desafios da educação inclusiva e sobre a necessidade de práticas pedagógicas comprometidas com a participação e a aprendizagem de todos os estudantes.
Palavras-chave: PIBID; Educação inclusiva, Acessibilidade, Práticas pedagógicas, Formação docente.
Oral
Abrir o trabalhoDIZENDO NÃO AO BULLYING: REFLEXÕES A PARTIR DE UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NO 4º ANO
YNGRID LARISSA ARAÚJO MARTINS; Ana Flávia Agostinho Alves; Ivo Gustavo de Paiva Siqueira; Bruna de Queiroz Lima
O bullying pode ser caracterizado como um conjunto de violências praticadas recorrentemente a uma vítima em situação de vulnerabilidade. Comum na realidade escolar, o bullying pode reproduzir questões que fazem parte das relações sociais de forma mais ampla, como exclusão, preconceito e desigualdades de classe e raça. Bell hooks (1994) defende que a educação é uma prática de liberdade, devendo valorizar experiências dos educandos e estabelecer um diálogo que os possibilite questionar as desigualdades presentes na sua realidade social. Em consonância, Freire (1996) enfatiza o diálogo e a escuta como elementos cruciais no processo educativo para a formação de sujeitos críticos, capazes de participar e transformar sua realidade. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi relatar a experiência do projeto "Dizendo Não ao Bullying: Construindo uma Cultura de Respeito e Empatia", realizado no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), no NID de Gestão. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, articulado à reflexão a partir dos referenciais teóricos de hooks (1994) e Freire (1996). O projeto foi desenvolvido com uma turma de 4º ano da escola EEFTI Tabelião Expedito Pereira, localizada em Juazeiro do Norte (CE), e teve duração de quatro semanas. Inicialmente, partimos das percepções dos próprios estudantes, que representaram, por meio de desenhos e frases, o que entendiam como bullying. Posteriormente, trabalhamos com situações-problema envolvendo apelidos, brincadeiras e situações de preconceito, que foram discutidas coletivamente. Também foi feita a diferenciação entre bullying, brincadeira e conflito, além de dinâmicas que possibilitassem aos alunos pensar como poderiam intervir em determinadas situações. Durante as atividades, ficou evidente que as principais situações de bullying experienciadas estavam relacionadas às questões de raça, manifestando-se por meio de apelidos e ofensas. Essas violências, por vezes, são naturalizadas como brincadeiras e atingem diretamente a autoimagem das crianças, podendo afetar seu desempenho escolar e sua saúde emocional. Os relatos indicaram que as desigualdades presentes na escola pública não se reduzem à questão de classe, mas também são atravessadas pelas relações raciais, que produzem experiências distintas de violência. Dessa forma, escutar os alunos possibilitou trazer essas questões para o debate, acolhendo o que sentiam e refletindo sobre os efeitos do bullying na convivência, além de aproximar a formação inicial da realidade da escola pública, pensando-a como uma instituição que não é alheia à sociedade, e sim reprodutora de conflitos já existentes. Portanto, conclui-se que trabalhar essa temática contribui para a formação cidadã quando considera diferentes formas de violência e preconceito presentes no dia a dia dos estudantes e favorece sua participação na construção de estratégias para relações mais respeitosas e democráticas.
Palavras-chave: Bullying,Relações Racias,Escola Pública,Gestão Democrática,Democracia
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoENSINO DE HISTÓRIA E ANTIRRACISMO: JULGAMENTO ENCENADO E A PERCEPÇÃO DOS RACISMOS COTIDIANOS
CLEDSON KAIKY FEITOSA DA SILVA; Felipe Geymison Ramos Bernardo; Diego César dos Santos
O ensino de História sobre a escravidão exige estratégias que ultrapassem a exposição de conteúdo e permitam aos estudantes reconhecer como o racismo se manifesta nas relações sociais, inclusive de forma sutil (Ribeiro, 2019), tema central para a formação docente e para a educação das relações étnico-raciais (Gomes, 2005). Este trabalho tem como objetivo relatar uma oficina do subprojeto de História do PIBID que buscou levar estudantes do Ensino Médio a perceber os racismos cotidianos, expressos em olhares, falas e gestos, e a refletir sobre a desumanização de pessoas negras no sistema jurídico do Brasil escravista, em alusão ao Dia da Consciência Negra. Trata-se de um relato de experiência de intervenção pedagógica, realizada com sete turmas da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Tiradentes, em Juazeiro do Norte-CE. Em duas sessões, encenaram-se dois julgamentos, com a presença anacrônica de Luiz Gama como advogado de defesa e os estudantes como júri popular: um caso ficcional, inspirado na história de Hypolita, mulher livre reescravizada (Pedroza, 2015), e adaptado para um homem negro que enfrenta o Estado para provar sua liberdade; e o de um dos líderes da Rebelião da Barca Laura (Vieira, 2010), no Ceará. O roteiro incluiu olhares, risadas e falas que fragilizam a defesa, e a licença poética utilizada foi explicitada como recurso pedagógico. Nos intervalos, os bolsistas contextualizaram os casos e as leis do período, da Lei Feijó (1831) às leis do Ventre Livre e dos Sexagenários, até a abolição, em 1888. Cada sessão terminou com roda de conversa aberta aos estudantes. Na deliberação e nas rodas, os estudantes mostraram-se espantados e indignados com a condenação de réus sem provas, chegaram a supor que o juiz havia sido comprado pela promotoria e relataram, inclusive, racismos vividos por eles. Isso sugere que a encenação favoreceu a identificação do racismo implícito e a crítica à injustiça, aproximando o passado das experiências do presente. Para a prática docente, a experiência evidencia o potencial das metodologias ativas, como a encenação, para tratar o racismo em sala de aula e no ensino de História. Ela contribuiu para a formação inicial ao articular planejamento e mediação de debates sensíveis, fortaleceu o trabalho da escola com a temática racial e reafirmou o papel do PIBID na aproximação entre universidade e escola básica. Como desdobramentos, preveem-se novos casos históricos para encenação, ampliando o repertório da oficina.
Palavras-chave: Ensino de História,PIBID,Antirracismo,Racismo cotidiano,Encenação
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Abrir o trabalhoFORMAÇÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR DO PIBID PARA O ENSINO DE SOLOS
JONAS GONÇALVES ALMEIDA; Wlisses da Silva; Gisele da Silva Pereira; Ellery Henrique Barros da Silva; Heibe Santana da Silva
O ensino de solos, quando desenvolvido de forma predominantemente teórica e distante da realidade dos estudantes, tende a apresentar baixa significatividade, especialmente em contextos rurais. Nesse sentido, esta pesquisa investiga de que maneira o “Observatório de Solos” pode articular conhecimentos científicos e saberes populares para promover a aprendizagem significativa, a inclusão educacional e as práticas de conservação do solo no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação á Docência- PIBID. O objetivo geral consiste em promover uma educação em solos contextualizada e inclusiva, aproximando os conhecimentos acadêmicos das experiências das comunidades rurais e garantindo a participação equitativa dos estudantes. A pesquisa caracteriza-se como empírica, exploratório-descritiva, de abordagem qualitativa, participativa e interdisciplinar, tendo como estratégia metodológica a pesquisa-ação. O trabalho foi desenvolvido pelos Bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), com o apoio do supervisor vinculados ao programa na EEIFTI Presidente Castelo Branco, localizada no distrito de Barão de Aquiraz, em Campos Sales, Ceará. A experiência envolveu 14 estudantes do oitavo ano do do Ensino Fundamental, professores, famílias e membros da comunidade escolar. O percurso metodológico compreendeu a aplicação de questionário diagnóstico, a realização de pesquisas de campo, a criação de Observatórios de Solos domiciliares, a coleta e a análise de amostras quanto à cor, à textura, à umidade e à matéria orgânica, além de experimentos, oficinas e rodas de conversa. Para assegurar a inclusão, foram utilizados recursos multissensoriais, com destaque para a criação de uma Caixa Sensorial de Solos, que favoreceu a participação de estudantes com deficiência. As atividades também proporcionaram aos bolsistas do PIBID a vivência de práticas pedagógicas contextualizadas, articulando os conhecimentos acadêmicos às demandas da educação básica e contribuindo para a formação inicial docente. Os resultados evidenciaram maior protagonismo estudantil, aproximação entre escola e comunidade e ampliação do diálogo intrafamiliar sobre o solo. Observou-se, ainda, que os estudantes reconheceram a importância da temática para sua realidade. A utilização de materiais construídos e adaptados favoreceu a participação de estudantes com deficiência visual e transtorno do espectro autista (TEA), enquanto as ações comunitárias contribuíram para a disseminação de práticas conservacionistas. Conclui-se que o Observatório de Solos, pensado por um ponto de vista inclusivo constitui uma estratégia pedagógica capaz de integrar ciência, saberes populares, inclusão e educação ambiental.
Palavras-chave: Observatório de Solos, Educação Inclusiva, Interdisciplinaridade, Saberes.
