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A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO FACILITADORA DA SAÚDE EM UM GRUPO TUTORIAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA EXITOSA
MIRANILTON LUCENA DE SOUSA ; Felipe Paulino da Silva; Sandra Nyedja de Lacerda Matos; Francisco Elizaudo de Brito Júnior; Gerliane Filgueira Leite; Mércia Alves de Almeida
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) foi instituído em 2010, objetivando fomentar grupos de aprendizagem tutorial em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). É constituído pelos tutores, que são docentes de Instituições de Ensino Superior (IES), preceptores, que são profissionais vinculados aos serviços de saúde e monitores acadêmicos regularmente matriculados em IES públicas ou privadas que atuam de forma multidisciplinar na atenção primária (AP). Dentre esses estudantes, pontuamos os da educação física (EF) que atuam orientando acerca dos benefícios do exercício físico e a possibilidade de prevenção de agravos advindos do sedentarismo entre outros meios. Nesse sentido, objetivou-se com esse trabalho relatar a experiência de aprendizagem compartilhada do bolsista no eixo assistencial do programa PET Saúde voltada à educação física como facilitadora da promoção de saúde. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência como bolsista do Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (PET Saúde), ofertado pelo Ministério da Saúde (MS) nos meses de maio a julho de 2023. A experiência foi de grande valia para o acadêmico, ao qual possibilitou momentos reflexivos e de aprendizagens referente a participação em consultas, construção de um capítulo de livro, uma cartilha de autocuidado e planos de alongamentos. As consultas aconteceram de segunda a sexta-feira nos turnos manhã e tarde, oferecendo serviços essenciais à promoção da saúde mental, física e emocional, de forma preventiva e terapêutica; a cartilha foi elaborada na perspectiva de levar conhecimento sobre práticas integrativas e de promover o autocuidado dos pacientes; o capítulo "Trilhando caminhos na Integração ensino-serviço-comunidade” foi uma proposta construída como resultado das produções e devolutivas bimestrais e em relação aos planos de alongamentos, o mesmo era elaborado objetivando a prevenção de lesões, melhorar a flexibilidade e a rigidez muscular, foram planos individuais de acordo com a necessidade do paciente. Contudo, a vivência possibilitou um maior domínio sobre as competências interprofissional e especifica, ao qual o acadêmico atuou de uma maneira colaborativa e responsável, com atenção à saúde, na tomada de decisões, oportunizando momentos essenciais voltados a promoção da saúde, fornecendo alternativas às práticas corporais de forma positiva nos fatores que afetam a qualidade de vida da população.
A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA A ADESÃO DO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PELOS PORTADORES DE TRANSTORNOS MENTAIS: UMA REVISÃO
CAROLINE OLIVEIRA DA FONSECA; Yara Pereira Sampaio; Maria Vitória Marinho Batista; Maria Fernanda dos Santos Souza; Érica Carneiro Ricarte
A educação em saúde é uma ferramenta importante para a ampliação do conhecimento de profissionais e pacientes. A priori é desenvolvida dentro da atenção básica e adotada pela equipe multidisciplinar, visando tornar o paciente ativo dentro do seu tratamento. Os transtornos mentais são caracterizados por uma junção de pensamentos, emoções, percepções e comportamentos incomuns, que afetam a vida individual e coletiva. O tratamento dos transtornos mentais envolve psicoterapia e geralmente o uso regular psicofármacos. Esses medicamentos por sua vez, podem ser danosos para a saúde caso não sejam utilizados corretamente, fazendo-se necessário a orientação e educação em saúde para promover melhoria na qualidade de vida do paciente. Esse estudo pretende analisar a importância da educação em saúde para a adesão ao tratamento medicamentoso pelos portadores de transtornos mentais. A construção metodológica se deu através de uma revisão rápida da literatura pela Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) que deu acesso as bases: Lilacs e Medline. Por meio dos Descritores em Ciências da Saúde (DeSC): Educação em saúde, Transtorno mental e Adesão ao tratamento, com operador boleano AND. A busca foi realizada em agosto de 2023, tendo os critérios de inclusão artigos em português, dos últimos 5 anos, excluindo artigos duplicados ou inconclusivos. Os resultados encontrados ressaltam a importância da formação e capacitação continuada do profissional, pois muitos dos impasses encontrados estão relacionados com a falta de conhecimento sobre as patologias e políticas públicas de saúde mental. Além disso, a construção de um espaço acolhedor e aberto para debate proporcionou um forte vínculo entre a equipe multiprofissional e usuários do SUS, o que influenciou diretamente na adesão ao tratamento e prevenção do uso incorreto de medicamentos, evitando o ciclo vicioso da automedicação. Diante do exposto, pôde-se concluir que a educação em saúde tem impacto positivo nos pacientes de maneira geral e torna evidente a necessidade de ampliar o olhar para a assistência prestada aos portadores de transtornos mentais. É importante ressaltar que devem ser considerados não apenas atributos individuais, mas também os fatores sociais, culturais, econômicos, políticos e ambientais, como as políticas nacionais, a proteção social, padrões de vida, as condições de trabalho e o apoio comunitário.
A IMPORTANCIA DA REUNIÃO INTERDISCPLINAR NO HOSPITAL: UM OLHAR DA PSICOLOGIA
LUAN DUARTE ROMÃO ; Clyvia Maria Vieira Borges -Graduanda em Psicologia da Centro Universitário Doutor Leão Sampaio. Email: mariaclyvia468@gmail.com; Livia Maria Loula Pessoa - Graduanda em Psicologia no Centro Universitário Doutor Leão Sampaio. Email: marialivia336@gmail.com.; Indira Feitosa Siebra de Holanda- Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco. Mestre no programa de Pós-Graduação em Ensino em Saúd
A concepção de saúde, ainda que reestruturada na contemporaneidade, sofre forte influência do modelo de funcionamento biomédico, no qual a nosologia e a prática curativa são antepostas e difundidas. Nas práticas dos serviços de saúde, precisa ser levado em conta para além da patologia orgânica do usuário, o real significado e as expectativas presentes frente à situação em que este se encontra, o que demanda articulação entre os profissionais do espaço a fim de prestarem uma assistência integral ao sujeito. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo abordar, através do olhar da psicologia, a experiência de uma reunião interdisciplinar no ambiente hospitalar, tendo em vista que nesse espaço é preciso construir vínculos com os pacientes, familiares e também com equipe, indo além das características da patologia e considerando as individualidades. A presente pesquisa trata-se de um relato de experiência de uma reunião interdisciplinar com profissionais que atuam em um hospital da região do Cariri que criam terapêuticas específicas para cada paciente. O método apresenta uma ampla gama de singularidades, sendo capaz de ser visto por diferentes perspectivas. Como resultado, aponta-se que as reuniões proporcionam que cada especialidade auxilie na construção do atendimento de forma humanizada e acolhedora, fazendo surgir um sentimento de corresponsabilização pelo processo de saúde e bem-estar do usuário, gerando uma parceria, que consequentemente, valoriza e legitima o papel tanto do paciente quanto da psicologia no atendimento a cada caso. Desse modo, na prática foi possível perceber os posicionamentos e possibilidades dos profissionais atuarem de forma conjunta em benefício do paciente. Na atividade foi perceptível a valorização dos demais na área da psicologia, percebendo a relevância e necessidade de intervenções psicoterapêuticas em cada caso analisado, mostrando as maneiras do saber psicológico e demais campos de atuação se mesclarem e juntos produzirem saúde no usuário.
ATIVIDADE FÍSICA NA ÚNIDADE BÁSICA DE SAÚDE PARA PROMOVER QUALIDADE DE VIDA DE INDIVÍDUOS HIPERTENSOS
FELIPE PAULINO DA SILVA; Miranilton Lucena de Sousa; Tycianne Varela Belem; Sandra Nyedja de Lacerda Matos; Luanna Áquila Rodrigues Duarte
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) caracterizada pela elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg. A prevalência de HAS sofre influência de múltiplos fatores, como os demográficos, hereditários, socioeconômicos, comportamentais e antropométricos. A partir desse cenário, a educação em saúde entra como um dos principais dispositivos para viabilizar a promoção da saúde na Atenção Básica (AB), sendo essencial o incentivo à atividade física, visando uma melhor assistência voltada às pessoas com doenças crônicas não transmissíveis. Nesse sentido, esse estudo objetiva relatar a experiência de um profissional de educação física por meio do incentivo à atividade física direcionado à hipertensos em uma unidade básica de saúde do município de Crato interior do Ceará. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência de um profissional de educação física, em um programa oferecido pelo Ministério da Saúde (MS), por meio da Portaria GM/MS Nº 1.105, de 15 de maio de 2022, em uma Unidade Básica de Saúde, localizada no município de Crato. Os encontros tiveram a participação de 16 pacientes, a maior prevalência foi associada ao público feminino com 81,25% (13), enquanto o masculino se apresentou com 18,75% (3). Foi perceptível a melhoria de algumas capacidades, entre elas o alongamento, este realizado antes e depois dos exercícios, o mesmo proporcionou uma melhoria nos níveis de flexibilidade de todos os indivíduos que se mantiveram assíduos, relataram também que sentiram mais disposição para realizar atividades simples do cotidiano como subir e descer degraus, varrer casa, lavar a louça, carregar sacolas de compras, entre outras coisas. Quanto os níveis pressóricos antes das atividades, foi perceptível uma melhora significativa em pacientes que antes de iniciar as atividades mantinham uma pressão de 140 x 80 mmHg, foi observado uma mudança considerável, chegando a apresentar valores em encontros seguidos de 110 x 80 mmHg, e 120 x 80 mmHg. Contudo, a atividade física voltada para essa população, é altamente benéfico, pois melhora a qualidade de vida e instiga os indivíduos a adesão a programas de exercícios físicos, contribuindo para uma melhora na saúde em toda sua complexidade, seja ela no contexto social, físico e mental. Entretanto, é preciso uma maior integralidade com todos os profissionais da unidade para uma oferta de serviço ainda mais precisa e fluida.