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Abrir o trabalhoGINCANA DA RECICLAGEM COMO ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: PROTAGONISMO ESTUDANTIL E SUSTENTABILIDADE NO PROJETO ESCOLA VERDE
LEONARDO MOREIRA LOUZADA; Haleteia Figueiredo de Oliveira Brito
A Educação Ambiental no contexto escolar articula conhecimentos científicos, práticas sustentáveis e participação coletiva, favorecendo a reflexão crítica sobre a geração, separação e destinação adequada dos resíduos sólidos. Campanhas de coleta seletiva aproximam a comunidade escolar dos princípios da sustentabilidade e fortalecem iniciativas educativas locais. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência da Gincana da Reciclagem, desenvolvida em uma escola pública estadual de Ensino Médio, no Crato, Ceará, no âmbito do Projeto Escola Verde e do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) Biologia, da Universidade Regional do Cariri (URCA), destacando contribuições para a Educação Ambiental, o protagonismo estudantil e a captação de recursos para ações socioambientais. Metodologicamente, trata-se de relato de experiência, de caráter descritivo, fundamentado na participação do bolsista do PIBID durante as etapas, incluindo planejamento, divulgação, mobilização das turmas, organização, separação, pesagem e comercialização dos materiais arrecadados. A iniciativa começou em junho de 2025, como campanha coletiva, e foi reorganizada, em 2026, no formato de gincana, envolvendo 12 turmas dos três anos do Ensino Médio, com pontuação, classificação e premiação para a turma vencedora. A estratégia buscou estimular a reflexão sobre os três Rs da sustentabilidade: reduzir, reutilizar e reciclar, além de destinar 30% dos valores arrecadados ao Grêmio Estudantil. A divulgação ocorreu por meio de cards digitais com informações sobre períodos de coleta, resultados, classificação das turmas e valores arrecadados, além de orientações sobre materiais aceitos, reutilização de recipientes retornáveis e destinação adequada dos resíduos. O Grêmio Estudantil participou da mobilização, organização dos materiais e acompanhamento da comercialização em uma empresa parceira de reciclagem, contribuindo para a transparência do processo. Desde o início, foram realizadas 11 coletas, totalizando 891 kg de materiais recicláveis e R$ 1.624,00 arrecadados. Os materiais incluem PET, alumínio, ferro, cobre, bronze e outros plásticos, possibilitando aos estudantes conhecer diferentes tipos de recicláveis, suas características e valores de comercialização. Na primeira gincana de 2026, foram coletados 386 kg de materiais e 62 litros retornáveis, gerando R$ 836,00; a turma 3º D venceu, com 133,91 pontos. Na segunda edição, ainda em andamento, a coleta de setembro alcançou 148,65 kg e R$ 220,00, registrando o maior volume arrecadado em uma única coleta desde o início da iniciativa. Os resultados evidenciam a mobilização escolar em torno da arrecadação de recicláveis e demonstram possibilidades de articulação entre sensibilização ambiental, participação estudantil e geração de recursos para ações educativas. A experiência proporcionou ao bolsista do PIBID vivências de planejamento, comunicação educativa, organização coletiva e integração entre conhecimentos de B
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Abrir o trabalhoNÓS PROPOMOS! CARIRI: O PROTAGONISMO JUVENIL NA PROMOÇÃO DA INCLUSÃO DIGITAL E CIDADANIA DE IDOSOS.
CARLOS DANIEL DOS SANTOS MACIEL ; José Evandro Tavares Bezerra; Sávio Gomes Silva
O presente trabalho aborda a experiência dos graduandos de geografia desenvolvida no projeto “Nós Propomos! Cariri”, vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA) e articulado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), tendo como foco a inclusão digital de pessoas idosas e a promoção da cidadania territorial. A proposta parte da compreensão de que a educação deve articular teoria e prática, possibilitando aos estudantes uma leitura crítica do espaço geográfico e sua participação na busca de soluções para problemas presentes no seu cotidiano. Nesse contexto, o objetivo geral foi compreender como prática de inclusão digital pode contribuir para o fortalecimento da cidadania, da autonomia e do sentimento de pertencimento entre idosos, além de possibilitar aos estudantes experiências de participação social. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e exploratória, desenvolvida no subprojeto “O engajamento dos Idosos”, com participação de estudantes da Escola Estadual de Educação Profissional Raimundo Saraiva Coelho, bolsistas do PIBID, professores supervisores e idosos atendidos em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), localizado no bairro Muriti, em Crato-CE. Inicialmente, foi realizado um diagnóstico da realidade escolar e comunitária, identificando dificuldades relacionadas ao uso de tecnologias digitais. Posteriormente, foram realizados encontros presenciais nos quais os estudantes propuseram o uso de celulares, aplicativos bancários, redes sociais, chamadas de vídeo, mensagens e aplicativos de transporte para os idosos. Para o acompanhamento das atividades, foram utilizados registros descritivos, fotografias, anotações e relatos produzidos durante os encontros. Os resultados evidenciaram participação ativa dos idosos e avanços na utilização autônoma de recursos tecnológicos, contribuindo para ampliar o acesso à informação, à comunicação e a serviços digitais. Além disso, a experiência favoreceu a interação entre diferentes gerações, fortalecendo vínculos sociais e possibilitando aos estudantes o desenvolvimento de responsabilidade social, trabalho colaborativo e experiências relacionadas à prática docente. A socialização da experiência na URCA também reforçou a articulação entre universidade, escola e comunidade. Conclui-se que a experiência contribuiu para a inclusão social e digital dos idosos, para o fortalecimento da cidadania e do protagonismo juvenil e para a formação de futuros docentes, demonstrando o potencial do PIBID e do Projeto Nós Propomos! na construção de práticas educativas.
Palavras-chave: Inclusão digital; cidadania territorial; protagonismo juvenil; formação docente; Pibid
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Cultura; Patrimônio; Docência; Identidade.
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Abrir o trabalhoEXPERIÊNCIA DO PIBID HISTÓRIA: O TORÉ INDÍGENA, CULTURA E RESISTÊNCIA.
DÉBORA ALVES SANTOS ; Jeferson Matheus Pereira Amaro; Gisela Lauriano de Sales; Francisco Egberto de Melo; Jorge Willian Falcão Junior
A valorização das manifestações culturais indígenas no contexto escolar constitui uma importante estratégia para a promoção da diversidade cultural, do respeito à pluralidade de saberes e da formação crítica dos estudantes, aspectos fundamentais para a formação docente em História. Nesse cenário, o presente trabalho tem como objetivo compreender a importância cultural e espiritual do Toré para os povos indígenas, analisando seus elementos simbólicos, sua relação com o cotidiano das comunidades originárias e sua contribuição para a valorização da cultura indígena nordestina. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido pelos bolsistas do PIBID na EEEP Professor Moreira de Sousa, com estudantes da turma do 3º ano “A”. A intervenção pedagógica foi estruturada por meio de uma metodologia expositiva dialogada, iniciando com a apresentação da manifestação cultural do Toré, seguida de problematizações acerca dos conhecimentos prévios dos estudantes, possibilitando a criação de questionamentos e discussões acerca do tema proposto. Em seguida, realizou-se uma explanação sobre a origem, os significados, a simbologia e a influência dessa prática na vida dos povos indígenas, complementada pela exibição de um vídeo educativo como recurso pedagógico, que possibilitou maior compreensão sobre suas características e importância sociocultural. Posteriormente, os estudantes participaram de uma atividade prática de confecção de maracás, instrumento tradicional utilizado no Toré, permitindo a vivência dos conhecimentos abordados e o contato com elementos da cultura indígena. Os resultados evidenciaram expressiva participação dos estudantes durante todas as etapas da oficina, demonstrando interesse e respeito pelos saberes dos povos originários. A produção favoreceu a articulação entre teoria e prática, contribuindo para uma aprendizagem significativa e para a ampliação do conhecimento sobre a cultura indígena. Além disso, observou-se que as atividades estimularam o trabalho coletivo, o diálogo, a troca de experiências e a reflexão acerca da diversidade cultural brasileira. Conclui-se que a oficina contribuiu significativamente para a formação dos estudantes e para o aperfeiçoamento profissional dos licenciandos participantes do PIBID. Ademais, as etapas de planejamento, execução e avaliação da prática pedagógica consolidaram a parceria entre universidade e escola, estimulando a inclusão da história e cultura indígenas no cotidiano escolar. A experiência aponta ainda para a possibilidade de ampliação de ações semelhantes, favorecendo uma formação docente mais crítica, inclusiva e comprometida com a diversidade cultural e dos conhecimentos dos povos indígenas, aproximando os estudos adquiridos com as vivências do cotidiano.
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Abrir o trabalhoPOVOS INDÍGENAS ESTÃO EM TODOS OS LUGARES: RECONHECIMENTO E PRESENÇA INDÍGENA NO ENSINO DE ARTE/TEATRO
CICERO GUSTAVO ROLIM ROCHA; Patrícia Caetano de Oliveira Anthony
Esta pesquisa está vinculada ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto de Teatro da Universidade Regional do Cariri (URCA), e parte de uma experiência na turma da 1ª série F da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Presidente Geisel4, em Juazeiro do Norte, Ceará. A investigação aborda o reconhecimento da presença indígena contemporânea e a persistência de estereótipos que associam os povos indígenas exclusivamente a determinadas regiões do Brasil. Seu objetivo é refletir sobre essas representações no ensino de Arte/Teatro e sobre as possibilidades de uma prática docente que reconheça e valorize, as cosmogonias, conhecimentos e diversidades indígenas, inclusive no território cearense. O ponto de partida foi a fala de uma estudante que identificou o autor e outro colega como indígenas por acreditar que eles haviam vindo do Norte. Esse episódio suscitou questões sobre os conhecimentos dos estudantes acerca da presença indígena no Nordeste e sobre como imagens restritas da identidade indígena circulam no ambiente escolar. A pesquisa tem caráter qualitativo e se organiza como reflexão sobre a experiência pedagógica vivenciada no PIBID, articulada à pesquisa bibliográfica. Como referência, mobiliza a tese de Barbara Leite Matias (2024), artista indígena Kariri, que discute resistência indígena e artes da cena. A discussão considera que os povos indígenas existem em diferentes territórios, inclusive no Ceará, onde a presença indígena não pode ser apagada por representações generalizantes do semiárido ou por questões ambientais, como a desertificação. A fala da estudante é tomada como indício de uma percepção que merece ser investigada, e não como resultado representativo de toda a turma. A análise inicial evidencia a importância de abrir espaço para perguntas, escuta e contato com produções de artistas indígenas, evitando tratar essas culturas apenas como parte do passado. Para a formação docente, a experiência ressalta o papel do PIBID na identificação de questões que emergem do cotidiano escolar e podem orientar a elaboração de intervenções pedagógicas. Conclui-se que o ensino de Arte/Teatro pode contribuir para ampliar o repertório dos estudantes e problematizar estereótipos, desde que
Palavras-chave: Povos indígenas , Ensino de arte teatro,PIBID, Reconhecimento , Ceará
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Podcast Educacional; PIBID Química; URCA; Divulgação Científica; Formação Docente.
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Saúde pública, Doação voluntária, Estratégias pedagógicas
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Abrir o trabalhoCONSTRUÇÃO DE MODELOS CELULARES TRIDIMENSIONAIS NO ENSINO DA ELETIVA DE BIOLOGIA CELULAR.
YKARO KAUÃ SOUSA ; Olga Paiva Oliveira Almeida
O ensino de Biologia enfrenta desafios relacionados à compreensão de estruturas microscópicas e conceitos abstratos, o que pode dificultar a assimilação das características morfológicas e fisiológicas dos seres vivos. Nesse contexto, a utilização de recursos didáticos tridimensionais pode favorecer a compreensão dos conteúdos científicos e a articulação entre teoria e prática. Este trabalho tem como objetivo relatar uma experiência pedagógica desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), na área de Biologia, na EEMTI Figueiredo Correia, localizada em Juazeiro do Norte-CE. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, realizado na eletiva de Biologia Celular, com educandos do 1º ano do Ensino Médio. Inicialmente, foram abordadas as características gerais das células, as diferenças entre células procarióticas e eucarióticas e as funções das organelas celulares. Em seguida, os educandos foram orientados a confeccionar modelos tridimensionais de células eucarióticas vegetais, utilizando materiais do cotidiano, com a finalidade de representar sua organização estrutural e identificar as organelas e suas respectivas funções. Posteriormente, os modelos produzidos foram apresentados durante o feirão das eletivas da escola-campo. Como resultados da experiência, destacam-se a articulação entre teoria e prática, o estímulo à criatividade, à observação e ao trabalho em equipe, bem como as oportunidades de aproximação dos educandos com as estruturas e os conceitos relacionados à organização celular. Para os bolsistas do PIBID, a atividade proporcionou a vivência da prática docente e a reflexão sobre o potencial das metodologias ativas, participativas e colaborativas no ensino de Biologia, além de favorecer a aproximação com a realidade escolar. Conclui-se que a construção de modelos celulares tridimensionais constituiu uma estratégia pedagógica relevante para o ensino de Biologia e para a formação inicial docente. Ressalta-se, contudo, a importância de associar esse tipo de intervenção a procedimentos sistemáticos de avaliação da aprendizagem e de registro das percepções dos educandos, a fim de identificar com maior precisão as contribuições da atividade para a compreensão dos conteúdos abordados.
Palavras-chave: PIBID, Ensino de Biologia, Biologia Celular,Modelos tridimensionais
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Abrir o trabalhoDA TEORIA À OBSERVAÇÃO: EXPERIMENTAÇÃO DEMONSTRATIVA NO ENSINO DE CINÉTICA
JAQUELINE DE SOUZA SANTOS ; Lidiane Guedes Alves; Daniel Alexandre Dias da Silva; Geysa Barreto Brito
O Ensino de Química, no Ensino Médio, enfrenta o desafio de tornar compreensível conceitos complexos, como os da cinética química, frequentemente trabalhados de forma expositiva e distante dos fenômenos observáveis. Nesse contexto, a experimentação demonstrativa contribui para relacionar teoria e prática. O presente trabalho tem como objetivo relatar uma experiência de ensino sobre os fatores que alteram a velocidade das reações químicas, desenvolvida por bolsistas do PIBID. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, realizado na EEMTI Amália Xavier, Juazeiro do Norte-CE, com estudantes de duas turmas do segundo ano, que já haviam estudado o conteúdo com o professor da disciplina. As ações consistiram na demonstração de quatro experimentos que mostraram como a concentração, temperatura, superfície de contato e presença de catalisador podem afetar na velocidade das reações químicas. Durante as demonstrações, os estudantes participaram observando as reações, auxiliando em etapas simples, como adicionar o comprimido à água, e respondendo a questionamentos dos bolsistas, como "o que vocês esperam que aconteça quando adicionar o comprimido efervescente inteiro e quando adicionar o pó do comprimido na água?". Questionamentos foram feitos antes da adição dos reagentes, com o intuito de mobilizar conhecimentos prévios e favorecer a formulação de previsões. A avaliação ocorreu por meio da observação da participação e das falas dos estudantes durante as atividades. Os resultados evidenciaram grande interesse e surpresa dos estudantes ao presenciarem os fenômenos, além da possibilidade de comparar o observado com o que haviam estudado em teoria, o que contribuiu para a retomada e a consolidação dos conceitos. Os questionamentos prévios estimularam o engajamento e a construção de hipóteses, mostrando que, mesmo em demonstrações, a participação ativa pode ser incentivada. Para os licenciandos, a experiência favoreceu o planejamento de aula, a mediação com a turma, a adaptação de recursos à realidade da escola e a reflexão sobre a prática docente. Conclui-se que a atividade aproximou teoria e prática e tornou a aprendizagem mais concreta para os estudantes, além de fortalecer a formação inicial dos bolsistas ao aproximá-los da rotina e dos desafios da escola pública. A experiência evidencia a importância do PIBID como espaço de articulação entre universidade e escola e sugere, como continuidade, a realização de atividades em que os próprios estudantes manipulem os materiais e testem suas hipóteses
Palavras-chave: cinética química, Experimentação demonstrativa,Ensino de Química,PIBID,Velocidade das reações
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Abrir o trabalhoDESENVOLVIMENTO DE PERSONAGENS A PARTIR DO JOGO WOLVESVILLE CLASSIC: UMA EXPERIÊNCIA TEATRAL NO PIBID
EWERTON YURI HENRIQUE DOS SANTOS ; Patrícia Caetano de Oliveira Anthony
A presente investigação apresenta uma experiência pedagógica desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), na Subprojeto Teatro, a partir do processo de elaboração e aplicação de um plano de aula na Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra, localizada em Juazeiro do Norte – CE. Esta proposta teve como foco o desenvolvimento e a criação de personagens a partir de jogos teatrais e a utilização do game Wolvesville Classic (aplicativo disponível na loja de aplicativos) como recurso para estimular a construção de características e relações entre os personagens a partir de cenas improvisadas. A experiência parte da compreensão do jogo teatral como uma ferramenta pedagógica capaz de contribuir para a criatividade, a expressão corporal, a interação entre os estudantes, além de possibilitar aos licenciandos a experimentação de estratégias diferentes para o ensino de Teatro. O objetivo geral foi desenvolver possibilidades de criação e desenvolvimento de personagens por meio de jogos teatrais e da referência ao universo do Wolvesville Classic, estimulando a criação de situações cênicas, a construção de características e a expressão corporal. A experiência caracteriza-se como um relato de experiência de abordagem qualitativa, desenvolvido a partir do planejamento e da realização de uma intervenção pedagógica com estudantes. Inicialmente, os alunos sortearam personagens: aldeão, lobisomem, vidente, médico, caçador e bruxa, que seriam utilizados ao longo das atividades. Na sequência, realizaram a caminhada como personagem, explorando os planos baixo, médio e alto, além da relação com o espaço, os objetos presentes e os colegas. Posteriormente, ainda como personagem um aluno se dirigia para frente respondendo perguntas com: sim, não e talvez, permitindo aos outros identificar qual o personagem. Em um terceiro momento, foi apresentado o jogo Wolvesville Classic, possibilitando aos estudantes conhecer o universo do jogo, a sua dinâmica e observar as diferentes funções dos personagens. Por fim, os estudantes foram organizados em dois trios com personagens diferentes dos sorteados anteriormente e tiveram 10 minutos para elaborar e apresentar uma cena. O desenvolvimento das atividades possibilitou perceber o envolvimento dos estudantes com o descobrimento e a construção dos personagens e com as propostas de improvisação, favorecendo a criatividade, a expressão corporal, a interação entre personagens e a experimentação de diferentes possibilidades de atuação. Para os bolsistas, o processo contribuiu para compreensão da importância do planejamento e da adaptação de recursos presentes no cotidiano dos estudantes e dos bolsistas para a elaboração de práticas pedagógicas em Teatro. Conclui-se que a experiência possibilitou aproximar o universo do jogo da prática teatral, utilizando o Wolvesville Classic como estímulo para a criação de personagens e situações cênicas.
Palavras-chave: Teatro, Jogos teatrais, Criação de personagem, Wolvesville Classic
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Abrir o trabalhoDo texto à cena: a dramaturgia de Cyclone como experiência pedagógica no PIBID
PEDRO SAULO CORDEIRO DA CRUZ; Rita Emanuela Cidade Sousa; Patrícia Caetano de Oliveira Anthony
A dramaturgia da peça Cyclone, desenvolvida no subprojeto de teatro do PIBID na eletiva de teatro da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Teodorico Teles de Quental (Crato/CE), constituiu-se como prática pedagógica que uniu criação artística, formação docente e protagonismo estudantil. O processo culminou na encenação em 19 de junho de 2026. Inspirada em Ride the Cyclone, musical canadense sobre jovens que morrem em um acidente e refletem sobre vida e morte, a montagem buscou relatar e analisar a elaboração e direção da dramaturgia, destacando suas contribuições para a prática pedagógica e para a formação inicial docente. A metodologia foi coletiva e participativa: professores em formação e alunos construíram juntos o espetáculo. O processo envolveu jogos teatrais de improviso, atenção, corpo e voz, próximos às tipologias de Viola Spolin e Ingrid Koudela, referências fundamentais na pedagogia do teatro. Também ocorreram leituras coletivas do roteiro com intenção interpretativa e ensaios progressivos, que evoluíram de leituras simples para experimentações em cena e marcações. O roteiro foi estruturado em 12 cenas, divididas entre a professora Rita Cidade e eu; assumi autoria e direção das cenas 7, 8 e 9, vivenciando simultaneamente os papéis de professor, dramaturgo e diretor. As ações incluíram leituras conjuntas, ajustes de diálogos e músicas, além de leituras interpretativas em roda, permitindo aos alunos experimentar falas e emoções das personagens. Ao refletir sobre o processo, aproximamo-nos das ideias de Ingrid Koudela, que entende a dramaturgia como prática educativa capaz de formar sujeitos críticos, e de Augusto Boal, que concebia o teatro como espaço de libertação e participação ativa. Embora não tenhamos seguido diretamente seus métodos, a experiência dialoga com essas concepções, pois a montagem de Cyclone estimulou criatividade, protagonismo estudantil e integração cultural, mostrando que a dramaturgia pode ser também exercício pedagógico e formativo. Os alunos se mostraram engajados e receptivos, e o processo coletivo fortaleceu a relação entre professores e estudantes. A discussão evidencia que a dramaturgia, vivenciada como prática pedagógica, contribui para a formação docente ao estimular reflexão crítica, paciência e capacidade de adaptação. Nas considerações finais, destaca-se que a experiência trouxe contribuições relevantes para a formação inicial, ao permitir que os pibidianos vivenciassem o papel de dramaturgos e diretores, ampliando sua compreensão sobre o ensino de artes e sua relação com a eletiva de teatro. Para a instituição, o projeto representou espaço de valorização cultural e expressão coletiva; para o PIBID, reafirmou-se como programa capaz de articular teoria e prática, promovendo experiências formativas que ultrapassam os limites da sala de aula.