A CONSULTA INTERPROFISSIONAL COMO FERRAMENTA DE CUIDADO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
LUANA ALMEIDA GURGEL ; Fábio Ângelo do Carmo; Marina de Lima Pinheiro; Letícia de Sousa Milanez
A interprofissionalidade vem se mostrando como uma alternativa para melhorar as dinâmicas dos processos de saúde, potencializando a integração entre os profissionais e o cuidado em saúde. O objetivo do estudo foi relatar a experiência de atendimentos multiprofissionais em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no município do Crato-Ceará. Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência, realizado no município do Crato-Ceará, com enfoque nas consultas compartilhadas entre profissionais da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri- URCA, sendo uma residente nutricionista e um fisioterapeuta, juntamente com a médica e a enfermeira da UBS. Durante o segundo trimestre do ano de 2023 foram reservados dois turnos na agenda padrão dos profissionais residentes, dentre os quais são realizados atendimentos de puericultura com a enfermeira e de pré-natal com a médica. Durante os atendimentos compartilhados foi possível observar os benefícios para o paciente, sendo viável um atendimento integral através dos saberes compartilhados durante as consultas, esclarecendo dúvidas sobre nutrição infantil, nutrição no período gestacional, atividade física, educação em dor, e outras condições clínicas. O acolhimento interprofissional possibilita atenção em demandas reprimidas que possivelmente não seriam explanadas em uma consulta uniprofissional. Percebeu-se que o trabalho multidisciplinar enriquece o atendimento ao usuário, o qual é visto na sua integralidade e ainda propicia qualificar a prática de atuação dos profissionais. Tal ferramenta possibilita a troca de conhecimentos e a corresponsabilização dos casos acompanhados no território, além de facilitar o processo de trabalho através da compreensão de condutas escolhidas por cada profissional da equipe. Sendo assim, torna-se essencial as consultas compartilhadas para a resolutividade de condições frequentemente encontradas na equipe de saúde, com o objetivo principal de validar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS): Integralidade, Universalidade e Equidade.
Palavras-chave: Relações interprofissionais, Integralidade em saúde, Atenção Primária em Saúde
O SER-MÉDICO E A IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS EM SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
POLLYANA SOARES DIAS; LORENA GOMES DA CRUZ; JOSEANNY VALESSA SOUSA BEZERRA; TELIANE ESTRELA CARDEAL CORTEZ; EDUARDA DE ALENCAR ARARIPE CARIRI SOUSA; DAILON DE ARAÚJO ALVES
A educação em saúde é um instrumento fundamental para construir o conhecimento, a fim de proporcionar autonomia a população, tanto no âmbito individual como coletivo. O Ministério da Saúde enfatiza que os profissionais do Sistema Único de Saúde devem organizar suas atividades de educação em saúde com base no acolhimento, diálogo, escuta ativa, cuidado e respeito. Destarte, o objetivo deste estudo foi compreender a importância das estratégias educativas no âmbito da Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um relato de experiência, ocorrido no segundo semestre do ano de 2022, descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, implementado a partir do componente curricular da disciplina de Saúde da Família III do curso de Graduação em Medicina de uma faculdade localizada no interior caririense. Através de discussões e orientações trabalhadas em sala de aula, os discentes dirigiram-se a campo para a realização de duas avaliações. A primeira consistia em uma observação sistemática do lócus, buscando evidenciar toda e qualquer lacuna que pudesse estar presente. Já o segundo momento, esteve voltado para uma devolutiva em forma de ação, no intuito de alcançar profissionais e, principalmente, os usuários do serviço de saúde em questão. Vale destacar que entre os dois momentos, houve uma reunião de alinhamento em sala de aula, a fim de debater os principais entraves observados. Dessa maneira, o grupo de alunos identificaram que as Doenças Crônicas Não-Transmissíveis consistiam em um problema que deveria ser alvo de intervenção. A atividade educativa, composta de vários momentos, aconteceu no formato sala de espera, sendo permeada inicialmente pela entrega de um check-list educativo, o qual informava principais orientações do dia a dia no controle da hipertensão e diabetes; na sequência, uma apresentação rápida do grupo de alunos e a finalidade da atividade em tela. É importante destacar que o momento alvo da ação, esteve direcionado a execução de uma tempestade de ideias, no intuito de elucidar o que os usuários já detinham de conhecimentos sobre as doenças crônicas. A partir disso, os graduandos forneceram feedbacks para fortalecer o conhecimento dos participantes e complementaram com informações adicionais. Contudo, pode-se inferir que as estratégias educativas são verdadeiramente, espaços de diálogo, compreensão e reflexão; elementos importantes para a consolidação de um sistema único de saúde equânime e integral.
Palavras-chave: Educação física,Promoção da saúde,Sistema Único de Saúde (SUS)
Oral
Abrir o trabalhoOFICINAS DA ESTRATÉGIA AMAMENTA E ALIMENTA BRASIL NAS UBS DO CRATO/CE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
IGOR GONDIN DA SILVA; Cícera Georgia Brito Milfont; Ágna Retyelly Sampaio de Souza; Larissa Raylane Lucas Monteiro; José André Matos Leal; Vera Lúcia Soares e Silva
A Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB) tem como proposta qualificar o trabalho dos profissionais atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS), assim como aprimorar habilidades e competências por meio das práticas colaborativas de educação permanente em saúde (EPS), no desejo de promover hábitos alimentares saudáveis desde a infância com aleitamento materno exclusivo (AME) e a alimentação complementar saudável (ACS) no Sistema Único de Saúde (SUS). Desse modo, objetivou-se relatar a experiência do planejamento, elaboração e realização de oficinas da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil por residentes multiprofissionais em Saúde Coletiva no âmbito da Atenção Primária à Saúde do município do Crato, Ceará. Como ponto inicial foi realizada uma qualificação profissional entre os residentes para um maior aprofundamento sobre as temáticas e, posteriormente, houveram reuniões de planejamento para identificar as Unidades Básicas de Saúde aptas a participar dos momentos propostos, bem como a elaboração do plano de oficina norteador de trabalho que foi construído a partir das observações e discussões em grupo realizadas após a leitura dos materiais de apoio/consulta, objetivando consolidar de forma lúdica, clara e simples, todas as informações pertinentes à temática e que fossem condizentes às demandas e necessidades dos territórios. Na parte prática da execução das oficinas nas UBS houve a utilização de metodologias ativas, através de diálogos com trocas de conhecimentos e experiências empírico-científicas, difundindo as orientações do Ministério da Saúde acerca do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável. A realização das oficinas em diferentes equipes de Saúde da Família proporcionou um olhar amplo e que vai de encontro aos determinantes e condicionantes sociais em saúde de cada território, onde, a partir dos relatos dos profissionais integrantes das equipes, percebeu-se diversas fragilidades no processo de trabalho. Esses momentos também possibilitaram o fortalecimento das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e a alimentação complementar saudável, além do aprimoramento de demandas no âmbito da alimentação e nutrição de crianças menores de 02 anos de idade do município.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoAPRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS COMO METODOLOGIA ATIVA NA GRADUAÇÃO MÉDICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LÍZIA SAMYRA GOMES DA SILVA AMORIM ; Caroline de Souza Coutinho; Igor Victor Xavier Bezerra; Raiane Nunes de Lima; Maurício Menezes Ferreira; Alissan Karine Lima Martins
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) como uma metodologia ativa de ensino na graduação médica surge em resposta à necessidade de um modelo de formação profissional mais sensível às políticas atuais de saúde e melhor condizente com a Educação Permanente em Saúde (EPS), sob a óptica interprofissional e atrelada ao fazer em saúde e no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, objetiva-se relatar a vivência da aprendizagem baseada em problemas como metodologia ativa de estudantes de graduação em medicina. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado por estudantes da primeira turma do curso de Medicina da Universidade Regional do Cariri (URCA) em um contexto de educação permanente e formação multiprofissional em saúde. Dentro da metodologia ABP, os alunos são subdivididos em grupos tutoriais para exposição semanal a distintas situações-problema que exigem do discente uma busca autodirigida em diferentes referenciais teóricos e sistematizados para posterior momento coletivo de discussão e de resolução da problemática. Nesse processo, o alcance satisfatório dos objetivos semanais de aprendizagem é facilitado por outras estratégias didático-pedagógicas vivenciadas pelos estudantes ao longo das semanas temáticas, como laboratórios de habilidades, aulas expositivas e dialogadas e vivências práticas nos diversos cenários de saúde. Destarte, a Aprendizagem Baseada em Problemas permite a construção significativa do conhecimento e o aprimoramento de habilidades essenciais ao trabalho em equipe, como liderança, comunicação e organização, atributos indispensáveis a uma boa prática médica baseada no raciocínio crítico-reflexivo fomentado por um modelo educacional com prontos elementos resolutivos de problemas. Portanto, os resultados sumarizados nessa produção reportam às contribuições da ABP para a formação profissional de futuros médicos capazes de atuar em diferentes níveis assistenciais da linha do cuidado e em permanente processo de educação em saúde, já que o ensino baseado na metodologia da problematização favorece uma graduação médica humanista, crítico-reflexiva, e sensível à natureza ambiental e biopsicossocial dos determinantes sociais de saúde inerentes às ações integradas de ensino-serviço-comunidade.