Palavras-chave: Palavras-chave: dramaturgia; prática pedagógica; PIBID; protagonismo estudantil; formação docente.
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Abrir o trabalhoEducação Ambiental e Sustentabilidade: Experiências Pedagógicas do PIBID na Escola Aldegundes Gomes de Mattos
LAVINHA SOUSA BEZERRA; Maria Eduarda Pereira Santana; Maria Sueni Fernandes Santos; Thiago Alves Moreira Nascimento
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), edição 2025-2026 desenvolvido pelo Núcleo de Iniciação à Docência Ensino das Ciências Naturais e Sociais, do curso de pedagogia-Urca busca contribuir para a formação inicial de professores por meio da aproximação entre universidade e escola. Este trabalho de Ciências Naturais e sociais tem como objetivo apresentar as ações desenvolvidas pelo Subprojeto PIBID Pedagogia-URCA, em parceria com a Escola de Ensino Fundamental Aldegundes Gomes de Mattos, localizada no município do Crato-CE. Trata-se de um relato de experiência realizado com estudantes do 5º ano D do Ensino Fundamental, por meio de uma sequência didática interdisciplinar envolvendo Língua Portuguesa, Arte e Ciências. As atividades abordaram a Educação Ambiental, a cultura local, o consumo consciente, a produção e o descarte adequado de resíduos, valorizando os conhecimentos e experiências dos estudantes. Entre as ações desenvolvidas, destacaram-se a produção de lixeiras seletivas, a construção de mandalas com materiais diversos e a realização de atividades artísticas utilizando a técnica da isogravura, relacionando criatividade, reaproveitamento e questões ambientais. Também foram realizados momentos de leitura, produção textual e diálogo sobre a realidade sociocultural dos alunos. As produções desenvolvidas foram organizadas em uma coletânea de textos, possibilitando aos estudantes expressar conhecimentos e aprendizagens construídas durante as atividades. A experiência favoreceu a participação, a criatividade, a reflexão sobre a preservação ambiental e a valorização da cultura local. Para os bolsistas, as ações contribuíram para compreender a docência como uma prática interdisciplinar, reflexiva e contextualizada, fortalecendo a relação entre teoria e prática. Dessa forma, as experiências desenvolvidas pelo PIBID contribuíram para aprendizagens e desenvolvimento, e para uma formação docente comprometida com a Educação Ambiental, a interdisciplinaridade e a realidade da escola pública e a transformação da realidade.
Palavras-chave: Educação Ambiental; Ensino de Ciências; Cultura local; Interdisciplinaridade; Formação docente.
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Abrir o trabalhoENSINO DE QUÍMICA E SUSTENTABILIDADE: A PRODUÇÃO DE DESINFETANTE A PARTIR DO REAPROVEITAMENTO DE REAGENTES NO AMBIENTE ESCOLAR
ADRIAN KAUÊ BARBOSA SOUZA; Pedro Nobio Sousa Meneses; Francisco Hugo Nunes Alves; Francisco Franklin Filho
A experimentação no ensino de Química é uma ferramenta pedagógica fundamental para conectar a teoria ao cotidiano dos estudantes, promovendo uma aprendizagem significativa e contextualizada. No âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), este trabalho relata uma experiência prática desenvolvida no Laboratório de Química do Colégio da Polícia Militar 2º CPM Cel. Hervano Macêdo Júnior, localizado em Juazeiro do Norte – CE. O projeto teve como objetivo geral promover a conscientização ambiental e a sustentabilidade no ambiente escolar por meio da utilização de reagentes químicos próximos à data de vencimento, prevenindo o desperdício de insumos. Como proposta de engajamento ativo e integração teórico-prática, buscou-se correlacionar a fabricação de um saneante do cotidiano (desinfetante de eucalipto) ao estudo de conceitos fundamentais da Química, tais como misturas, soluções, densidade, solubilidade, tensoativos, concentração e pH. A oficina experimental foi realizada com duas turmas da 1ª série do Ensino Médio (turmas E e F), engajando diretamente 64 alunos. A metodologia dividiu-se em etapas expositivas e práticas. Inicialmente, foram apresentados os insumos, vidrarias e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), destacando-se as normas de biossegurança e manuseio correto dos materiais. Em seguida, procedeu-se ao preparo do saneante: elaboração da fase alcoólica (mistura de álcool etílico e essência de eucalipto), adição do tensoativo (detergente), diluição em água destilada, incorporação de corante e engarrafamento. Durante a prática, os alunos puderam associar a homogeneização do sistema às propriedades de polaridade e solubilidade dos componentes, além de analisar a função físico-química de cada reagente na formulação. A verificação final do pH resultou no valor 7, caracterizando uma solução neutra e segura para uso. A atividade estimulou o trabalho em equipe, o raciocínio científico e a percepção da Química presente nos produtos de limpeza do cotidiano. Conclui-se que a ação do PIBID articulou com êxito a conscientização ambiental ao aprendizado conceitual, demonstrando como a gestão responsável de reagentes de laboratório pode transformar o ensino experimental em uma vivência sustentável e contextualizada.
Palavras-chave: Ensino de Química,Experimentação,Sustentabilidade,saneates
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Abrir o trabalhoJOGO DIÁTICO COMO ALTERNATIVA METODOLÓGICA NA RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE QUÍMICA.
JOÃO VYCTOR PEREIRA GOMES ; Maria Eduarda Oliveira Tavares; Gilmar Alves Matias Filho
O uso de jogos no ensino de Química constitui uma estratégia pedagógica capaz de promover a participação e o desenvolvimento de habilidades necessárias à aprendizagem. Nesse contexto, o presente trabalho apresenta uma experiência que teve como objetivo aplicar um jogo didático digital, por meio da plataforma Kahoot, com estudantes do ensino médio. A atividade foi realizada utilizando os celulares dos alunos para acessar a plataforma e abordou conteúdos de equilíbrio iônico, cálculo de soluções, cinética química e termoquímica, no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). A proposta buscou relacionar os conteúdos químicos a uma metodologia de ensino mais interativa, despertando o interesse dos estudantes e incentivando sua participação ativa no processo educativo. A metodologia consistiu na organização dos estudantes em duplas, seguida da apresentação do jogo, de suas regras e de sua dinâmica de funcionamento. A atividade envolveu a resolução de questões dentro de um tempo previamente estabelecido. Ao final de cada pergunta, era gerado um ranking com base no desempenho dos participantes, atribuindo maior pontuação aos que respondiam corretamente em menor tempo. Dessa forma, a dinâmica estimulou a competitividade entre os alunos, favorecendo o engajamento e o interesse pelos conteúdos abordados. Observou-se que a utilização do jogo favoreceu a motivação e o envolvimento dos estudantes, que participaram de forma ativa e competitiva. O debate entre as duplas durante a resolução das questões proporcionou um ambiente mais colaborativo e seguro para a troca de ideias e a construção do conhecimento. Além disso, os possíveis impactos da dinâmica na aprendizagem foram analisados por meio de um questionário aplicado após o jogo, com questões relacionadas à motivação para a revisão dos conteúdos, à capacidade de recordá-los, ao conforto em trabalhar em dupla e ao nível de engajamento proporcionado pela metodologia. Também foi observada a participação dos estudantes durante a atividade, considerando aspectos como interesse, motivação e envolvimento na resolução das questões. Os resultados evidenciaram uma participação mais ativa e maior interesse pela proposta, indicando que os jogos podem contribuir para tornar o ensino e a aprendizagem de Química mais dinâmicos e interativos. Assim, esse recurso didático pode fortalecer a articulação entre teoria e prática. A atividade também possibilitou aproximar os graduandos da realidade escolar, proporcionando experiências de planejamento, aplicação e avaliação de uma estratégia pedagógica. Para a escola, a proposta apresentou uma alternativa metodológica capaz de estimular a participação e o envolvimento dos estudantes. No âmbito do PIBID, a experiência contribuiu para o fortalecimento da formação inicial docente e para a construção de práticas pedagógicas mais dinâmicas, participativas e alinhadas às necessidades do contexto escolar.
Palavras-chave: Jogos didáticos; Prática pedagógica; Química; Ensino.