Palavras-chave: Aprendizagem Baseada em Problemas,Medicina, Ensino Multiprofissional
Oral
Abrir o trabalhoCUIDANDO DE QUEM CUIDA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA VIRNA LIMA E SILVA; Tamires Mendes Silva; Deivyson Bruno Leite da Cunha; Keila Formiga de Castro
RESUMO: A assistência à saúde dos trabalhadores (ST) no Brasil teve início na década de 80. Com o passar dos anos, a ST começou a ganhar força política e em 2012 foi criada a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), onde houve a implementação de ações de saúde voltadas ao público trabalhador em todos os níveis de atenção do SUS, definindo seus princípios, diretrizes e estratégias de funcionamento. A saúde do trabalhador tem como principal objetivo observar e compreender as relações entre o trabalho e o processo saúde-doença, conceituando o trabalhador como todo aquele que desempenha atividade produtiva, seja como terceirizado ou dono do próprio comércio. Visando aumentar o número de ações voltadas para os profissionais de saúde, a equipe de profissionais residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri, que estão inseridos no serviço criou o grupo “Cuidando de quem cuida”. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado por uma equipe de residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri - URCA, em parceria com a equipe de estratégia de saúde da família (ESF) do Baixio das Palmeiras, situado na zona rural do município do Crato, no interior do Ceará. As ações ocorreram em dois momentos, no primeiro foi realizada uma roda de conversa sobre o abril verde, no segundo momento foi realizada uma prática de mobilidade corporal com o telefone sem fio. Essas atividades realizadas em consonância com a Vigilância da Saúde do Trabalhador, são consideradas como atividades de educação permanente em saúde, onde acontece o compartilhamento das responsabilidades no processo de cuidar de cada um dos trabalhadores da rede e consequentemente aumentando a sua autonomia. Para tanto, é imprescindível que os profissionais de saúde conheçam as atividades que os trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) realizam durante o dia para poder prestar assistência adequada voltada para a promoção da saúde e prevenção de danos. Através dessa atividade os profissionais da ESF conseguiram visualizar a importância de manter uma boa comunicação entre os membros da equipe, proporcionando um ambiente de trabalho saudável e agradável.
Palavras-chave: Vigilância em Saúde do Trabalhador,Política de Saúde do Trabalhador,Educação Continuada
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: VIVÊNCIA COM O PROJETO SAÚDE COM AGENTE E PROJETO BOA NOITE
CÍCERA GEORGIA BRITO MILFONT; JESSYCA MOREIRA MACIEL; HALLANA DE LIMA TELES
A implementação da Educação Permanente em Saúde vem sendo incorporada em todo o território nacional, para qualificação e desenvolvimento dos profissionais de saúde e, consequentemente, melhoria dos serviços prestados e fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Nesse entendimento, o presente estudo buscou descrever a realização de um encontro do Curso Técnico de Vigilância em Saúde com ênfase no Combate às Endemias, orientado pela preceptora enfermeira técnica da vigilância epidemiológica municipal apoiada por residentes em Saúde Coletiva. Este trabalho trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, que descreve uma vivência compartilhada entre os profissionais agentes de endemias e agentes do Projeto Boa Noite, pioneiros na região, que atuam no município de Crato, Ceará. O encontro iniciou com a apresentação do Projeto Saúde com Agente para os profissionais do Projeto Boa Noite, convidados especiais do momento. Em seguida, os agentes de endemias conduziram uma capacitação com o objetivo de alertar esta categoria quanto aos riscos, manejo adequado de animais peçonhentos e importância da utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados. Ressalta-se a importância da abordagem dessas temáticas, uma vez que estas condições de saúde estão diretamente associadas as suas rotinas de trabalho. A realização deste trabalho destacou a importância das atividades propostas pelo Projeto Saúde com Agente, sobretudo no processo de EPS dos agentes do Projeto Boa Noite.
Palavras-chave: Educação Permanente em Saúde,Agente de Endemias,Agente
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS EXITOSAS DO CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM PRECEPTORIA EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA PET-SAÚDE
MAURÍCIO MENEZES FERREIRA ; Ingrid do Nascimento Fideles; Dafani de Medeiros Xavier; Natália Rodrigues Vieira; Lis Maria Machado Ribeiro Bezerra
A Educação Permanente em Saúde (EPS) compreende um processo de constante capacitação e qualificação dos seus profissionais, cabendo ao SUS a responsabilidade de ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde. Nesse âmbito, o Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (PET-Saúde) - 10ª Edição da Universidade Regional do Cariri (URCA) implementou no Município do Crato – CE um curso de qualificação em Preceptoria para os profissionais de saúde da rede de atenção municipal. Diante do exposto o presente estudo visa apresentar os aprendizados e vivências obtidas na implementação do curso, com vistas as melhorias e possibilidades que podem ser alcançadas com tal iniciativa. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência exitosa, desenvolvido por membros do PET-Saúde 10ª edição da URCA. A pronta adesão ao programa se revelou um elemento de grande positividade, de modo que as vagas disponibilizadas foram prontamente preenchidas por profissionais de diversas áreas, tal aspecto se apresenta como um fator preponderante para incentivar e promover encontros que destacam a importância da abordagem multiprofissional. Ao longo do processo formativo, metodologias ativas de aprendizado foram implementadas, haja vista o fato de que estas permitem maior participação dos profissionais de saúde, estimulando a reflexão crítica, a troca de experiências e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. A abordagem baseada em metodologias ativas se mostrou fundamental para criar um ambiente de aprendizado dinâmico e colaborativo, que se alinhou às necessidades e desafios específicos enfrentados pelos profissionais no contexto da rede de atenção municipal de saúde. Durante o curso, foram abordadas diversas temáticas essenciais para a prática em saúde, incluindo a Política Nacional de Promoção da Saúde, o Planejamento em Saúde, a Educação Interprofissional em Saúde, as Competências Colaborativas de Saúde e o Papel do Preceptor no processo formativo. Esses tópicos foram explorados sob a perspectiva de formação ativa, que se mostrou fundamental para uma compreensão mais profunda e contextualizada por parte dos profissionais. Além disso, foram adotadas práticas como a criação de Mapas Conceituais e a produção de Podcasts, empregando novas tecnologias e softwares como Draw.io, Cmaptools e plataformas de Streaming.
Palavras-chave: Educação Permanente, Interprofissionalidade,Residência
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS NO PET SAÚDE NA FORMAÇÃO DE TUTORES EM RESIDÊNCIA NA SAÚDE RELATOS EXITOSOS
MARIA BRUNA DA SILVA; Ticiana Maria Gomes Guedes; Victor Lucas de Sousa Lima; Maria Eduarda Teles Gouveia; Jessyca Moreira Maciel; Sandra Mara Pimentel Duavy
O Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde (PET-Saúde) tem como objetivo potencializar a integração dos profissionais de saúde e acadêmicos através da articulação ensino-serviço em saúde. O presente trabalho objetiva relatar as vivências a partir da formação em tutoria em residência em saúde promovido pelo PET-Saúde. O estudo trata-se de um relato de experiência, desenvolvido a partir de um workshop no período de junho a julho de 2023 na Universidade Regional do Cariri (URCA). A oficina foi desenvolvida por meio de reuniões de planejamento que envolveram acadêmicos, residentes, preceptores e tutores nas decisões sobre público-alvo, cronograma, estratégias de ensino, conteúdo programático e dinâmica de grupo. Através de metodologias ativas de ensino foram instigadas a proatividade dos participantes para a reflexão sobre os processos de ensino-aprendizagem na realidade dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Foi observada a integração entre profissionais da saúde e acadêmicos por meio da educação interprofissional, assim como os benefícios de metodologias ativas na participação e engajamento de todos os envolvidos. Observou-se que foi acolhido o conceito de trabalho colaborativo entre os profissionais de saúde, valorizando a relação dialógica entre os participantes e facilitadores. As estratégias implementadas incentivaram o empenho dos participantes em compartilhar as experiências pessoais e profissionais e contribuíram nas resoluções das fragilidades identificadas do papel do tutor.
Palavras-chave: tutoria, metodologia ativa, formação em saúde
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Reunião Interdisciplinar ,Psicologia, Usuário.
Oral
Abrir o trabalhoAÇÃO E IMPACTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA PESQUISA SOBRE A SÍNDROME PÓS-COVID
ARIANE NETO CALADO ; Daiane Bernardo de Oliveira; Maria Jessica de Sousa Macêdo; Naiara Bezerra Rodrigues; Nelyse de Araújo Alencar
O programa PET Saúde Gestão e Assistência URCA/SMS Crato, da Universidade Regional do Cariri, possui entre seus grupos de trabalho o Grupo Tutorial 4, que aborda a temática de gestão pós-covid, com o objetivo de atuar por meio de uma equipe multiprofissional no combate à síndrome pós-covid. A pesquisa foi realizada em uma unidade básica de saúde na cidade de Crato. Inicialmente, houve um período de capacitação sobre o andamento do projeto e dos instrumentos de coleta, que foram construídos por meio de pesquisas sobre a temática e visitas à UBS, onde foram realizadas ações de educação em saúde para avaliar informações sobre a SARS-CoV-2. Os instrumentos de coleta escolhidos foram: um questionário elaborado pelos estudantes, abrangendo dados pessoais, histórico de vacinação, sintomas durante a doença e sintomas pós-covid dos participantes, e a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21), que consiste em 21 perguntas e considera as vivências experimentadas ao longo de sete dias. Em seguida, realizou-se a etapa de coleta de dados, na qual os pacientes foram abordados pessoalmente, com o intuito de fortalecer a assistência, orientar a população sobre o tema e oferecer suporte à equipe de saúde e às pessoas afetadas pelas sequelas da doença. Os dados coletados passaram por uma análise de rede, permitindo, assim, o mapeamento dos principais pontos de intervenção. O grupo proporcionou a oportunidade de vivenciar e interagir com os participantes, ouvindo suas queixas e dúvidas, esclarecendo-as e oferecendo suporte às pessoas que enfrentavam a covid longa. Além disso, possibilitou o desenvolvimento de habilidades como trabalho em equipe, empatia e comunicação. Espera-se, assim, que este trabalho contribua para fortalecer os estudos e pesquisas acerca da temática emergente de saúde pública que é a covid longa.