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Abrir o trabalhoJogos teatrais como prática pedagógica: ludicidade e criação nas eletivas de Teatro
THIAGO LIMA FREIRE; Rita Emanuela Cidade de Sousa; Patrícia Caetano de Oliveira Anthony
A pesquisa parte da compreensão do jogo teatral como uma prática capaz de estimular a criatividade e a espontaneidade, em um espaço de aprendizagem coletiva, aproximando o ensino de Teatro dos estudantes. Utilizando a aplicação de jogos já conhecidos a partir da abordagem dos jogos teatrais de Viola Spolin, especialmente aqueles sistematizados em seu fichário de jogos teatrais (SPOLIN, 2012), a proposta busca investigar o processo de criação de jogos pelos próprios estudantes, que surgiu de forma espontânea durante o desenvolvimento das eletivas, nas quais determinados estudantes elaboraram regras, situações e formas de interação a partir de suas vivências, interesses e conhecimentos. Esse processo pode ser relacionado à própria perspectiva de Spolin, cuja sistematização dos jogos teatrais dialoga com brincadeiras tradicionais e jogos de regras, evidenciando como diferentes formas de jogar podem constituir possibilidades para a experimentação e a criação teatral. Muitas vezes, os estudantes acabavam propondo jogos que apresentavam características semelhantes às de jogos teatrais já sistematizados, mesmo sem terem tido contato prévio com eles, aspecto que se mostrou significativo para a compreensão do processo espontâneo de elaboração de regras e situações de jogo pelos próprios estudantes. As vivências nas eletivas evidenciaram que a utilização e a criação de jogos teatrais favoreceram a aproximação dos estudantes com a linguagem teatral, ampliando sua participação e autonomia durante as atividades. Observou-se ainda que, ao propor e elaborar seus próprios jogos, os estudantes passaram a ocupar não apenas a posição de participantes, mas também de criadores e propositores de práticas teatrais, demonstrando diferentes formas de apropriação dos elementos trabalhados nas eletivas. A pesquisa, portanto, analisa as contribuições da utilização e da criação de jogos teatrais para as práticas pedagógicas no Ensino Médio, considerando as experiências desenvolvidas no âmbito do PIBID no espaço escolar.
Oral
Abrir o trabalhoO GÊNERO PODCAST COMO FERRAMENTA PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS DA ORALIDADE NO ENSINO
FABIA NAYANE MAIA LIMA; Maria Iraégila Silva dos Santos; Renato Santos Dias; Ruan Kelvin da Silva Santos
A oralidade constitui dimensão central da participação estudantil em práticas escolares, acadêmicas e sociais, mas ainda ocupa espaço reduzido nas atividades pedagógicas quando comparada à escrita. No ensino médio, essa lacuna torna-se ainda mais sensível, pois os estudantes são continuamente convocados a atuar em situações de fala que exigem clareza, organização discursiva, expressividade e adequação ao interlocutor. Nesse cenário, o podcast apresenta-se como possibilidade didático-pedagógica relevante por articular oralidade, planejamento da fala e práticas comunicativas mediadas por tecnologias digitais. Este trabalho tem como objetivo analisar de que maneira a produção do gênero podcast pode favorecer o desenvolvimento de competências da oralidade em contextos de fala planejada no ensino médio, considerando estratégias linguísticas e discursivas mobilizadas na construção de sentidos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, articulada a relatos de experiência desenvolvidos no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), com turmas da Escola Governador Adauto Bezerra, em Juazeiro do Norte/CE. O estudo dialoga com a perspectiva bakhtiniana dos gêneros discursivos, compreendendo o podcast como uma prática social situada e como um gênero discursivo oral, em diálogo com discussões sobre linguagem, voz, performance e multissemiose. No percurso das oficinas, observou-se que a produção de podcasts demanda dos estudantes a elaboração de roteiros, a seleção de informações, a organização do discurso e a realização de escolhas conscientes sobre o que dizer, como dizer e para quem dizer. Além disso, a ausência de apoio visual nas produções em áudio evidenciou a importância de recursos próprios da oralidade, como entonação, pausas, ritmo, retomadas e marcas de orientação ao ouvinte. Os resultados alcançados indicam que o trabalho com o podcast contribui para o fortalecimento da oralidade planejada, favorecendo o desenvolvimento de competências comunicativas, da autonomia discursiva e do protagonismo estudantil. Conclui-se que o gênero podcast possui potencial formativo significativo, tanto para a ampliação do repertório expressivo dos alunos quanto para a valorização da oralidade como objeto de ensino na educação básica, além de reforçar a relevância do PIBID na aproximação entre formação docente e realidade escolar.
Palavras-chave: oralidade,podcast,ensino médio,fala planejada,PIBID
Oral
Abrir o trabalhoO PIBID NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA: EXPERIÊNCIAS E CONTRIBUIÇÕES PEDAGÓGICAS
MARIA DAS GRAÇAS DE ALENCAR VELOZO ; Maria Michelly Lopes Gonçalves
O ensino de Geografia, quando articulado à realidade vivenciada pelos estudantes, pode contribuir para uma compreensão do espaço geográfico e desenvolvimento de práticas pedagógicas contextualizadas. Nessa perspectiva, experiências desenvolvidas no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) possibilitou aos licenciandos vivenciar diferentes situações do cotidiano escolar, articulando conhecimentos teóricos e práticos durante sua formação. Destaca-se a participação no Projeto Nós Propomos! Cariri, desenvolvido na Escola de Ensino Médio Alaíde Silva Santos, em Juazeiro do Norte–CE, além de atividades realizadas na Escola Raimundo Saraiva Coelho, como estudo do meio e a prática da Cianotipia. Este trabalho busca refletir sobre as práticas pedagógicas vivenciadas e suas contribuições em relação ao ensino de Geografia e a formação inicial de futuros professores. Durante esse período, o Projeto Nós Propomos! Cariri e Cianotipia, buscou compreender suas reais contribuições para o processo de ensino-aprendizagem dentro da formação inicial de professores de Geografia. Esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza descritiva, configurando-se como um relato de experiência construído a partir das vivências no PIBID. As atividades envolveram bolsistas, estudantes da educação básica e professores supervisores em diferentes espaços escolares. Na Escola Alaíde Silva Santos, o percurso envolveu a observação do espaço escolar, rodas de conversa e identificação de problemáticas socioambientais, que resultaram em ações como a separação adequada de resíduos sólidos, instalação de ecopontos para coleta de óleo e plantio de mudas nativas e frutíferas. Já na Escola Raimundo Saraiva Coelho, foram desenvolvidas experiências relacionadas ao estudo do meio, envolvendo a observação e discussão de aspectos do espaço local, como o canal do Crato e o Geossítio Fundão, além de atividades que articulam diferentes linguagens ao ensino de Geografia. Essas experiências vivenciadas demonstraram a importância de aproximar o ensino de Geografia da realidade socioespacial dos estudantes. No Projeto Nós Propomos! Cariri, a identificação de problemáticas relacionadas aos resíduos sólidos, à educação ambiental e à arborização possibilitou o desenvolvimento de ações coletivas, fortalecendo o protagonismo estudantil e a cidadania territorial. O estudo do meio possibilitou ampliar a leitura do espaço a partir da observação de elementos presentes no cotidiano e da relação entre conteúdos geográficos e espaços vivenciados pelos próprios estudantes. Para os bolsistas foram esenciais para compreender as diferentes possibilidades metodológicas e os desafios presentes na prática docente, fortalecendo saberes pedagógicos, didáticos e reflexivos. Em um todo, evidenciaram cada vez mais a importância da articulação entre teoria e prática na formação inicial de professores de Geografia. A participação em diferentes contextos escolares possibilitou compreender
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Abrir o trabalhoOFICINA DE LEITURA NA ESCOLA OSSIAN ALENCAR ARARIPE, DISTRITO DE CAMPOS SALES, CEARÁ: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZADOS DO PIBID CAMPUS BÁRBARA DE ALENCAR
JOSÉ DIEGO DE SOUSA CARVALHO ; Breno da Silva Rodrigues; Francisco Everton dos Passos Batista; Cícera Elita Pereira de Carvalho; Ellery Henrique Barros da Silva
Este resumo procura expor de maneira elucidativa as experiências dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Regional do Cariri (URCA) desenvolvidas na escola rural no município cearense de Campos Sales. O principal objetivo foi desenvolver a leitura na escola e contribuir à comunidade socialmente para que os alunos tenham autonomia intelectual, isto é, aprendam a pensar. Por meio da Oficina de Leitura desenvolvida com os estudantes do ensino fundamental, assim como os benefícios alcançados por esses estudantes no que tange à prática da leitura, a criticidade, a ampliação do vocabulário e o compartilhamento de experiências leitoras em sala de aula. O estudo traz uma abordagem qualitativa de nível descritivo, caracterizado como relato de experiência. A princípio, houve um contato com os estudantes do 6° ano, de modo a se traçar um estudo sobre os hábitos e preferências. Por conseguinte, foram selecionados livros adequados à faixa etária dos estudantes, formaram – se duplas com um livro escolhido para ler durante a semana. Por fim, houve um breve momento recreativo, com lanches e refrescos para que se sentissem à vontade em falar sobre as obras que leram, estudantes com dificuldades de leitura também foram auxiliados. Com a Oficina de Leitura percebeu – se um grande entusiasmo e engajamento dos estudantes perante a atividade proposta, por meio do compartilhamento das experiências das leituras, bem como o fortalecimento do espírito coletivo. Desta maneira, foi possível incentivar a leitura e contribuir à formação cognitiva dos estudantes. Ressalta – se que, a leitura contribui tanto para a formação intelectual individual como objeto de liberdade dentro no âmbito escolar, uma vez que a variedade de gêneros atende a todas as preferências. A experiência foi bastante enriquecedora para a prática pedagógica dos bolsistas do PIBID, uma vez que estimulou a independência docente dos futuros profissionais da educação. Outrossim, fortaleceram – se o laços entre bolsistas, escola e autoridades do PIBID.
Palavras-chave: Escola; Leitura; Experiências; Campos Sales; PIBID.
Oral
Abrir o trabalhoPARTICIPAÇÃO ESTUDANTIL E APRENDIZAGEM EM BIOLOGIA: ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS E DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE NO CONTEXTO DO PIBID
JANAINA TOMAZ DE MELO; Cícero Magerbio Gomes Torres; Olga Paiva Oliveira
A participação ativa dos estudantes nas aulas de Biologia constitui um aspecto relevante para o desenvolvimento de processos de ensino e aprendizagem,especialmente quando utilizadas estratégias didáticas que estimulam a curiosidade, interação e a construção do conhecimento. Nesse contexto, o PIBID possibilita aos licenciandos o contato com a realidade escolar e a reflexão sobre os desafios e as possibilidades da prática pedagógica. Este trabalho tem como objetivo geral relatar e refletir sobre as estratégias didáticas utilizadas nas aulas de Biologia na EEMTI Figueiredo Correia, com ênfase na participação dos estudantes e nas contribuições dessa experiência para a formação inicial docente.Metodologicamente,trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentado na observação das aulas, no acompanhamento das estratégias pedagógicas adotadas pela professora e na interação com as turmas durante as atividades.Entre as experiências acompanhadas, destacou-se uma aula sobre o método científico, na qual os estudantes foram orientados a observar diferentes espaços da instituição de ensino e, com base nas observações realizadas, elaborar uma proposta de investigação que contemplasse etapas do método científico. Também foi desenvolvida uma atividade oral com o auxílio de slides, envolvendo perguntas e compartilhamento de ideias pelos estudantes. Os resultados das observações indicaram maior envolvimento dos alunos nas atividades que exigiam participação direta,investigação e articulação entre os conteúdos escolares e situações do cotidiano.Entretanto,também foram identificadas conversas paralelas, distrações e manifestações de desinteresse por parte de alguns estudantes, evidenciando que a participação não ocorreu de maneira homogênea. A experiência possibilitou, ainda,refletir sobre a influência de fatores como as condições de trabalho docente, organização escolar, número de estudantes por turma,disponibilidade de recursos pedagógicos e a realidade sociocultural da comunidade no desenvolvimento das atividades educativas.Nesse sentido, estacou-se a importância do planejamento,domínio dos conteúdos,da gestão da sala de aula e da comunicação entre professor eestudantes. Conclui-se que estratégias interativas e investigativas constituem possibilidades pedagógicas relevantes para estimular a participação estudantil e aproximar os conhecimentos científicos da realidade escolar, embora sua implementação deva considerar as condições concretas de ensino.Para a formação inicial docente, a experiência contribuiu para aproximar os conhecimentos acadêmicos da prática escolar,favorecendo a reflexão crítica sobre o trabalho do professor e os desafios envolvidos na construção de ambientes de aprendizagem participativos.No âmbito do PIBID,o relato reforça a importância da articulação entre universidade e escola para o desenvolvimento de saberes docentes e a construção da identidade profissional dos futuros professores de Biologia.
Palavras-chave: Aulas interativas; Biologia; formação docente; PIBID.
Oral
Abrir o trabalhoPENSOU, CRIOU E ESCREVEU UM CONTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID INTERDISCIPLINAR DA URCA – CAMPUS BÁRBARA DE ALENCAR
SANDY SAMYRY SANTANA DE SOUZA ; Francisca Crisyane de Morais Silva; Rayane Ferreira Rolim castro; Antônia Aparecida Pereira de Moura
A escrita constitui como um importante instrumento de comunicação e registro das experiências humanas, possibilitando a expressão de ideias, reflexões e conhecimentos em diferentes contextos sociais. No âmbito educacional, o desenvolvimento da escrita assume papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem, especialmente na promoção da criticidade e da reflexão por meio da leitura. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo relatar experiências vivenciadas durante a oficina de redação intitulada “Pensou, criou e escreveu um conto: quando as ideias se transformam em histórias”, desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), na EEIF Antônio Ribeiro de Carvalho, localizada na zona rural do Distrito de Caldeirão, no município de Campos Sales-CE, com estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental. A atividade foi organizada em cinco etapas, a saber: estudo do gênero conto; criação de um desfecho para o conto “O Rouxinol”; apresentação dos critérios de correção dos textos produzidos para o concurso; realização do concurso de contos; e divulgação dos resultados, seguida da premiação dos finalistas. As experiências vivenciadas evidenciaram resultados positivos, uma vez que os estudantes demonstraram envolvimento nas atividades propostas, entusiasmo com a produção textual e participação ativa nas diferentes etapas da oficina. Observou-se, assim, que a utilização de estratégias voltadas à produção criativa contribuiu para tornar o processo de aprendizagem mais significativo e estimular o interesse dos discentes pela escrita. Desse modo, as ações desenvolvidas no âmbito do PIBID possibilitaram aos licenciandos uma aproximação com a realidade escolar e favoreceram a construção de conhecimentos sobre a prática docente, contribuindo para que futuros professores possam desenvolver estratégias pedagógicas sensíveis às demandas dos estudantes e capazes de promover aprendizagens mais participativas e significativas.
Palavras-chave: Escrita, Produção textual, Gênero conto, PIBID, Formação docente.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoPIBID E FORMAÇÃO DOCENTE: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
BRUNA REIS BRITO ; Cicera juliana Alves pereira; Mayara Viviane Silva de Sousa
O presente trabalho aborda a contribuição do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) para a formação docente, destacando a aproximação entre a formação acadêmica e a realidade educacional. Nesse contexto, a inserção no ambiente escolar possibilita conhecer o cotidiano dos estudantes, suas diferentes realidades, formas de aprendizagem e os desafios presentes na prática pedagógica, contribuindo para a construção da identidade docente. O objetivo foi compreender as contribuições das experiências vivenciadas no PIBID para a formação acadêmica, profissional e pessoal das futuras docentes, buscando também conhecer a realidade dos estudantes, desenvolver experiências pedagógicas e refletir sobre os desafios e aprendizagens relacionados à prática docente. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, desenvolvido por duas bolsistas do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA), participantes do PIBID. A experiência teve início em maio de 2026, com a inserção das bolsistas em uma turma do 5o ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Inicialmente, foi realizada a observação da turma e, posteriormente, foram desenvolvidas ações pedagógicas envolvendo as temáticas bullying, respeito, empatia, educação patrimonial e democracia, por meio de discussões, produção e exposição de cartazes e elaboração de cordéis. Os resultados evidenciaram mudanças na participação e no envolvimento dos estudantes, que passaram a demonstrar maior interesse, autonomia e receptividade às propostas. Para nossa formação docente, as vivências contribuíram para compreender que a docência exige planejamento, paciência, diálogo, flexibilidade e sensibilidade diante das necessidades de cada estudante. Também possibilitaram reconhecer diferentes realidades sociais e culturais, reforçando a importância de um olhar atento às singularidades das crianças e de uma prática educativa pautada no diálogo e na valorização de seus saberes. Conclui-se que o PIBID contribuiu para o fortalecimento da identidade docente e para uma formação mais humana, responsável e sensível, permitindo compreender que a docência é construída diariamente por meio das relações, dos desafios e das aprendizagens compartilhadas. A experiência também evidenciou a importância de programas de iniciação à docência para aproximar os futuros professores da prática profissional e favorecer a construção de práticas pedagógicas mais atentas à diversidade e às necessidades dos estudantes. Além disso, destacamos relevância da abordagem e continuidade de ações pedagógicas que considerem a diversidade e as necessidades dos estudantes.
Palavras-chave: PIBID; Formação docente Prática pedagógica
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoPROTAGOSNIMO ESTUDANTIL E EXPERIMENTAÇÃO NO ENSINO DE BIOLOGIA: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NO CONTEXTO DO PIBID
SAM NOGUEIRA E SILVA ; Jonas Linhares Soares; Ykaro Kauã Sousa; Olga Paiva Oliveira Almeida; Cicero Magerbio Gomes Torres
O desinteresse dos estudantes pelas atividades eletivas e a insegurança diante de apresentações em eventos escolares constituem desafios para o desenvolvimento de práticas pedagógicas participativas no Ensino Médio. Nesse contexto, o protagonismo estudantil e a valorização dos interesses dos educandos podem favorecer o envolvimento nas atividades escolares e o desenvolvimento da autonomia. Este trabalho tem como objetivo relatar uma experiência desenvolvida por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na organização de um projeto de culminância da eletiva de Práticas Laboratoriais de Biologia, em uma escola pública de Juazeiro do Norte, Ceará, destacando as estratégias utilizadas para estimular a participação e a confiança dos estudantes. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo. Inicialmente, foram apresentados experimentos propostos pelos bolsistas e pelos próprios educandos. Entretanto, diante da resistência inicial da turma à apresentação do projeto no evento escolar, foram planejadas ações para ampliar o envolvimento dos participantes e favorecer sua participação nas decisões. O processo foi organizado em três etapas: escolha do experimento, considerando os interesses dos estudantes; análise da viabilidade de execução, de acordo com os recursos e espaços disponíveis; e articulação da atividade experimental com os conhecimentos científicos estudados. As etapas foram conduzidas por meio do diálogo e de decisões compartilhadas entre os educandos, os bolsistas e a professora supervisora. Ao final, a turma selecionou o experimento conhecido como “dente de elefante”, que permitiu abordar a decomposição catalítica do peróxido de hidrogênio e discutir o papel dos catalisadores, estabelecendo relações com a ação das enzimas nos organismos vivos. Como resultado, observou-se maior disposição dos estudantes para participar das atividades e, ao longo do processo, a manifestação voluntária de interesse em realizar a apresentação oral do projeto. Mesmo os estudantes que não se dispuseram a apresentar oralmente contribuíram para as decisões e o planejamento coletivo. Esses resultados evidenciam o potencial do diálogo, da escuta dos interesses dos educandos e da participação nas decisões para favorecer o envolvimento nas atividades escolares. Conclui-se que a experiência constituiu uma oportunidade de valorização do protagonismo estudantil e de aproximação entre os conhecimentos científicos e as práticas experimentais, além de proporcionar aos bolsistas do PIBID reflexões sobre o planejamento e a mediação pedagógica. A vivência reforça a importância de estratégias didáticas colaborativas que respeitem as diferentes formas de participação e contribuam para a formação de estudantes mais autônomos e de futuros professores de Biologia mais reflexivos.