Palavras-chave: COVID Longa,Sequela Pós-Infecção por SARS-CoV-2 Aguda,Covid-19
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Abrir o trabalhoAPRENDENDO SOBRE O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE INTERVENÇÃO
ANTONIO THIAGO BESERRA; Gustavo Silva Honorato; Igor Victor Xavier Bezerra; Lays Monteiro Cabral; Alissan Karine Lima Martins; Evanira Rodrigues Maia
O SUS é uma conquista do povo brasileiro, motivo pelo qual o presente trabalho justifica-se pela imprescindibilidade de se trabalhar educação em saúde de uma forma que os cidadãos reconheçam a essencialidade de sua presença no cotidiano, enfatizando princípios e diretrizes. Ademais, a pesquisa atesta sua relevância aos meios: sociais, por trazer à tona a discussão de uma forma inclusiva, com participação da comunidade e com o resultado esperado de promoção da saúde; acadêmicos – por incentivar estudantes da área médica a desenvolverem ações similares; e científicos, inerente à metodologia disposta nesse relato de experiência, bem como ao arcabouço teórico logrado em seu embasamento. Assim, objetiva-se promover educação em saúde relacionada à importância do Sistema Único de Saúde no cotidiano dos cidadãos brasileiros. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, com abordagem qualitativa, do tipo Relato de Experiência. As palavras-chave utilizadas para pesquisar estudos que embasassem teoricamente o conteúdo da ação foram “Educação em Saúde, Promoção de Saúde e Sistema Único de Saúde”. Antes da busca por meio desses descritores, foi realizada uma pesquisa na BVS, especificamente na parte dos DECS, com o fito de averiguar que essas palavras estavam disponíveis. Como resultado da atividade vivenciada, mais de 80% dos participantes obtiveram êxito nas respostas e 85,7% manifestaram-se “Muito Satisfeitos” com o trabalho desenvolvido. Ressalta-se, portanto, que foi fundamental e singular a experiência de trabalhar sobre a saúde pública brasileira em suas diversas nuances, abordando: a importância do SUS; os seus programas; sua presença no cotidiano; bem como os princípios doutrinários e organizativos dessa política pública. Dado o exposto, conclui-se que foi imprescindível e singular a experiência de trabalhar sobre a saúde pública brasileira em suas diversas nuances, abordando: a importância do SUS; os seus programas; sua presença no cotidiano; bem como os princípios doutrinários e organizativos dessa política pública.
Palavras-chave: Educação em Saúde,Promoção da Saúde,Sistema Único de Saúde
Oral
Abrir o trabalhoCOVID-19: INVESTIGANDO PERFIL SINTOMATOLÓGICO NO TERRITÓRIO
DAIANE BERNARDO DE OLIVEIRA ; ARIANE NETO CALADO; MARIA JESSICA DE SOUSA MACÊDO; NAIARA BEZERRA RODRIGUES; NELYSE DE ARAÚJO ALENCAR; NATÁLIA RODRIGUES VIEIRA
A COVID-19 é um problema global que se tornou uma emergência de saúde pública mundial no ano de 2020 e afeta diretamente a saúde física e mental dos indivíduos; prejudica a interação social e a realização das atividades cotidianas, podendo repercutir em sintomas pós covid, configurando-se em síndrome pós covid ou covid longa. Objetivou-se identificar os sintomas pós-covid e como os indivíduos afetados comportam-se após a cura da infecção causada pelo vírus SARS-COV-2. Trata-se de uma pesquisa de campo realizada em uma Unidade Básica de Saúde da cidade do Crato, onde foram coletadas informações de 75 participantes sobre a covid-19, incluindo fatores ligados aos sintomas prevalentes da doença, dados sociodemográficos e os impactos na saúde mental da população, por meio de um questionário construído no projeto PET-saúde gestão e assistência, contendo perguntas envolvendo dados sociodemográficos e aspectos sobre a doença e em seguida a Escala de Depressão, Estresse e Ansiedade (DASS-21) que possui 21 questionamentos para a avaliação da saúde mental. O projeto foi submetido e aprovado no Comitê de Ética em pesquisa-CEP/CNS (protocolo 4.330.160.). Os dados foram tabulados por meio de uma análise de rede. Dessa forma, através da análise dos questionários foi possível identificar que uma parcela considerável (60%) dos participantes apresentaram algum sintoma da covid-19, sendo que 34% dos participantes testaram positivo (n=25) e 95% tomaram vacinas (n=70). Os sintomas mais predominantes entre os participantes durante o quadro de covid-19 foram dor de cabeça 41% (n=31), febre 41% (n=31) e coriza 41% (n=31). Já os sintomas mais relatados da síndrome pós-covid foram queda de cabelo 19% (n=14) e dificuldade de atenção 18% (n=13). Quanto à análise da escala DASS-21, observou-se que cerca de 52% dos entrevistados não apresentaram a maioria dos sintomas do questionário, uma vez que, a média de respostas 0-não se aplicou nada a mim, foi de 39. Entretanto, 11% dos entrevistados apresentaram os sintomas questionados regularmente, com média 8. Essa pesquisa possibilitou a identificação dos principais pontos de intervenção para atividades de promoção da qualidade de vida e o tratamento dessas condições.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoGRUPO CORPO NA ATIVA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
TAMIRES MENDES SILVA; Deivyson Bruno Leite da Cunha; Maria Virna Lima e Silva; Keila Formiga de Castro
Um desafio para profissionais da área da saúde é sistematizar estratégias que não utilizem de meios farmacológicos, para melhorar a qualidade de vida da população, sendo assim a inclusão de Programas de atividade física que incentivem a prática de exercícios físicos vem se mostrando mais presentes dentro das unidades básicas de saúde no Brasil. O presente trabalho tem por objetivo relatar experiências do Grupo de exercício físico Corpo na Ativa comandado pelos residentes da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva (RMSC) da Universidade Regional do Cariri (URCA). Trata-se de um relato de caso, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, elaborado com vivências no Grupo de exercício físico Corpo na Ativa de março a julho de 2023. Essa vivencia ocorreu por meio do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva (RMSC) da Universidade Regional do Cariri (URCA), tendo na preceptoria uma enfermeira locada na ESF Baixio das Palmeiras, em parceria com a secretaria de saúde da Prefeitura Municipal de Crato, no estado do Ceará.A partir das experiências com o grupo Corpo na Ativa foi possível verificar algumas motivações que levam a participação das integrantes no grupo, a prática do exercício físico está ligada para elas com o bem estar da sua saúde física, mental e principalmente com as relações social que foram criadas dentro do grupo. Outro ponto é a forma como são recebidas dentro do espaço pelos profissionais que estão por conta do grupo, o que isso determina a importância para que elas quisessem e gostassem de frequentar as aulas. O exercício físico orientado dentro das unidades básicas de saúde, tem um papel de melhorar a qualidade de vida do indivíduo. Proporcionado além de grandes benefícios para a saúde como a redução dos níveis de sedentarismo e proporciona o contato social quando realizada em grupos, como também a conscientização da importância de práticas de exercícios físicos além dos dias de grupo. Essa experiência vem mostrando o trabalho dos profissionais de saúde dentro da atenção básica, o incentivo que passam, para que a população veja a importância do cuidado com a própria saúde e a saúde dos familiares, promovendo assim uma melhor saúde dentro do território.