Palavras-chave: Educação Científica, Ensino de Ciências, Protagonismo estudantil.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoQUIZ INTERATIVO COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO E A REVISÃO DE CONTEÚDOS DE BOTÂNICA NO ENSINO MÉDIO: UMA EXPERIÊNCIA NO PIBID
CICERA NATANAELY DOS ANJOS LOPES; Pedro Henrique Andrade do Nascimento; Olga Paiva Oliveira Almeida; Cicero Magerbio Gomes Torres
O ensino de Botânica no Ensino Médio demanda estratégias pedagógicas que favoreçam a revisão e a compreensão dos conteúdos, superando práticas centradas na memorização. Nesse contexto, o uso de quizzes interativos pode contribuir para tornar o processo de ensino e aprendizagem dinâmico. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de elaboração e utilização de um quiz interativo de Botânica como ferramenta pedagógica para a revisão dos conteúdos estudados por educandos do 2º ano, turma C, da EEMTI Figueiredo Correia, localizada em Juazeiro do Norte-CE. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). A atividade consistiu na divisão da turma em dois grupos, denominados A e B, cujos participantes escolhiam, alternadamente, números correspondentes a perguntas sobre briófitas, pteridófitas e gimnospermas, abrangendo características gerais, ciclos reprodutivos, adaptações e classificação taxonômica desses grupos vegetais. Cada equipe dispunha de 30 segundos para responder às questões, recebendo pontuação pelas respostas corretas dentro do tempo estabelecido. Como resultado, observou-se expressiva participação e entusiasmo dos educandos, além da ocorrência de numerosas respostas corretas, indicando o envolvimento da turma com a dinâmica proposta e seu potencial para a revisão dos conteúdos. Em termos metodológicos, o quiz enquanto metodologia ativa demonstrou favorecer a participação, a motivação e a mediação dos conhecimentos, contribuindo para a revisão dos conteúdos de Botânica e para a avaliação formativa, sobretudo em função do acompanhamento e orientações pedagógicas. Para os bolsistas do PIBID, a experiência proporcionou o exercício do planejamento e da mediação de atividades lúdicas, contribuindo para a formação inicial docente e para a reflexão sobre o uso de metodologias ativas no Ensino Médio em Tempo Integral. Conclui-se que o quiz interativo constituiu uma estratégia pedagógica promissora para dinamizar a revisão dos conteúdos de Botânica e estimular a participação dos educandos, além de contribuir para a formação dos licenciandos. Ressalta-se, contudo, a importância de associar atividades dessa natureza a instrumentos de avaliação que permitam verificar de forma sistemática a compreensão dos conteúdos e a aprendizagem dos participantes, bem como explorar sua aplicação em outras turmas e temáticas.
Palavras-chave: Botânica; Quiz; Ensino-Médio; Ensino-Aprendizado.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoRelato de Experiência do Subprojeto Teatro - PIBID - URCA
MARIA MARCIA OLIVEIRA DOS SANTOS; Nilson de Oliveira Matos; Patrícia Caetano de Oliveira Anthony
O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre a vida docente, a partir da minha experiência como bolsista do subprojeto de Teatro junto ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID 2024 a 2026. O programa demonstra ser um espaço formativo de grande importância para a trajetória acadêmica, e assim, permitindo a inserção no ambiente escolar de maneira mais organizada, diminuindo as frustrações em sala de aula. Da mesma forma, a experiência adquirida nos encontros formativos é essencial para desenvolver uma nova metodologia de ensino de Teatro. Assim, iniciamos nosso processo pedagógico na Escola de Ensino Fundamental 3 de Junho, no município de Juazeiro do Norte-CE elaborando atividades pedagógicas voltadas para a criação de personagens através dos jogos teatrais para montagem de cena e cenário para apresentação da adaptação da peça “O Mágico de Ó” de Vitor Rocha. As crianças sempre eram muito enérgicas, mas uma turma boa de trabalhar. Devido a mudança de supervisor, mudamos nossos trabalhos para a Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra - 2º grau, também localizada em Juazeiro do Norte, neste estabelecimento, foi desenvolvida a atividade metodológica de conhecimento básico do teatro focado na improvisação de cena e percebemos de forma notória a entrega dos adolescentes nas atividades propostas em sala de aula. Trabalhar com os adolescentes é muito diferente de trabalhar com as crianças no sentido de que com os primeiros, temos que criar métodos pedagógicos de lidar com a vergonha deles, já com as crianças, necessitamos estar atentos com falta de atenção dos mesmos e com as conversas paralelas. Os resultados obtidos como professora foram positivos e de grande importância porque ensinar vai além da sala de aula, dedicamos tempo para estudos de conteúdos, planejamento e planos de aulas. Concluindo que estar no PIBID reforça a ideia de que necessitamos de uma formação docente do ensino de teatro porque é uma área de conhecimento que dialoga com as demais disciplinas.
Oral
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID FÍSICA: UMA ABORDAGEM INTERATIVA DOS CONCEITOS DE FREQUÊNCIA E BATIMENTO
WENDESON HENRIQUE DIAS; Lázaro Genilson da Silva Leite; Humberto Geovany Ferreira da Silva; João Eudes Domingos dos Santos
O ensino de ondulatória pode apresentar desafios, principalmente pela dificuldade de demonstrar alguns fenômenos físicos de forma perceptível aos estudantes. Nesse contexto, foi desenvolvida uma intervenção didática com o objetivo de despertar o interesse dos alunos e facilitar a compreensão dos conceitos de frequência e do fenômeno de batimento sonoro por meio de experimentos. A atividade foi realizada na Escola E.E.M.T.I. Monsenhor Antônio Feitosa, localizada no município de Missão Velha/CE, em uma turma do 2º ano do Ensino Médio. Para sua realização, foram utilizados dois diapasões, duas caixas de ressonância, um martelo de borracha e um celular com aplicativo de detecção de frequência. Inicialmente, foram feitas perguntas sobre as ondas sonoras presentes no cotidiano, buscando estimular a reflexão e a participação dos estudantes. Em seguida, os equipamentos foram apresentados e os diapasões foram utilizados para demonstrar a produção do som. Posteriormente, alguns alunos foram convidados a percutir os diapasões com o martelo de borracha e utilizar o aplicativo no celular para observar a frequência dos sons produzidos, que era de aproximadamente 440 Hz. Durante a intervenção, foram realizadas demonstrações acompanhadas de explicações sobre os fenômenos observados. Os estudantes puderam perceber as mudanças na intensidade sonora quando os dois diapasões vibravam simultaneamente. Também foi utilizado o celular para produzir um som com frequência ligeiramente diferente da emitida pelo diapasão, permitindo observar as variações periódicas da intensidade sonora características do fenômeno de batimento. Ao final, os conceitos trabalhados foram organizados e registrados no quadro, relacionando as observações experimentais às explicações físicas. Durante essa etapa, observou-se que os alunos continuavam interessados e realizavam testes por iniciativa própria. A experiência indicou que a utilização de experimentos contribuiu para aumentar a participação dos estudantes e tornar a abordagem dos conceitos mais concreta e interativa. Assim, a intervenção demonstrou o potencial das atividades experimentais como recurso didático para o ensino de Física, favorecendo o envolvimento dos alunos e a compreensão dos conceitos de frequência e batimento sonoro.
Palavras-chave: Frequência, Física, Experimentação, Ensino interativo.
Oral
Abrir o trabalhoSALA DE AULA/ATELIÊ: EXPERIÊNCIAS DO PIBID DE ARTES VISUAIS NA ESCOLA JOÃO ALENCAR DE FIGUEIREDO
DANIEL DAVIDSON SILVA BEZERRA ; Fábio José Rodrigues da Costa
Neste resumo compartilhamos nossas vivências no subprojeto Artes Visuais do Programa de Iniciação à Docência (PIBID) na área de Artes Visuais da Universidade Regional do Cariri (URCA), na criação e execução de quatro ateliês: Ateliê de Pintura, Ateliê de Colagem, Ateliê de Modelagem em Papelão e Ateliê de Desenho, realizados durante quase dois anos, do início de 2025 a meados do fim de 2026, na Escola de Ensino Fundamental João Alencar de Figueiredo. Nossas propostas de ateliês têm como principal norte a concepção do ateliê/sala de aula como um espaço específico de estudo e aprendizagem da arte e da cultura que potencializa e traz contribuições pedagógicas próprias de um ambiente pensado para experiências práticas e teóricas que podem contribuir de forma relevante com a escola na construção de conhecimentos específicos do componente curricular Arte. Nos inspiramos na tentativa de Vea Vecchi de propagar a cultura do ateliê na escola, a partir de suas reflexões sobre os Ateliês nas escolas municipais da Infância de Regio Emilia para construir, em nosso contexto, características distintas desta identidade pedagógica, considerada pela autora e por nós, como uma importante concepção capaz de contribuir com a educação escolar, e, em específico, dos nossos estudantes do ensino fundamental. Entre os resultados principais de nossas ações está a transformação da sala de aula em um espaço dinâmico, autêntico e “vivo” capaz de refletir as diferentes experimentações artísticas propostas dando corpo a relevância que pode ter uma Sala de aula/Ateliê na escola. Esse espaço foi transformado desde as primeiras ações de organização dos ateliês: as cadeiras convencionais deram lugar a bancadas, a sala passou a abrigar diversas materialidades e suas paredes foram recebendo os resultados das experimentações que lá foram vivenciadas. Tornou-se o espaço mais concorrido da escola, ambiente que pelos próprios relatos dos alunos “tem uma energia diferente”, onde os mesmos fazem questão de habitar a qualquer oportunidade, às vezes, até em atividades de outras disciplinas. A partir dessa experiência podemos reafirmar a importância de uma sala/ateliê que possa ser adequada, mesmo que de forma limitada, as especificidades da artesania das artes visuais para estimular a criatividade e aprendizagem dos nossos alunos em ações que dificilmente ocorreriam em uma sala de aula convencional
Palavras-chave: Palavras-chave: Artes Visuais; PIBID; Sala/Ateliê.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoSAÚDE EM MOVIMENTO: UM RELATO DE UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA SOBRE SEDENTARISMO NO PIBID-BIOLOGIA
CLAUDIANA TERESINHA DOS SANTOS ; Claudiana Teresinha dos Santos, Emily Gomes de Oliveira, Felipe Alves Santos Silva, Lucas Farias Pereira, Elainy Natiany Silva Batista
O sedentarismo é caracterizado pela redução da prática de atividades físicas e pela permanência prolongada em comportamentos com baixo gasto de energia, podendo estar relacionado ao desenvolvimento de problemas de saúde, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Nesse contexto, trabalhar a educação em saúde contribui para que os estudantes compreendam a relação entre seus hábitos cotidianos e o funcionamento do organismo. Nesse sentido, objetiva-se relatar a aplicação de uma Sequência Didática (SD) com o tema sedentarismo no contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) Biologia da Universidade Regional do Cariri (URCA), campus Missão Velha-CE. A SD foi realizada em 4 aulas, com 27 estudantes do 1º ano do ensino médio. Inicialmente, promoveu-se uma problematização com discussões sobre o sedentarismo e as doenças da modernidade. Em seguida, organizaram-se estações de saúde, para aferição dos sinais vitais, IMC e circunferência abdominal, permitindo aos estudantes conhecer alguns indicadores relacionados ao funcionamento do organismo e discutir os fatores que podem influenciar esses dados. Posteriormente, foram abordados conteúdos relacionados à obesidade e ao metabolismo, diabetes tipo 2 e hipertensão, articulando explicações teóricas e atividades práticas. Como culminância da SD, realizou-se uma corrida comunitária, integrando toda a escola e o corpo docente, relacionando a prática de exercícios físicos às discussões desenvolvidas durante as aulas. Observamos que a SD possibilitou uma abordagem do sedentarismo de forma contextualizada, relacionando conhecimentos sobre o organismo, hábitos cotidianos e prevenção de problemas de saúde. As atividades práticas favoreceram a participação dos estudantes e a reflexão sobre os próprios hábitos, sem reduzir a discussão apenas aos aspectos individuais, considerando fatores sociais que podem favorecer o sedentarismo, como falta de espaços seguros para atividades físicas e dificuldade de acesso a espaços de lazer. Conclui-se que a SD contribui para a aprendizagem de conceitos científicos de conhecimentos relacionados à educação em saúde e para a reflexão sobre a importância da atividade física, podendo favorecer práticas educativas mais próximas da realidade dos estudantes.