Palavras-chave: Exercício físico, Saúde, Qualidade de vida
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoPERFIL DO ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS E ADULTOS DOS MUNICÍPIOS COORDENADOS PELA 20ª CRES
MARIA IZABEL DA SILVA COSTA; Luciana Nunes de Sousa; Maria do Socorro Costa; Vera Lúcia Soares e Silva; Lis Maria Machado Ribeiro Bezerra
A avaliação do estado nutricional tem como objetivo identificar desequilíbrios nutricionais, facilitando uma intervenção de forma efetiva visando auxiliar na recuperação e manutenção do estado nutricional dos indivíduos. Objetivamos com o estudo descrever o perfil do estado nutricional de crianças e adultos dos municípios acompanhados pela 20ª Coordenadoria Regional de Saúde. Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal, onde foram analisados dados secundários oriundos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) Web do ano de 2018 da 20ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRES), com crianças de 5 a 10 anos e adultos de 18 a 59 anos. A pesquisa foi realizada em parceria com os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri. Diante dos resultados foram avaliadas 14.380 crianças cadastradas no sistema (SISVAN), dados estes que foram apresentados em valores mínimos e máximos quanto ao números de indivíduos e percentuais dos municípios em função da classificação do índice de Massa Corporal por idade; destas de acordo com a classificação em estado de Magreza acentuada de 9 a 83(0,94% a 3,01%), Magreza de 8 a 165(1,77% a 4,55%), Eutrofia de 233 a 2.778(56,66% a 69,31%), Sobrepeso 49 a 666(13,8% a 20,57%), Obesidade 27 a 404(7,23% a 11,26%), Obesidade grave 17 a 216(0,5% a 1,56%). Quanto a população adulta foram avaliadas 52.243 pessoas; destas com Baixo peso 34 a 482(2,8% a 4,76%), Eutrofia 476 a 6.419(35,87% a 46, 98%), Sobrepeso 444 a 6.266(32,5% a 37, 38%), obesidade grau I de 223 a 2.916(12,29% a 16,26%), Obesidade grau II de 33 a 825(2,42% a 5,5%), obesidade grau III de 10 a 248(0,57% a 1,56%). Diante dos achados podemos alertar em conformidade com as recomendações de diretrizes nutricionais um olhar especial para este púbico investigado com incentivo das políticas públicas de saúde com propósito no controle do sobrepeso e obesidade e mitigar ações para uma sociedade com mais qualidade de vida. Portanto, conclui-se que o estado nutricional das crianças e adultos se encontra elevado, na idade adulta este fator sendo ainda mais agravante, merecendo uma atenção especial das políticas públicas de saúde para esta população, na perspectiva de impactar positivamente na promoção da saúde. Contudo diante dos dados apresentados há a necessidade de averiguação com pesquisas mais atualizadas para aferir se esses dados se perpetuam ou se foram alterando-se ao longo dos anos.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPERFIL NUTRICIONAL DE GESTANTES CADASTRADAS NO SISVAN DE MUNICÍPIOS DO CARIRI
YASMIM MOTA DE MORAES PONTES; Luana Almeida Gurgel; Maria Virna Lima e Silva; Larissa Raylane Lucas Monteiro; Igor Gondin da Silva; José Geraldo de Alencar Santos Júnior
A gestação é marcada por diversas mudanças metabólicas e fisiológicas, que demandam maiores necessidades energéticas e nutricionais. Inadequações no estado nutricional podem provocar desfechos negativos tanto para a gestante quanto para o bebê. Portanto, é imprescindível o contínuo monitoramento do estado nutricional das gestantes para o planejamento de orientações e organização do cuidado. Dito isto, o presente estudo tem como objetivo identificar o diagnóstico nutricional de gestantes cadastradas no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de alguns municípios da região do Cariri. Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e de abordagem quantitativa. As informações foram coletadas do banco de dados de domínio público do SISVAN, utilizando os relatórios do estado nutricional referentes ao ano de 2022. A amostra foi composta por gestantes (adolescentes e adultas) de três Estratégias de Saúde da Família, sendo duas do município do Crato-CE e uma de Barbalha-CE, as quais são campos de atuação das nutricionistas residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri. Para o diagnóstico do estado nutricional foi utilizado o Índice de Massa Corporal (IMC) por semana gestacional, utilizando como referência os pontos de corte estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A amostra final foi constituída por 96 gestantes. Em relação ao estado nutricional encontrou-se um percentual de 12,5% (n=12) de gestantes com baixo peso, 32,29% (n=31) com eutrofia e 55,2% (n=53) com excesso de peso (sobrepeso e obesidade). Considerando o diagnóstico nutricional alterado tanto para baixo peso como para excesso de peso, o percentual encontrado foi de 67,7% (n=65). Achado semelhante foi encontrado em um estudo que analisou o perfil nutricional das gestantes cadastradas no SISVAN, no Brasil e macrorregiões, no período 2008 a 2018, o qual apresentou que a proporção de sobrepeso e obesidade em 2008 foi de 39,95% e em 2018 foi de 46,96%. Reflete-se nesse estudo que há uma grande prevalência de excesso de peso no período gestacional, o que pode acarretar em problemas de saúde tanto para a mãe como para o bebê. Desse modo, é imprescindível o acompanhamento pré-natal por equipe multiprofissional para assistência integral à saúde das gestantes.
Palavras-chave: Estado Nutricional,Gestação,Vigilância Alimentar e Nutricional
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Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE GENOGRAMA E ECOMAPA: INSTRUMENTOS IMPRESCIDÍVEIS PARA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DEIVYSON BRUNO LEITE DA CUNHA; Maria Virna Lima e Silva; Tamires Mendes Silva; Keila Formiga de Castro
Utilização de ferramentas que abordem o indivíduo com demandas muito próprias, mas perceba tudo em volta, são essenciais para o acompanhamento detalhado, entendendo essa necessidade o genograma e ecomapa ofertam a sistemática dessas informações. O presente trabalho objetiva relatar a utilização do genograma e ecomapa na assistência oferecida pela ESF Baixio das Palmeiras localizada na cidade de Crato, Ceará. Trata-se de um trabalho descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado com vivências de março a julho de 2023, onde foram incluídos no estudo atendimentos interprofissionais realizados com três residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri, e com a enfermeira. O relato expõe momentos de consultas compartilhadas entre os profissionais adscritos, o genograma é utilizado para realizar acompanhamento de indivíduos ao tempo que opera informações com no mínimo três gerações familiares, trata-se de representações gráficas e símbolos geométricos contendo relações entre estes membros. O ecomapa opera abordagem familiar, relaciona as interações entre o meio e o território que se vive, integrado as ligações com presença ou ausência de recursos sociais, retratando a dinâmica da vida. Foram realizadas as aplicações dos instrumentos durante as consultas na unidade de saúde. Durante a montagem do genograma e ecomapa, os próprios pacientes conseguiam enxergar problemas diante ao próprio estilo de vida que apresentava algum tipo de risco a saúde. Problemas recorrentes se tornou possível por retratar a transgeracionalidade, a permanência ou mudança da dinâmica da família em estudo, vislumbrando possíveis vulnerabilidades. A utilização dessas ferramentas é eficaz no processo de literacia em saúde dando autonomia ao paciente, uma vez que ao participar dessa construção ele se percebe na sua realidade tornando-se conhecedor dos diferentes fatores que o cercam. Essas ferramentas tem alta potencialidade de facilitar no processo de promoção da saúde, mas precisam de outros elementos para que possam após gerada a autopercepção, garantir o desempenho nas construções indispensáveis conduzidas pela rede de apoio em diferentes dimensões que não depende apenas do interagente. Gera uma maior imersão da equipe com seus usuários, melhorando a acolhida, entendimento, integralidade do cuidado e empatia dos profissionais.
Palavras-chave: Abordagem familiar,Estratégia em Saúde da Família,Consulta compartilhada
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Hipertensão Arterial,Exercício Físico,Educação em Saúde
Oral
Abrir o trabalhoATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: ESTUDO DE REVISÃO
LUCIANA NUNES DE SOUSA; Maria Izabel da Silva Costa; Lis Maria Machado Ribeiro Bezerra; Isabela Rocha Siebra
A Educação Física(EF) está implementada na Política Nacional de Promoção à Saúde, tendo como principal foco, ações interventivas na rede básica de saúde, assim, inserindo o profissional desta área na composição das equipes dos Centros de Atenção Psicossocial(CAPS), modulando e qualificando a EF como fator preponderante e indispensável nas redes de atenção à saúde no SUS, consolidando e ampliando sua área de atuação na sociedade atual. Dessa forma o trabalho tem como objetivo analisar e descrever a partir de uma revisão de literatura, como o Profissional de Educação Física(PEF) atua junto aos Centros de Atenção Psicossocial. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca dos artigos foi realizada entre os meses de Janeiro a abril de 2022. Foi utilizado como ferramenta de auxílio, o Operador Booleano “And”, para o cruzamento entre as palavras. A estratégia de busca foi através das palavras chaves: Profissional de Educação Física, Saúde Mental, Centros de Atenção Psicossocial. Após a busca foram identificados 25 estudos, dos quais após selecionados conforme os critérios, realizou análises dos títulos, resumos e textos na integrar, ao final restou uma amostra de 06 artigos científicos, os quais foram selecionados de acordo com os critérios de inclusão como: Trabalhos completos, de livre acesso e idioma português e inglês. Destes artigos, 02 foram encontrados na base de dados LILACS e os outros 04 na base de dados SCIELO. A análise dos dados se deu através da análise temática da Braun e Clarke (2006). Os dados empíricos após receber tratamento de análise foram organizados por meio de duas categorias temáticas, a primeira que tratou da inserção do PEF nos centros de atenção psicossocial e na segunda que abordou das questões pertinentes aos desafios e possibilidades de atuação do PEF na área de atenção psicossocial. Portanto, foram demostrados através dos estudos que o PEF vem desempenhando um papel preponderante dentro dos CAPS, apesar das barreiras encontradas (Formação, desvalorização, políticas), entretanto foram constadas várias possibilidades de atuações que vão para além da praticidade do exercício, mas em grupos terapêuticos, rodas culturais, coordenação, atuação multiprofissional e escuta qualificada. Portanto compreendemos que a atuação do PEF no CAPS é de real relevância para o bem-estar do usuários de forma integral. Salientamos a necessidade de mais investigação em outras bases para desvendar outras possibilidades de atuação do PEF.
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Abrir o trabalhoINTERPROFISSIONALIDADE E COMUNICAÇÃO EM SAÚDE: REFLEXÕES ACERCA DOS PROCESSOS DE TRABALHO
GUSTAVO SILVA HONORATO; Antonio Thiago Beserra; Igor Victor Xavier Bezerra; Ana Carolina Carvalho Ferraz; Lays Monteiro Cabral; Samyra Paula Lustoza Xavier
A interprofissionalidade refere-se a uma dinâmica de trabalho onde categorias profissionais distintas trabalham conjuntamente em prol de um objetivo, neste caso, melhorar qualidade de vida e saúde da população. Nessa perspectiva, a comunicação em saúde é uma premissa essencial, para uma práxis profícua no âmbito das ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, no âmbito individual e coletivo, no contexto de trabalho da Atenção Básica. Mediante o exposto, tem-se como objetivo refletir acerca da interprofissionalidade e da comunicação em saúde no cotidiano do trabalho em saúde. Trata-se de um estudo reflexivo de caráter crítico construído à luz da literatura cientifica da área, realizado a partir de buscas em bases de dados, como Scielo, Bireme e Pubmed. Segundo a Política Nacional da Atenção Básica, é responsabilidade dos profissionais atuarem colaborativamente de modo a integrar seus saberes e práticas na atenção à saúde. No entanto, há porosidades que ora se manifestam como elementos positivos, neste caso destaca-se os princípios e diretrizes políticas que balizam uma prática interprofissional, e aquelas que ora se manifestam contraditoriamente, sejam pelas divisas ou resistências governamentais, intelectuais e práticas incluídas na educação interprofissional em saúde e na sua frágil capacidade de gerar mudanças em ambientes profissionais, uma vez que as instâncias curriculares dos cursos de formação ainda são fortemente dominadas pelo individualismo disciplinar verticalizado e descontextualizado, sob a égide do modelo biomédico. Nesse sentido, é preciso entender que o individualismo instigado pelo viés da hiperespecialização em saúde não favorece uma prática colaborativa que seja estabelecida em um processo comunicacional dinâmico e efetiva, haja vista o fato de que a ausência de colaboração interprofissional não resolve os problemas de saúde de forma integral, gerando mais custos ao sistema público e estimulando um controle frágil sobre a situação de enfermidade dos usuários dos serviços de saúde. Por fim, reitera-se a importância da interprofissionalidade do trabalho em saúde ocorrer com base em um trabalho dialógico e colaborativo entre todos os atores envolvidos, sejam eles profissionais ou usuários, de modo que o cuidado em saúde aconteça efetivamente para todos, garantindo um acesso universal, integral e equânime aos serviços de saúde pública do país.
Palavras-chave: Comunicação em Saúde, Educação Interprofissional,Trabalho em saúde
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Abrir o trabalhoResumo Simples
ASSISTÊNCIA INTERPROFISSIONAL DE SAÚDE NO CUIDADO DE PESSOAS COM ESTOMIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; Yasmim Mota de Moraes Pontes; Luana de Souza Alves; Maria Nazaré Negreiros Uchôa; Natannael da Silva Pereira; Luis Rafael Leite Sampaio
A interprofissionalidade permite a integração de saberes e práticas de diferentes profissões de maneira colaborativa com vistas à melhoria da qualidade da atenção em saúde. Esse modelo se torna fundamental, especialmente em situações complexas como aquelas apresentadas por pessoas com estomias. Objetiva-se com este estudo socializar uma experiência em atendimento interprofissional de residentes em saúde coletiva para pessoas com estomias. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado a partir da vivência de duas residentes de um programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, das seguintes profissões: enfermeira e nutricionista; e um bolsista de Enfermagem. O cenário de prática em questão foi o Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia da Universidade Regional do Cariri. Foram realizados 4 atendimentos interprofissionais no mês de abril de 2023. Inicialmente as pessoas com estomias foram acolhidas para o seu primeiro atendimento no serviço. Depois, foi realizado o preenchimento da anamnese com dados antropométricos, sociodemográficos e clínicos. Em seguida, instigou-se a verbalização das queixas/aflições referentes a essa nova condição de saúde. Procedeu-se ao exame físico abdominal, buscando-se investigar possíveis complicações no estoma, seguido dos cuidados básicos de limpeza, aplicação de adjuvantes e troca do equipamento coletor. Por fim, foram prestadas orientações de cuidados com a pele periestoma e recomendações nutricionais. Em relação a aceitação da nova condição, percebeu-se através dos relatos, expressões faciais e gestos, que as relações sociais apresentavam-se comprometidas por vergonha e falta de habilidade com manuseio do equipamento coletor. Ressalta-se que o atendimento compartilhado entre as residentes e o bolsista viabilizou um olhar atento às demandas dos pacientes favorecendo acolhimento por meio de comunicação empática, demonstração de apoio e não julgamentos. Além disso, tanto para a enfermeira quanto para a nutricionista, oportunizou conhecer as particularidades de cada área na abordagem de pessoas com estomias, estimulando o raciocínio clínico para além das competências de cada uma. Ao final, os pacientes demonstraram gratidão, percebendo o serviço como uma rede de apoio. Tendo em vista que viver com estomia impacta na autoimagem, saúde mental e física, bem como nas relações sociais, o atendimento interprofissional se torna indispensável para promoção de autonomia e bem-estar do paciente.
Palavras-chave: Estomia,Educação interprofissional,Assistência integral à saúde
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SAÚDE EM NOVEMBRO AZUL: ENTRAVES E POSSIBILIDADES
ELIS MARIA JESUS SANTOS ; Larissa Alexandre Leite; Israeliny Sauane Laurentino Silva; Wannessa da Cunha Silva Lossio; Taise Moraes da Silva
Introdução: A Política Pública da Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), traz a perspectiva da integralidade do cuidado do homem. Todavia, inúmeros são os desafios para implementação de forma concreta das ações de saúde, visto que, a política ainda é considerada nova com apenas 14 anos. A promoção da saúde é algo presente na Atenção Primária à Saúde (APS), pois é uma estratégia que busca melhorar a qualidade de vida da população de acordo com os determinantes sociais de saúde (DSS) e como eles impactam na vida desses homens. Diante disso, é de extrema relevância as ações educativas de saúde para o público masculino, para que os princípios doutrinários do SUS sejam efetivados. Objetivo: Descrever a ação do novembro azul e os entraves encontrados. Métodos: Trata-se de um relato de experiência, descritivo, qualitativo, desenvolvido pela Liga Acadêmica de Saúde Coletiva da Uninassau em Juazeiro do Norte-CE graduandos de enfermagem, em uma unidade básica de saúde (UBS). Os usuários foram convidados pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) das áreas adscritas. Para este momento compareceram 7 usuários e 4 ACS da unidade. Foi utilizado roda de conversa e apresentação ilustrativa do sistema reprodutor masculino, que suscitou várias perguntas dos presentes em relação à hiperplasia próstatica, seus sintomas, como ter uma vida saudável para redução dos riscos de adquirir a enfermidade. Após a palestra, os pacientes foram encaminhados para consulta médica para avaliação e solicitação de exames.Resultados: O local onde a UBS estava inserida é um bairro popular do município, logo foi possível observar que os níveis de instrução posssuia grandes variações. E muitos dos usuários apresentaram uma série de tabus em relação à promoção da saúde. Foi observado que uma baixa adesão neste momento tanto pela questão de disponibilidade dos homens nesse horário comercial como pelo não entendimento e vergonha de procurar o serviço. Os que participaram, tinham dúvidas em relação à própria fisiologia do seu corpo. Logo, o acolhimento na saúde deve ser entendido como uma intervenção que deve ser alicerçada na qualidade da escuta, construção de vínculo e na garantia de acesso com boa resolutividade. Conclusão: Diante disso, a PNAISH, precisa ser reforçada e ampliada nos serviços de saúde, diante dos inúmeros entraves que fragilizam o vínculo da promoção em saúde. A atenção primária possibilita a realização de educação e saúde e um cuidado integral, longitudinal e resolutivo.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde,Enfermagem,Promoção da Saúde
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Educação em saúde, doenças crônicas,medicina
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Abrir o trabalhoAPLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS DE ABORDAGEM FAMILIAR EM UMA FAMÍLIA DE ZONA RURAL
TICIANA MARIA GOMES GUEDES; OTÁVIA MARIA DOS SANTOS SOUZA; YANA PAULA COÊLHO CORREIA SAMPAIO; DAILON DE ARAÚJO ALVES
A Estratégia Saúde da Família enxerga o núcleo familiar como um centro de cuidado, considerando o seu contexto biológico, psicológico, social e cultural. As ferramentas de abordagem familiar permitem a equipe multidisciplinar, uma melhor compreensão deste contexto, no intuito de estreitar relações entre profissionais e família, para melhor elaborar planos de cuidados diante dos problemas identificados. O presente trabalho se propôs a descrever a experiência de uma equipe saúde da família com a utilização da Escala de risco familiar de Coelho e Savassi e a construção e aplicação das ferramentas de abordagem familiar, genograma e ecomapa, à uma família do município de Crato-CE. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado no ano de 2018. Foi possível identificar os principais problemas e doenças prevalentes nesse núcleo familiar. Após a classificação do risco familiar utilizando a Escala de Coelho e Savassi, que classificou a família com risco máximo, que atingiu o escore 9 pontos, de acordo com Escala de risco familiar de Coelho e Savassi, sendo considerada uma família com risco máximo (R3), conforme as seguintes características e pontuação: baixas condições de saneamento (3), desemprego(2), analfabetismo(1), criança com diabetes(1) e na relação morador/cômodo (número de cômodos na residência dividido pelo número de moradores do domicílio) pontuou 2. Foram aplicadas as ferramentas genograma e ecomapa, que subsidiram o planejamento das ações de saúde. Destacamos o quão relevante é o papel da equipe saúde da família, no contexto do processo saúde doença e no apoio às famílias na promoção do cuidado, identificação de riscos e planejamento mediado por ferramentas de abordagem familiar e parcerias com equipe multidisciplinar.