Palavras-chave: Educação em Saúde, Educação em Ciências, Ensino de Biologia, PIBID.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoTEATRO E NEURODIVERGÊNCIA: POSSIBILIDADES DE ACOLHIMENTO, EXPRESSÃO E INTERAÇÃO
MONIQUE DAYANE ARAUJO LEITE; Patrícia Caetano de Oliveira; Rita Emanuela Cidade Souza
Este trabalho apresenta um relato de experiência sobre as relações entre Teatro e neurodivergência no contexto escolar, destacando como as práticas teatrais podem contribuir para a expressão, comunicação e construção de vínculos entre os estudantes. A proposta parte da compreensão de que pessoas neurodivergentes apresentam diferentes formas de perceber e relacionar-se com o mundo, sendo necessário desenvolver práticas que respeitem suas singularidades. O estudo, de abordagem qualitativa, foi desenvolvido no âmbito do Subprojeto Teatro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), a partir de vivências e observações no espaço escolar, envolvendo jogos teatrais, improvisações, exercícios corporais e dinâmicas coletivas inspiradas em Viola Spolin(1985) e Augusto Boal(1998), adaptadas às diferentes formas de participação dos estudantes. Durante as ações, foi acompanhado o percurso de um estudante neurodivergente que, inicialmente, apresentava dificuldades para interagir com os colegas, participar das propostas coletivas e se inserir nas dinâmicas do grupo. Com a continuidade das atividades e sua participação gradual nos jogos teatrais, foi possível observar mudanças em sua postura: passou a demonstrar maior segurança, interesse e disponibilidade para participar, aproximando-se dos colegas e envolvendo-se com mais autonomia nas propostas, o próprio estudante chegou a relatar que se sentia mais útil a partir da vivência teatral incluída em sua rotina escolar. Esse processo não ocorreu de forma instantânea, mas evidenciou como um ambiente que respeita diferentes ritmos e formas de participação pode favorecer o desenvolvimento das relações sociais e da confiança do estudante. A partir da compreensão de que pessoas neurodivergentes apresentam diferentes formas de perceber e relacionar-se com o mundo, e como é necessário desenvolver práticas educacionais que considerem suas singularidades, em diálogo com o paradigma da neurodiversidade discutido por Wuo e Brito (2023), especialmente no que se refere à acessibilidade e à participação de estudantes autistas e TDAH. A experiência evidenciou o Teatro como um espaço de expressão, comunicação e convivência, capaz de acolher diferentes formas de participação. A partir da minha experiência como pessoa neurodivergente e atuante no Teatro, proponho uma reflexão sobre a importância dessa linguagem no espaço escolar e seu potencial para ampliar a participação, a escuta e a construção de vínculos entre os estudantes.
Palavras-chave: teatro,neurodivergencia,inclusão escolar,interação,PIBID
Oral
Abrir o trabalhoTRILHA DA MATEMÁTICA: O USO DE JOGOS PEDAGÓGICOS NO CONTEXTO DO PIBID
WLISSES DA SILVA; Eva Samara de Carvalho Almeida; Eva Janielly da Silva; Roberta da Silva Ribeiro; Jonas Gonçalves Almeida
O uso de jogos pedagógicos no ensino de Matemática constitui uma possibilidade de diversificar as práticas educativas e estimular a participação dos estudantes. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de aplicação da oficina Trilha da Matemática, desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), na EEIFETI Presidente Castelo Branco, com turmas do 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental. Trata-se de um relato de experiência referente a uma intervenção pedagógica realizada em duas aulas por turma. A oficina foi planejada com base nos conteúdos matemáticos estudados pelos estudantes em suas respectivas turmas, considerando as informações repassadas pela professora responsável. Para a atividade, foram utilizados uma trilha, um dado, cartões com questões matemáticas e ações especiais, além de marcadores personalizados escolhidos previamente pelas equipes. A dinâmica consistia em avançar pelas casas da trilha conforme o resultado do dado e resolver coletivamente as questões sorteadas, no prazo de até três minutos. As respostas influenciavam o avanço das equipes, e a atividade incluía regras específicas para a definição dos vencedores. Durante a aplicação, foram observadas a participação dos estudantes, as dificuldades encontradas na resolução das questões, a interação entre os integrantes das equipes e a busca por estratégias e soluções. A organização em equipes proporcionou situações de colaboração nas quais os participantes precisavam discutir as questões e mobilizar conhecimentos matemáticos estudados em sala de aula. Nesse sentido, a oficina constituiu uma oportunidade de trabalhar os conteúdos de maneira lúdica, articulando raciocínio, tomada de decisões e resolução de problemas. Para os bolsistas do PIBID, a experiência também possibilitou vivenciar o planejamento e a aplicação de uma estratégia pedagógica relacionada à realidade escolar, contribuindo para a reflexão sobre diferentes formas de abordar a Matemática no Ensino Fundamental. Conclui-se que a Trilha da Matemática representou uma experiência de utilização de jogos pedagógicos como recurso para o ensino de Matemática, valorizando a interação entre os estudantes e oferecendo subsídios para a reflexão sobre a prática docente e a formação inicial de professores no contexto do PIBID.
Palavras-chave: Educação Matemática, jogos pedagógicos, ludicidade, resolução de problemas, PIBID.
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Abrir o trabalhoXADREZ E JOGOS PEDAGÓGICOS: EXPERIÊNCIAS E CONTRIBUIÇÕES DO PIBID PARA O DESENVOLVIMENTO DO RACIOCÍNIO LÓGICO
ANTONIA IARA DE ALMEIDA SANTOS; Glvan da Costa e Silva; Francisca Cardoso Leite
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) aproxima os licenciandos da realidade escolar e favorece o desenvolvimento de práticas pedagógicas contextualizadas e reflexivas. O relato tem como objetivo descrever e refletir sobre ações desenvolvidas no PIBID voltadas ao estímulo do raciocínio lógico, do cálculo mental, da elaboração de estratégias e da organização do pensamento, utilizando jogos matemáticos e o xadrez, com ênfase em sua inserção nas aulas de Educação Física. Trata-se de um relato de experiência, de natureza descritiva e reflexiva, desenvolvido entre os meses de março e junho de 2026, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Ribeiro de Carvalho, localizada no distrito Caldeirão, zona rural de Campos Sales, Ceará. Os participantes foram estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais. As ações desenvolvidas compreenderam o planejamento, a organização de materiais, a elaboração de recursos didáticos, a mediação pedagógica e a execução do da oficina “Pensar, jogar e aprender: rumo ao Xeque-Mate”. Inicialmente, foram utilizados jogos já disponíveis na escola, como Dominó das Adições, Dominó das Subtrações, Trilha da Divisão e Trilha da Multiplicação, com o objetivo de desenvolver habilidades relacionadas às operações matemáticas básicas e ao cálculo mental. Contudo, verificou-se uma baixa adesão dos estudantes às atividades propostas, que demonstravam maior interesse pelas práticas esportivas durante o intervalo. Diante dessa realidade, e a partir do diálogo com a professora supervisora, a proposta foi reorientada, incorporando o xadrez como estratégia pedagógica e resultando na criação de uma oficina realizada nas aulas de Educação Física, em articulação com a unidade temática “Brincadeiras e Jogos”, prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A ação evidenciou a importância de um planejamento pedagógico flexível, capaz de considerar as características, as necessidades e os interesses dos estudantes, permitindo a reorientação das estratégias diante dos desafios identificados no contexto escolar. A inserção do xadrez favoreceu o desenvolvimento do raciocínio lógico, da concentração, do planejamento, da antecipação de jogadas e da organização do pensamento, além de ampliar o envolvimento dos estudantes e estimular a utilização dos tabuleiros durante o intervalo escolar. Ademais, para os licenciandos, a vivência possibilitou aproximação com diferentes dimensões do trabalho docente, abrangendo desde o diagnóstico da realidade e o planejamento das ações até a intervenção pedagógica e a reavaliação das estratégias utilizadas. Conclui-se que a experiência contribuiu para o fortalecimento da formação inicial dos bolsistas, a diversificação das práticas pedagógicas e a valorização dos recursos disponíveis na escola, reafirmando o PIBID como espaço de articulação entre universidade e educação básica e de construção de saberes docentes fundamentados nas demandas e singularidade do cotidiano.
Palavras-chave: Raciocínio Lógico,Jogos Pedagógicos, Formação de professores
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