Palavras-chave: Risco familiar,Abordagem Familiar,Estratégia Saúde da Família
Oral
Abrir o trabalhoAPLICAÇÃO DE METODOLOGIA ATIVA PARA PROMOÇÃO DE SAÚDE MENTAL EM IDOSOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
CYNTHIA GABRIELLE PEREIRA DO NASCIMENTO; TACIANE RAQUEL GOMES DO CARMO; YASMIM MOTA DE MORAES PONTES
O envelhecimento populacional crescente tem sido associado ao aumento da prevalência de transtornos mentais em idosos. Para tanto, é imprescindível a utilização de diferentes estratégias de educação em saúde que promovam uma troca mútua, dando importância ao diálogo e elevando o poder de compreensão do idoso de si, do outro e do mundo. Objetivou-se com este estudo relatar a experiência da aplicação de uma metodologia ativa de promoção de saúde mental com idosos. Trata-se de um relato de experiência, baseado na execução de uma metodologia ativa sobre saúde mental, desenvolvida com idosos de uma ESF do município de Barbalha promovida pelas residentes e preceptora do Programa de Residência Multidisciplinar em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri. Inicialmente foi utilizada uma dinâmica quebra-gelo, em que cada um deles foi instigado a expressar um sentimento que melhor descrevesse como estavam no momento. Para a aplicação da metodologia foi oferecido a cada idoso um pedaço de barbante, no qual deveriam dar um nó para respostas (sim/não) que fossem pontuáveis em relação às perguntas da Escala de Depressão Geriátrica (EDG). Na segunda parte da metodologia, um rolo de barbante foi oferecido a um participante que deveria dizer para todos o que considerava ser importante para superar seus medos, angústias e dificuldades do dia-a-dia. Logo após, deveria passar o rolo para outro indivíduo, enquanto segurava uma ponta do barbante, formando um entrelaçado dinâmico, que representa uma rede de ajuda que pode ser criada entre os idosos e profissionais de saúde. A aplicação da metodologia demonstrou que os idosos pontuaram de 0 a 5 da EDG o que é considerado normal, sem indicativo de depressão. Em contrapartida, alguns idosos ali presentes, nos momentos de fala, relataram fazer o uso de antidepressivos, o que pode ser um fator que interfere diretamente nas respostas dadas, gerando um resultado falso-negativo. Para superar os medos e as angústias, os idosos relataram a importância da fé, da positividade, de permanecerem ativos nas ocupações cotidianas e o acolhimento dos profissionais. Estes momentos permitiram que as profissionais, juntamente com os idosos percebessem a importância da afetividade e da criação do vínculo com acolhimento e escuta ativa, como formas de amparo para situações de aflição com o intuito de promover saúde mental como parte fundamental do processo de envelhecimento saudável.
Palavras-chave: Idosos,Saúde Mental,Educação em Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoLEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DAS NEOPLASIAS MAIS FREQUENTES NA SUPERINTENDÊNCIA DO CARIRI: IMPORTÂNCIA DO INTEGRASUS
ANA LIZ ARRAIS DE SOUSA; ANA CAROLINA CARVALHO FERRAZ; FERNANDO ALVES CARVALHO; RIVALDO GOMES DA SILVA; CÍCERO LUYAN DE SOUZA SANTANA; RICARDO PARENTE GARCIA VIEIRA
As neoplasias malignas são um grupo de doenças de causa multifatorial que podem ocorrer em diversas partes do corpo a partir de mecanismos conhecidos como “Hallmarks of Cancer” - autossuficiência proliferativa, insensibilidade a supressores tumorais, evasão da apoptose, imortalidade, angiogênese, alterações metabólicas, evasão do sistema imunológico e capacidade metastática - sendo essa última uma das mais discutidas em razão de sua letalidade. Nesse sentido, as tecnologias de cuidado como o IntegraSUS, cujo intuito é o rastreamento dessas patologias, são de grande relevância para o desenvolvimento de medidas de prevenção a partir dos fatores de risco identificados. Dessa forma, esse trabalho visa mapear as neoplasias mais frequentes na população adscrita à Superintendência do Cariri, os municípios de maior prevalência e os principais fatores de risco. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional com o uso da plataforma da gestão pública de saúde do Ceará - IntegraSUS - mediante acesso aos indicadores de vigilância da mortalidade prematura pelas principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Nesse caso, as neoplasias foram selecionadas, abrangendo todas as categorias e subcategorias do CID-10, bem como todos os sexos e todas as faixas etárias, durante o período de junho de 2018 a junho de 2023. Para a avaliação, foram considerados os percentuais de incidência das neoplasias e a prevalência dos casos em relação à quantidade de habitantes nos municípios que compõem a Superintendência. No total, foram diagnosticadas 3839 neoplasias, sendo os cinco tipos mais prevalentes: de brônquios ou de pulmões (10%), de mama (8%), de estômago (7%), de esôfago (4%) e de colo de útero (4%). Ademais, os cinco municípios com maior prevalência de casos foram: Granjeiro (1 caso/267 hab.), Penaforte (1 caso/269 hab.), Orós (1 caso/289 hab.), Baixio (1 caso/300 hab.) e Jucás (1 caso/307 hab.). Por outro lado, os fatores de risco identificados foram sexo feminino, com idade entre 60 e 69 anos e parda. Conclui-se, portanto, que o IntegraSUS é uma tecnologia de cuidado essencial para a divulgação dos dados epidemiológicos de forma intuitiva e dinâmica, com o objetivo de facilitar a interpretação pelos gestores da saúde estadual e municipal, a fim de que, a partir do entendimento dos principais fatores de risco, as medidas de prevenção possam ser aprimoradas para tentar mitigar o surgimento e a evolução dessas doenças.
Palavras-chave: Neoplasias, Sistemas de Informação em Saúde,Prevenção de Doenças
Resumo Simples
Abrir o trabalhoMÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA NA FORMAÇÃO EM MEDICINA DA URCA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA CAROLINA CARVALHO FERRAZ; ANA LIZ ARRAIS DE SOUSA; RIVALDO GOMES DA SILVA; CÍCERO LUYAN DE SOUZA SANTANA; GUSTAVO SILVA HONORATO; THAÍS BEZERRA CORNÉLIO DE LIRA
O Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) propõe que o paciente seja o principal agente do seu processo terapêutico, considerando suas aspirações, frustrações, contexto socioeconômico e condições de autocuidado. Assim, o médico assume o papel de guia e de articulador entre o conhecimento teórico da medicina e a realidade particular de cada indivíduo. Objetiva-se relatar, como estudante do curso de medicina da Universidade Regional do Cariri (URCA), as atividades vivenciadas durante a semana dedicada ao MCCP, ressaltando sua relevância para a formação médica no Brasil. A indução do estudo iniciou por um caso de “Problem Based Learning” (PBL), que trazia uma situação-problema em que o atendimento médico se fazia no modelo biomédico, demonstrando descuido na relação médico-paciente. As atividades do Laboratório de Habilidades foram baseadas na dinâmica de simulação de caso. Então, foram entregues scripts que deveriam ser encenados entre os personagens do médico e do paciente, enquanto o observador possuía uma tabela sobre os pontos que deveriam ser levados em consideração no MCCP, como: autoapresentação, contato visual, chamar o paciente pelo nome, investigar conceitos de saúde, doença e adoecimento, compreender contexto próximo e distante, chegar a um projeto terapêutico em comum, entre outros componentes. Ao fim da semana, foi aplicada a metodologia Team Based Learning (TBL), que suscitou um fechamento para as discussões feitas ao longo do processo ensino-aprendizado. Ademais, os estudantes confeccionaram individualmente um mapa conceitual para síntese e para consultas posteriores do conteúdo. O feedback foi colhido utilizando o software “Mentimeter”, que resultou em uma nuvem de palavras, representativa da satisfação e do nível de aprendizado sobre as atividades executadas. O resguardo de uma semana exclusiva sobre esse tipo de abordagem clínica foi essencial para incutir nos estudantes uma base filosófica e comportamental para a prática médica, seja ao longo dos anos do curso, seja para a aplicação profissional posterior à graduação. É fundamental que o MCCP seja disseminado em mais escolas médicas, visto os bons desfechos tocantes à promoção da saúde quando em ocasião do seu uso. Portanto, a formação médica atual deve estar mais sensível e capacitada para a aplicação da medicina centrada na pessoa, propiciando cuidado efetivo e humanizado.
Palavras-chave: Cuidado Centrado no Paciente,Capacitação de Recursos Humanos em Saúde,Aprendizado Ativo
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Abrir o trabalhoPRÁTICA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM RÁDIO LOCAL: UMA TECNOLOGIA LEVE POTENTE PARA TRANSMITIR CONHECIMENTO
MONÍSYA OLIVEIRA FERREIRA BRANDÃO; SAMILLE GONÇALVES DE MORAES; MARIA JULIANA LIRA GREGÓRIO; IRINEU FERREIRA DA SILVA NETO
Introdução: A educação em saúde constitui um modo de cuidado ofertado como tecnologias leves que alcançam as pessoas no intuito da promoção à saúde. No mês de março, destacado pela abordagem de temas referentes à saúde da mulher, especificamente na prevenção de câncer de colo uterino, é um período propício à realização de ações educativas individuais e coletivas em espaços dos territórios da Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Realizar uma reflexão do relato da experiência vivenciado pelos profissionais residentes em ações de prevenção à saúde da mulher em rádio local por meio da utilização da tecnologia leve em saúde. Metodologia: Trata-se de um relato experiência descritivo-reflexivo, vivenciado em Milagres, Ceará, Brasil, ocorrido em março de 2023, mês nomeado por março lilás. Dentre as ações executadas pelos residentes da turma IX, houve destaque para momentos de educação em saúde para as mulheres na rádio local, que ocorreram em 07 e 22 de março com duração média de quarenta minutos, mediados pela enfermeira e articuladora municipal da residência multiprofissional e três residentes das categorias: psicologia, assistência social e farmácia. Resultados: Com tema Cuidar Mulher, foram realizadas um conjunto articulado de ações na APS e, dentre estas, a participação dos profissionais de saúde em programa de rádio local para educação e promoção da saúde da mulher neste período. Neste ensejo, inseriu-se a participação da Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade que contribuiu para a discussão de temas pertinentes à saúde da mulher. Os temas abordados foram: promoção e prevenção do câncer de colo, direitos das mulheres: autonomia e independência como prevenção à violência contra à mulher. Ao experienciar esta intervenção, foi possível compreender a magnitude de um espaço comunicação popular, como as rádios locais, efetivando-se como um potente meio de comunicação, onde boa parte da população tem acesso a escuta e protagonismo por meio do auxílio dos aplicativos digitais e conseguem interagir com os mediadores das discussões. Conclusão: Nesse contexto, é válido salientar que a promoção da saúde da mulher pode ser realizada e potencializada por meio de tecnologias em saúde com ações educativas em rádio local. Como limitação este espaço é muitas vezes subutilizado nos cenários municipais e, dessa forma, sugere-se realizações rotineiras de atividades interprofissionais utilizando esta ferramenta para alcance das ações no meio popular.
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Abrir o trabalhoSAÚDE MENTAL EM PACIENTES COM COVID-LONGA: UMA PERSPECTIVA DE REDES COMPLEXAS
FRANCISCO MAMEDIO SOARES JÚNIOR; Maria Alice Sales Rodrigues; Francisco Eduardo Pinheiro da Silva; Mateus dos Santos Ferreira; Daniel Fernandes Pereira; Paulo Felipe Ribeiro Bandeira
A pandemia da Covid-19 gerou grande preocupação com aspectos da saúde mental em todo o mundo. Estudos apontam que os efeitos registrados pós-pandemia, contribuíram para o desenvolvimento de ansiedade, depressão e estresse. Diante dessa perspectiva, surge a necessidade de avaliar quais os aspectos mais sensíveis para intervir em pacientes com possível covid-longa. A escala de Depression Anxiety and Stress Scale (DASS-21), por exemplo, é um recurso validado e vem sendo bastante utilizado para esses estudos. O objetivo do estudo foi analisar aspectos de saúde mental de usuários de uma Unidade Básica de Saúde no cenário pós pandêmico em um município do Ceará, a partir de uma perspectiva de redes complexas. Através de um procedimento descritivo, abordagem quantitativa e ex post facto, analisou-se 73 pessoas do sexo masculino e feminino da cidade de Crato-CE, aprovado sob o CEP/CNS 4.330.160. Os mesmos responderam a escala DASS-21. Para avaliação da foi realizada um análise de redes complexa, que consiste em uma técnica estatística que utiliza de representações gráficas para o estabelecimento das interações entre as variáveis. A medida de centralidade “influência esperada” foi utilizada para identificar os itens mais influentes da rede. Os pacotes qgraph e bootnet do programa R foram utilizados para visualizar o gráfico. Os itens da dimensão de “ansiedade” mantiveram ligações significativas, como sensação de coração acelerado que está relacionado a dificuldade de respirar (Q19-Q4:0,43) e sentimento de medo sem motivo (Q19-20:0,43). Em relação à dimensão “estresse” destaca-se uma maior irritabilidade e dificuldade em se acalmar (Q1-Q8:0,38). Os itens de Q3 e Q16 que configuram a ausência de afeto positivo da dimensão “depressão”, apresentaram maior influência esperada (1.43 e 1.41) dentro da rede. A analise permitiu observar que no geral os usuários apresentaram níveis significativos de sinais e sintomas associativos a ansiedade, estresse e depressão. Diante do cenário de pandemia em um contexto de distanciamento e isolamento social, tornou-se evidente a limitação na construção e manutenção de processos afetivos, o que evidencia o achado “ausência de afeto positivo” na influência esperada, como um fator central para modificação da estrutura da rede.
Palavras-chave: Saúde metal,Covid-19,Sistemas Complexos
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Abrir o trabalhoSAÚDE MENTAL EXITOSA DOS USUÁRIOS DO SUS COM PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
RUFINA APARECIDA MATOS DE ALENCAR; Sandra Nyedja de Lacerda Matos; Célida Juliana de Oliveira
As práticas integrativas e complementares em saúde são métodos baseados na sabedoria tradicional que ajudam a fortalecer a saúde do corpo e da mente, promovendo equilíbrio e prevenindo doenças, como as que acometem a saúde mental. A auriculoterapia é uma dessas práticas ofertadas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), levando em conta seu baixo custo, eficácia e sem contra indicações. A orelha se apresenta como um microssistema da representação de todos os órgãos e estruturas do corpo, podendo ser acionados e tonificados por estímulos. Dessa forma, o estudo tem como objetivo descrever as experiências da realização de atendimentos com auriculoterapia para promoção da saúde mental dos usuários do SUS. É um relato de experiência, desenvolvido em uma unidade básica de saúde da zona rural de Crato-CE, onde as ações de promoção da saúde mental foram desenvolvidas por membros do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET- Saúde). Nesse contexto, foram ofertadas sessões de auriculoterapia em pacientes de uma unidade de saúde do SUS, associada à criação de um plano de autocuidado personalizado, focado nas queixas físicas e mentais relatadas pelos pacientes, como ansiedade, estresse, insônia e dores musculares, além do instrumento de anamnese auricular, utilizado para registrar e acompanhar a evolução clínica dos pacientes. Ao longo de quatro meses foram realizados atendimentos individuais, acompanhamento do autocuidado e contexto clínico, bem como a reaplicação dos protocolos de auriculoterapia que eram aplicados no lóbulo auricular com sementes de mostarda e esparadrapo microporoso. Os resultados foram satisfatórios para a maioria dos pacientes, havendo melhoria significativa na saúde mental e qualidade de vida, com o alcance de metas para promoção do autocuidado e a redução dos problemas físicos e mentais, como melhora do sono, disposição, ansiedade e dores musculares. Essa experiência foi extremamente satisfatória para os membros do PET-Saúde pela qualificação, obtenção e desenvolvimento de competências na promoção da saúde através das práticas integrativas e complementares, sendo são verdadeiras aliadas na promoção da saúde mental dos usuários do Sistema Único de Saúde. Dentre as limitações do estudo, destaca-se a necessidade de mais estudos sobre o tema e o baixo número de profissionais de Enfermagem qualificados na área das Práticas Integrativas e Complementares.
Palavras-chave: Auriculoterapia,Saúde mental,SUS
Oral
Abrir o trabalhoUSO DA TECNOLOGIA MHEALTH PARA PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO NO PERÍODO DE PÓS-ALTA EM HANSENÍASE
CAROLINE DE SOUZA COUTINHO; Juliana Barbosa de Freitas; Rauan de Alcantara Alexandre; Samires Soares de Oliveira; Edilma Gomes Rocha Cavalcante
A mHealth, enquanto oferta de serviços e de informações de saúde por meio de tecnologias móveis, pode favorecer à mudança comportamental no campo da difusão de boas práticas em saúde a fim de prevenir incapacidades e de minimizar agravos. Nesse sentido, objetiva-se relatar o uso dessa ferramenta tecnológica para promoção do autocuidado no período de pós-alta do paciente afetado pela hanseníase. Trata-se de um relato de experiência por três membros do projeto de extensão Habilidades e Práticas em Saúde Coletiva (HPSC),vinculado à Universidade Regional do Cariri(URCA),sobre a utilização das tecnologias mHealth para a promoção do autocuidado no pós-alta da pessoa afetada pela hanseníase. A priori, no mês de janeiro de 2023, ocorreu uma prática assistida em Unidade Básica de Saúde no município de Crato, Ceará, para a entrega de folders educativos sobre a prevenção contra queimaduras e a importância do autocuidado com face, mãos e pés à pessoa afetada pela hanseníase. A posteriori, elaborou-se um cronograma, com quatro semanas de duração, sobre o uso de um aplicativo de mensagens eletrônicas em dispositivo móvel para o envio de vídeos educativos sobre hanseníase e autocuidado e para a solicitação de feedback ao paciente após a sua visualização.Foi notório que apesar do paciente possuir conhecimentos prévios acerca dos conteúdos apresentados nos vídeos educacionais de curta duração, disponíveis na plataforma Youtube, ele ainda não realizava constantemente as práticas de autocuidado. Dessa maneira, a aplicação da tecnologia mHealth fomentou a comunicação e o estímulo para adoção de comportamentos minimizadores dos agravos já existentes, como a hidratação diária da pele e a observação regular das regiões afetadas pela hanseníase, prevenindo o surgimento de novas incapacidades. A ausência da devolutiva do paciente foi uma dificuldade encontrada apenas na última semana de envio dos vídeos, não comprometendo o desenvolvimento de habilidades e de competências nas inovações comunicacionais e na mediação do cuidar-educar. Portanto, a oferta de serviços e de informações de saúde vide tecnologias móveis favorece a promoção de estilos de vida saudáveis em pessoas afetadas pela hansenaíse, dado que a partir da sua aplicação foi perceptível uma melhor adesão ao tratamento e ao monitoramento contínuo das condições de saúde apresentadas por esse público, registrando-se também o fortalecimento do vínculo entre membros do HPSC-paciente-profissionais da unidade de saúde.
Palavras-chave: mHealth, Autocuidado,Hanseníase
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